VER-O-FATO: MORTE DE CABRAL - Polícia prende dois fazendeiros suspeitos do assassinato e apreende armas

domingo, 16 de junho de 2019

MORTE DE CABRAL - Polícia prende dois fazendeiros suspeitos do assassinato e apreende armas

Armas e munição foram apreendidas  na hora da prisão dos 2 fazendeiros

Dois homens, que se dizem proprietários de lotes de terra dentro da reserva indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, foram presos neste domingo pela Polícia Civil como suspeitos da morte do sindicalista Carlos Cabral, assassinado com quatro tiros na última terça-feira, 11. 

Além das prisões de Orcimar Arantes do Prado e Antônio Silvério dos Reis, os policiais apreenderam grande quantidade de armas e munições. Segundo a polícia, eles também estariam envolvidos no comércio ilegal de armas na região. Entre o material apreendido estão revólveres, espingardas e escopetas. 

Durante a operação, outros três homens, que acompanhavam Prado e Reis, também foram presos em flagrante por porte ilegal de arma. Um deles, contudo, foi solto pela Justiça da região ainda pela manhã.

Um terceiro suposto dono de terra, também com mandado de prisão temporária expedido pela justiça, está foragido. Trata-se de Vicente Paulo Terenco Lima, conhecido por "Paulinho do Ditão". Ele é apontado como grileiro de terras dos mais atuantes na área Apyterewa.

Área em conflito

Em março passado, uma portaria do Ministério da Justiça prorrogou por mais 180 dias o emprego da Força Nacional nas ações de segurança e no processo de retirada de invasores da reserva indígena da etnia parakanã. As tropas já atuam na área desde 2017. 

Em janeiro de 2017, homens da Força Nacional e do Exército desembarcaram em Ourilândia do Norte para trabalhar na operação de retirada de famílias que ocupam a reserva. A retirada foi determinada por meio de um decreto presidencial de 2007, durante o governo Lula. 

A prefeitura de Ourilândia informou que cerca de 3 mil pessoas vivem em áreas que ficam dentro da reserva e existe inclusive o assentamento São Francisco, com 200 pessoas, que não teriam para onde ir. 

Os conflitos na região são permanentes e as ameaças de morte contra ocupantes dos lotes fazem parte da macabra rotina.


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