VER-O-FATO: ÁUDIOS SOBRE PROPINA - Corregedoria nacional do CNJ também entra no caso e investiga juízes do Pará

quarta-feira, 17 de julho de 2019

ÁUDIOS SOBRE PROPINA - Corregedoria nacional do CNJ também entra no caso e investiga juízes do Pará

Gilberto Valente: 'medidas foram tomadas"

Em manifestação agora a pouco, durante a abertura da sessão desta quarta-feira do Tribunal Pleno - colegiado que reúne os 30 desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará -, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público, Gilberto Valente Martins, anunciou que o corregedor nacional de Justiça ( leia-se CNJ), Humberto Martins, já foi informado sobre os áudios gravados pelo ex-prefeito de Santa Luzia do Pará, Adamor Aires. 

Segundo a comunicação de Gilberto Valente aos desembargadores, nos próximos dias devem chegar ao Pará algumas medidas da corregedoria nacional do CNJ para ser distribuídas aos desembargadores paraenses com atuação na área criminal.

Valente também comunicou que o MP estadual já abriu investigação para apurar o caso e está tomando outras providências. "Eu já soube também que a Corregedoria do Tribunal de Justiça da Capital abriu sindicância",  resumiu o procurador-geral de Justiça.

Desembargadora Célia Regina
" No âmbito da sua competência, o Tribunal de Justiça também está diligenciando e tomando suas providências. A presidência do Tribunal foi comunicada pela corregedora (Nazaré Saavedra) sobre a instauração da sindicância. O Tribunal está, sim, fazendo aquilo que lhe compete fazer", respondeu a desembargadora Célia Regina Pinheiro, que presidia a sessão do Pleno, dirigindo-se a Gilberto Valente.

Entenda o caso

Nos áudios encaminhados ao corregedor Humberto Martins e cuja divulgação foi veiculada esta semana nas redes sociais, aparecem diálogos entre Adamor Aires, um interlocutor, além de uma voz que supostamente seria do juiz Raimundo Flexa, tratando sobre pagamento de propina de R$ 60 mil ao juiz Marco Antonio Castelo Branco. 

Também surge o nome do juiz de Ourém, Omar José Miranda Cherpinsk, que afastou o prefeito do cargo, em suposta cobrança de propina de R$ 150 mil feita por meio do cartorário daquele município.

Os áudios foram editados e neles um locutor faz ilações e críticas aos envolvidos, enfatizando de forma negativa a participação do prefeito no episódio.  

  

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