VER-O-FATO: É GRAVE - MPF investiga morte de indígena e invasão de garimpeiros na Terra Indígena Wajãpi, no Amapá

domingo, 28 de julho de 2019

É GRAVE - MPF investiga morte de indígena e invasão de garimpeiros na Terra Indígena Wajãpi, no Amapá

PF já está na terra indígena amapaense, após morte e invasão de garimpeiros


O Ministério Público Federal no Amapá apura as circunstâncias da morte de um indígena e a invasão de garimpeiros na terra indígena Wajãpi, no Amapá. O órgão abriu uma investigação criminal para esclarecer o caso. 

"Acerca das denúncias de invasão da TI Waiãpi por garimpeiros, o órgão solicitou informações à PF sobre as providências adotadas até o momento. Esclarecimentos também serão requeridos aos órgãos competentes", diz em nota.



De acordo com um memorando da coordenação regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), a invasão à região começou a ocorrer no último dia 23, terça-feira, quando foi confirmada a morte do cacique Emyra Waiãpi. 

No primeiro momento, uma equipe da Funai atribuiu a morte do líder indígena a um afogamento causado por ingestão de uma bebida tradicional, durante uma cerimônia. Nesse sábado, o órgão descartou essa possibilidade e confirmou que a causa da morte de Emyra foi a invasão de garimpeiros.

Equipes da Polícia Federal (PF) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) atuam na região. A informação de que as forças de segurança estavam no local na manhã deste domingo foi confirmada pela prefeita da cidade, Beth Pelaes (MDB).

Havia ainda a informação de que outro líder indígena havia sido morto na noite de sexta-feira. Essa informação, no entanto, foi descartada. “A segunda morte que supostamente teria sido provocada pelos invasores ontem, dia 26, não ocorreu, sendo a informação falsa, tendo o indígena retornado à sua aldeia sem informações se o mesmo teve contato com os invasores, sendo tão somente suposições devido ao clima de medo em que eles se encontram e a demora do indígena em retornar para a aldeia”, diz o documento.

Até a manhã deste domingo, a informação mais atualizada era a de que os garimpeiros ainda estavam acampados na região. Não há informações precisas sobre quantas pessoas estão no local. De acordo com o memorando da Funai, seriam de dez a 15 pessoas. No sábado, lideranças indígenas chegaram a falar em 50 pessoas. Fonte: G1




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