VER-O-FATO: CORDA E ENFORCADO - "Desmatamento na Amazônia vem da grilagem de terras por falta de regularização ambiental", afirma presidente da Agropalma

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

CORDA E ENFORCADO - "Desmatamento na Amazônia vem da grilagem de terras por falta de regularização ambiental", afirma presidente da Agropalma

Marcello Brito, presidente da Agropalma e da ABAG: entendemos o que ele disse

No programa Globo News Painel, do último sábado, onde o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e o o ex-diretor do INPE, Ricardo Galvão, trocaram farpas pesadas sobre o desmatamento na Amazônia, ninguém da grande mídia nacional deu a menor bola para o que falou outro convidado do programa, Marcello Brito, presidente da Agropalma e hoje também presidente da Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG). 

O Ver-o-Fato, porém, não ignorou as declarações de Marcello Brito, pois o que ele disse, à certa altura, tem muito a ver com o comportamento da empresa dele aqui no Pará. Quando a jornalista do Painel, Renata Lo Prete, mediadora do debate, perguntou a Marcello Brito qual a posição dele sobre o desmatamento na Amazônia, vejam o que ele disse: 

“O desmatamento ilegal é causado por diversas formas de criminalidade, só que ele cola diretamente no agronegócio. Se a gente olhar o desmatamento hoje como um todo, boa parte dele vem da grilagem de terras por falta de regularização ambiental. Boa parte da Amazônia é devoluta. Então, se não tem dono, vira uma festa". 

E mais: "uma boa parte do desmatamento advém de assentamentos e de pequenos agricultores. Quando o ministro Minc (Carlos Minc, do Meio Ambiente) levantou isso alguns anos atrás foi um verdadeiro terror. Então, a menor parte do desmatamento ilegal vem de grandes empresas, mas isso cola no agro”. 

O que chamou a atenção nessas declarações de Brito não é o fato de ele ter jogado a maior parte da culpa sobre os pequenos agricultores e assentados pela desmatamento, mas ter falado que boa parte desse desmatamento “vem da grilagem de terras por falta de regularização ambiental”. 

Quem não é desinformado e conhece o grave problema fundiário em que a Agropalma está metida no Pará, ocupando 106 mil hectares entre Acará, Moju e Tailândia de terras públicas e particulares, inclusive com bloqueios e cancelamento de escrituras dos imóveis já decretados pela Justiça, entendeu o que Marcello Brito quis dizer. 

Afinal, ele falou de corda em casa de enforcado.




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2 comentários:

  1. Carlos, a Globo não poderia ter convidado melhor, pois a emissora é conhecida por manter em seu quadro grandes artistas!!!
    Quem sabe este senhor não foi tentar uma vaguinha lá!!!!!
    Como dizia um professor: " CARA DE PAU!!!!"

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  2. A ORDEM É DESMATAR. POR TUDO ABAIXO.OS ÓRGÃOS SERVEM APENAS PARA MEDIR O TAMANHO DESTRUIDO, ANO APOS ANO.DEPOIS DO DESMATE, PLANTAR SOJA E AFINS, GADO, MACONHA, EXTRAIR OURO, E O QUE DER PARA GERAR DINHEIRO PARA UMA BOA VIDA NA EUROPA.DE QUEM É A TERRA? DE NINGUEM.SERVE COMO PULMÃO?VÃO RESPIRAR NO INFERNO.ESSE NEGOCIO DE PRESERVAR A AMAZONIA É COISA DO CAPETA.

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