VER-O-FATO: CARNIFICINA - 26 presos da facção criminosa CCA já estão em Belém, transferidos de avião

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

CARNIFICINA - 26 presos da facção criminosa CCA já estão em Belém, transferidos de avião

Os 26 presos foram trazidos de avião para Belém sob forte escolta policial

Uma força tarefa foi montada nesta sexta-feira (02) para transferir, de Marabá para Belém, os 26 internos da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) que estavam no caminhão-cela, onde quatro outros presos foram mortos por estrangulamento, durante transferência para a capital.

Os internos, pertencentes ao Comando Classe A (CCA), estão sendo transferidos em aviões providenciados pelo governo do estado. A previsão é de que os presos desembarquem hoje a partir de 14 horas em Belém. Todos prestaram depoimento na Delegacia de Marabá sobre os crimes ocorridos entre Novo Repartimento e Marabá.

Os mortos foram identificados como José Ítalo Meireles de Oliveira, 22 anos, Dhenison de Souza Ferreira, 24 anos, Valdenildo Moreira Mendes, 30 anos, e Werik de Souza Lima, 20 anos. Os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML), de Marabá.

Ao todo, 30 homens do CCA estavam sendo transferidos para Belém a partir de Altamira, onde mataram 58 internos do Comando Vermelho, no Centro Regional de Recuperação, na segunda-feira (29).

Quando o caminhão chegou em Marabá, onde passaria a noite, foram constatadas as quatro mortes. Os demais presos foram encaminhados à cadeia localizada na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, na Folha 30, Nova Marabá.

O caso está sendo acompanhado pelo delegado geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, pela corregedoria da Susipe e pelo Ministério Público do Estado do Pará.

TJ acompanha o caso - A juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Maria de Fátima Alves da Silva, está em Altamira fazendo o levantamento da situação jurídica de cada um dos 58 detentos mortos no massacre.

A orientação do presidente do TJPA, desembargador Leonardo de Noronha Tavares, que se reuniu ontem com dirigentes do Sistema Penitenciário do Estado, é de que se inicie neste mês de agosto uma força tarefa envolvendo as Varas com competência de execução penal e ações criminais para dar andamento célere aos processos de réus presos.

Em Altamira, a juíza Maria de Fátima se reunirá com juízes das Varas Criminais e com o procurador do Sistema Penitenciário do Estado, que já se encontra no local, para encaminhar as medidas que competem ao Poder Judiciário, tanto em relação ao caso específico de Altamira quanto às demais Varas que lidam com execução penal e que possuem maior volume de demandas.

O levantamento feito pelo Judiciário também vai subsidiar o relatório que será encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Uma das medidas anunciadas pelo presidente do TJPA, durante a reunião de terça-feira (30) foi a designação de juízes auxiliares a essas Varas para que o julgamento dos presos provisórios e o benefício de execução penal sejam apreciados de forma mais célere. (Do Ver-o-Fato, com informações da Secom do TJ)



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