VER-O-FATO: IMPUNIDADE TOTAL - 15 anos da morte de Adilson Prestes, que denunciou o crime organizado no Pará

quarta-feira, 3 de julho de 2019

IMPUNIDADE TOTAL - 15 anos da morte de Adilson Prestes, que denunciou o crime organizado no Pará

Adilson Prestes: execução negligenciada
Faz 15 anos que um crime brutal - mais um, para variar - colocou o Pará nas manchetes nacionais e internacionais: o do pequeno produtor rural e ambientalista Adilson Prestes, que morava em Novo Progresso. Ele denunciou em Belém o crime organizado que impera naquela região do oeste paraense, deu nomes aos bois, citou empresários, pecuaristas, até policiais militares. Resultado: foi morto com seis tiros, na porta de casa, por dois pistoleiros. 

Prestes, quando esteve em Belém, em  2004, denunciou a grilagem de terras, o roubo de madeira de reservas indígenas, a devastação da floresta e o tráfico de drogas. Dois anos antes, em 2002, quando pela primeira vez esteve na capital, ele já sofria ameaças de morte e veio aqui pedir proteção.

A única voz oficial a ouvir suas denúncias e encaminhar um dossiê a todas as autoridades, cobrando providências, foi a do promotor de Justiça, Mauro Mendes de Almeida. Ninguém com poder de decisão, absolutamente ninguém, moveu uma palha sequer. 

O denunciante não era ativista ligado a partido político. Atuava, porém, na Pastoral da Juventude, da CPT de Santarém. Costumava usar no peito um grande crucifixo com a imagem de Cristo. E nas aldeias dos caiapós, de quem era amigo, se pintava de índio.

A morte de Prestes gerou um pálido inquérito policial, tímida ação do Ministério Público e nenhuma providência do Poder Judiciário. Talvez pelo fato de ele ter denunciado gente muito poderosa, que até hoje está viva e se coloca acima do bem e do mal.

Até quando as autoridades paraenses - entra governo, sai governo - terão de conviver com tamanha omissão? O assassinato de Adilson Prestes virou a marca da impunidade em solo paraense.

Nos anos 50, o general Barata, que governou o Pará com mão de ferro, afirmava que lei " era potoca".

Pelo visto, ao menos no caso de Adilson Prestes, o ex-governador tinha razão.


3 comentários:

  1. Faça a denuncia incriminando o governador da época e agentes públicos que nada fizeram para dar proteção a esse cidadão. Aliás, já que você não teve a coragem de dizer não seria mera coincidência de o governador da época fosse um Tucanalha, Almir Gabriel ou seu afilhado politico o Jateve.

    ResponderExcluir
  2. Foi feita, desinformado. E cobrada publicamente. Anônimo vir aqui falar de coragem é piada. Não fosse covarde se identificaria para que a controvérsia seguisse adiante.

    ResponderExcluir
  3. OS PODEROSOS DO CRIME SEMPRE IRÃO IMPERAR.SÃO ELES QUE ELEGEM PATROCINANDO CAMPANHAS, SÃO ELES QUE GRILAM AS TERRAS TRANSFORMANDO-AS EM PASTOS, SÃO ELES QUE MONTAM GRANDES EMPREENDIMENTOS COM DINHEIRO DO ILICITO,SÃO ELES QUE INDICAM QUE TOMA POSSE EM CARGOS CHAVES ENFIM É A MAFIA TUPINIQUIM PODEROSA, INVISÍVEL E MORTAL QUE COMANDA TUDO. TUCANALHAS E OUTROS BICHOS SÃO APENAS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO.E NÓS?IGUAIS AOS MPS DA VIDA, PFS, INBAMAS SOMOS REFENS DO MEDO.MEXEU PERDE O CARGO,DENUNCIOU MORREU.AINDA NÃO NASCEU QUEM OS COMBATA.

    ResponderExcluir