VER-O-FATO: BACIA DO TAPAJÓS - Esquema ilegal no Pará movimenta 20 toneladas de ouro e R$ 3 bilhões por ano

segunda-feira, 22 de julho de 2019

BACIA DO TAPAJÓS - Esquema ilegal no Pará movimenta 20 toneladas de ouro e R$ 3 bilhões por ano

Um ambiente de intensa degradação humana e ambiental nos garimpos amazônicos
Um esquema criminoso na Amazônia, posto em prática por garimpeiros ilegais e empresas autorizadas a atuarem no mercado de metais preciosos, vem movimentando milhões de reais, segundo matéria de ontem do Fantástico, da Rede Globo. O problema é antigo, inclusive a degradação social e ambiental na região banhada pelo rio Tapajós, que engloba Itaituba e Santarém. Garimpeiros vivem num regime semelhante à escravidão. 

Nenhum governo teve coragem de enfrentar o problema, enquanto a atividade ilegal cresce e promove fortunas de meia dúzia de barões que enchem os bolsos com o produto vendido nas praças de São Paulo, Rio, Paraná e outros estados do sul e sudeste.

De acordo com a reportagem, as pedras são extraídas de forma ilegal da Bacia do Rio Tapajós, no Pará, e no último ano foram responsáveis por movimentar 20 toneladas pelas contas da Agência Nacional da Mineração (ANM) , com valor equivalente a R$ 3 bilhões.

Diz a matéria que funcionários de instituições financeiras, autorizadas a negociar o minério, passaram a comprar ouro sem o documento que comprova a origem legal do minério. Neste etapa do processo que o Ministério Público e a Polícia Federal descobriram a fraude milionária.

Ainda de acordo com o Fantástico, na bacia do rio Tapajós existem 850 garimpos legais e cerca 2 mil ilegais, mais que o dobro. Por satélite a Polícia Federal monitora as marcas deixadas pela atividade garimpeira ilegal. 

A economia do município de Itaituba, por exemplo, é baseada em pagamentos com ouro. Até pagamentos corriqueiros, para uma cozinheira, por exemplo, são feitos com ouro.

No ano passado, a extração legalizada de outro no país atingiu a marca de 70 toneladas. No entanto, o mercado clandestino movimenta outras 20 toneladas pelas contas da Agência Nacional da Mineração (ANM). Ou seja, mais de R$ 3 bilhões que não são declarados, e que vão direto para o bolso de quem explora ilegalmente a Amazônia.

De acordo com a reportagem, 30% dos garimpos não declaram o relatório anual de lavras.

- A multa mais alta, não só para garimpo, como também para uma grande mineração, como os desatres de Brumadinho e Mariana, é de R$ 3.500 - diz Eduardo Leão, diretor da Agência Nacional de Mineração.

Peritos da Polícia Federal estimam que o garimpo, principalmente o ilegal, despeja todo ano mais de 7 milhões de toneladas de sedimentos no Rio Tapajós. (Do Ver-o-Fato, com informações de O Globo)



Um comentário:

  1. E o presidente facista ainda quer apoiar esses garimpeiros bandidos!
    Mas se ainda houver justiça isso não acontecerá

    ResponderExcluir