VER-O-FATO: PEDRAL DO LOURENÇO - Explosões e poluição, o temor dos pescadores que dependem do Rio Tocantins

sábado, 6 de julho de 2019

PEDRAL DO LOURENÇO - Explosões e poluição, o temor dos pescadores que dependem do Rio Tocantins


No vídeo (acima), o pescador faz um desabafo. Na foto, a Apovo na audiência pública


Os pescadores e ribeirinhos da região de Tucuruí, onde se localiza a maior hidrelétrica do país genuinamente nacional, estão apreensivos com os preparativos para começo das obras que permitirão a navegabilidade do rio Tocantins, num trecho de 560 quilômetros entre Marabá e o porto de Vila do Conde, em Barcarena. 

As obras, tão aguardadas há décadas, começam a entrar na fase de audiências públicas. Mas a pergunta é: será que essas vozes de preocupação serão ouvidas? As audiências começaram. Cheias de explicações técnicas. A Apovo, entidade da região, cobra explicações sobre como ficarão as famílias durante as obras e depois delas. 

É óbvio que obras como o derrocamento do chamado Pedral do Lourenço, que abrirão a navegação num trecho de 35 quilômetros do rio entre os distritos de Santa Terezinha do Tauiri e a Ilha do Bogéa, nos limites do município de Itupiranga, são fundamentais para a economia paraense e do próprio país. 

Mas é preciso observar alguns detalhes sociais e ambientais para que as comunidades que dependem do rio para sobreviver não sejam irremediavelmente prejudicadas. Ignorar os impactos das explosões e a poluição que isso irá causar é condenar milhares de famílias ao desamparo. 

Necessário se faz não apenas falar de compensações pelos danos que serão provocados, mas dizer claramente o quê e como será feito. Os peixes e seu ciclo de reprodução, além da fauna silvestre, como serão afetados? 

Antônio Valentino de Souza, conhecido por "Duda", diz ( no vídeo acima) que a as explosões no rio Tocantins para a retirada das rochas e permitir a passagem de navios e barcaças com minérios e grãos vão "acabar com tudo". Ele se refere à pesca, da qual milhares de famílias na região sobrevivem.

O que dizem os responsáveis pela obra? 




Um comentário:

  1. Boa tarde! O Brasil, especificamente o Pará,já deveria ser um PHD em não destruir a natureza com este tipo de negócio. Dos tempos da ditadura que a região é "cavucada" pelos agentes econômicos, agentes políticos desse país...

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