VER-O-FATO: LUZES DO MEDO - O que aconteceu em Colares e região, investigado pela Operação Prato, foi coisa deste ou de outro mundo?

terça-feira, 6 de agosto de 2019

LUZES DO MEDO - O que aconteceu em Colares e região, investigado pela Operação Prato, foi coisa deste ou de outro mundo?



Na segunda parte da entrevista para a Revista UFO que a pesquisadora e consultora Lallá Barreto fez comigo sobre o livro "Luzes do Medo", que será lançado no próximo dia 20 às 19h, no auditório do Hotel Sagres, em Belém, a abordagem é sobre a origem do fenômeno, se extraterrestre ou não, as tentativas dos militares da Operação Prato de manter o assunto longe da imprensa, a vida inteligente fora da Terra, além da credibilidade das pessoas atacadas pelas luzes:

Você tem hoje certeza de que os acontecimentos que você investigou eram de natureza extraterrestre?

- Como posso definir isso? É uma dúvida que carrego comigo até hoje e ainda não obtive resposta. Seria fácil dizer que eram experiências militares, ou testes científicos, realizados pela Rússia e Estados Unidos, durante a chamada Guerra Fria, pelo controle do mundo. Essa afirmação ensejaria alguns questionamentos. Primeiro, qual a finalidade desses testes com essas cobaias humanas? Segundo, qual o critério para escolher populações do Pará e Maranhão, alguma característica física, geográfica, modo de vida? A origem extraterrestre, mesmo sem provas que me convençam, é a hipótese que mais considero. 

Coisas muito estranhas aconteceram e os próprios militares, por meio do então capitão Uirangê Holanda, testemunharam uma nave do tamanho de um prédio de 30 andares, sobre o rio Guajará-Mirim. Ora, isso responde sua pergunta, pelo menos do ponto de vista do pessoal da “Operação Prato”. Quanto a mim, considero a possibilidade, mas para chegar à probabilidade há uma enorme distância a percorrer. Fico com a dúvida. Ou duvido da própria dúvida. 

A partir de que momento você teve essa certeza? 

- As várias tentativas dos militares em manter suas investigações longe do foco da imprensa, a pressão da Aeronáutica sobre a doutora Wellaide Cecim, a médica que atendeu a muitos vítimas, para ela convencesse essas vítimas de que elas estavam sob histeria coletiva, as idas e vindas do capitão Holanda pelos jornais de Belém, pedindo para maneirar a cobertura dos repórteres e até mesmo acabar de vez com o noticiário, me levam a crer que eles sabiam mais do que eu havia apurado, quanto à natureza daquelas luzes. Não tive a certeza de que eram inteligências extraterrestres, mas a tentativa de abafar os fatos despertaram minha desconfiança de que tudo era muito grave e misterioso, apontando numa direção que os céticos se recusam em admitir. Para mim, nenhuma porta de conhecimento deve ser fechada. 

Você pode nos dizer o que é para você, hoje, o fenômeno Ufo? 

- É um fenômeno que instiga a curiosidade humana, busca respostas convincentes. Que há vida inteligente em outros mundos é uma hipótese muito provável de considerar. A questão é: pelos meios tecnológicos e científicos que dispomos é possível manter contato com essas inteligências? Creio que despertamos nessas inteligências a mesma curiosidade que temos com relação aos insetos. A comunidade das formigas é muito mais solidária e organizada do que a humana. Diante disso podemos dizer que o homem é mais inteligente do que uma formiga? Qual o método de medição para atestar isso? O suspeito método humano? Além disso, outra pergunta se impõe: o que é inteligência? Apenas o acúmulo de conhecimentos e informações? Ou algo que transcende a tudo isso e se impõe num plano vibratório mais avançado, no qual as distâncias não existem? 

As respostas virão quando a humanidade tiver evoluído e superado suas limitações binárias, entrando em outro plano de vibração para ser aceita pelas comunidades do espaço onde essas barreiras já foram vencidas. Do ponto de vista das observações de luzes e supostas naves nos céus do mundo, é preciso desconfiar sempre de farsantes e mentirosos, que a cada instante viajam na maionese e se dizem abduzidos, ou que tiveram contato com seres de outros mundos, alguns com espantosa familiaridade. 

Nem sempre luzes nos céus significam a presença de alienígenas. Há fenômenos meteorológicos, satélites espaciais aos milhares sobre nossas cabeças, além de balões meteorológicos, anomalias magnéticas e agora, para confundir ainda mais o cenário, os drones que poluem os céus nas grandes cidades e interior do mundo. É preciso separar o joio do trigo. Quem deve fazer a diferença são pesquisadores sérios, como o pessoal da revista UFO e outros que, às vezes solitariamente, estudam e batem cabeça para tentar desvendar o que para muitos é indesvendável. 

Os frequentadores do fenômeno Ufo sabem por experiência que ele só se apresenta para quem quer e quando quer. Não temos a prerrogativa de provocar o fenômeno. Resulta disso que muitos envolvidos de maneira decisiva nunca viram nem luzes, nem naves, nem seres, nem nada, e no entanto continuam a investigá-lo, movidos por uma curiosidade especial, que não precisa ver para que a pessoa busque compreender o fenômeno. Essa curiosidade especial é considerada como uma forma de contato. Em algumas palestras você relata a sua decepção de estar no palco dos acontecimentos e não ver nada, e no entanto você continua até hoje envolvido com os acontecimentos ocorridos em Colares e sua região, lançando em breve o seu esperado livro. Então, você acha que foi tocado por essa curiosidade especial, ou foi uma investigação como muitas outras da sua brilhante carreira de jornalista? Alguma vez você foi surpreendido pela sincronia do fenômeno Ufo com a sua presença ou atividade de repórter? 

- Esse é o véu do mistério posto sobre mim e que eu, até involuntariamente, acabei atraindo por também não ter obtido as respostas que buscava para entender o fenômeno. Se eu disser que não fui para o palco dos acontecimentos atraído por uma curiosidade especial estarei mentindo. Uma coisa, porém, é a atração em ver para crer. Outra, não ver e dar credibilidade às pessoas que viram, sobretudo aquelas que foram atacadas. 

Já ouvi pesquisadores científicos dizerem que não ocorreram ataques no Pará e Maranhão, entre 1977 e 1978, apenas avistamento de luzes. E as marcas nos corpos das pessoas, de diferentes regiões dos dois estados, gente que nunca se vira antes, relatando os mesmos sintomas físicos e o desfecho dos ataques? Não vejo uma sincronia do fenômeno com o fato de eu, como repórter, estar em alguns municípios e povoados nos dias em que os ataques aconteceram. 

Pode ser uma simples coincidência. Mas que coincidência era essa se eu estava lá e não via nada, para minutos ou horas depois localizar e entrevistar pessoas que não só viram, como foram alvo direto dos raios luminosos? Deixo as respostas para quem souber – ou puder – oferecê-las.

Serviço

Lançamento do livro: dia 20, às 19 horas
Local: auditório do Hotel Sagres
Preço do exemplar e palestras: R$ 80,00
Informações: (91) 98183-0540 Zap



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