VER-O-FATO: SEFIN - Servidora em tratamento médico que denunciou assédio moral é transferida para local sem condições

quarta-feira, 8 de maio de 2019

SEFIN - Servidora em tratamento médico que denunciou assédio moral é transferida para local sem condições

"Não há condições de trabalho nesse lugar", diz a servidora relotada da Sefin

A servidora municipal Ileide Montenegro, inocentada no processo administrativo disciplinar aberto contra ela pela Secretaria de Finanças (Sefin), informa que foi transferida do prédio onde atuava para local "sem as mínimas condições de trabalho" e sem "nada para fazer. Ela se recusa a ficar no local - antigo prédio da Cosmorama, na rua Manoel Barata -, relatando que outros servidores que respondem a PAD também para lá estão sendo transferidos. 

Ela diz que tudo faz parte do esquema de perseguição que vem sofrendo. Absolvida no PAD, que apurava suposta agressão de Ileide contra uma contribuinte - conforme matéria e vídeo publicados pelo Ver-o-Fato no último dia 3 -, a servidora move ação por assédio moral contra a Sefin. Em vista disso, Ileide faz tratamento psicológico e terapêutico contra crises de ansiedade e síndrome do pânico. 

A respeito disso, ela exibe cópia de um ofício da Defensoria Pública enviado ao secretário de Finanças, José Capeloni, reclamando da maneira como vem sendo tratada pela Sefin em sua tentativa de reintegração ao trabalho após cumprir período de afastamento por razões médicas.

No primeiro trecho do ofício, o defensor público Daniel Lobo de Melo, que atua na defesa da servidora municipal, relata que, por recomendação médica, "a assistida foi encaminhada para retorno às suas atividades laborais, ainda que com readaptação, inicialmente pelo prazo de 60 dias. Ocorre que a referida assistida afirma que atualmente encontra-se no local sem qualquer atividade designada, contrariando a ordem médica e trazendo prejuízos ao seu tratamento". 

No final do ofício, o defensor pede a Capeloni para que ele designe atividade para Ileide Montenegro "compatível com o seu cargo público e com seu quadro clínico, em respeito aos princípios administrativos e ao dinheiro do contribuinte".

Outra foto do "local de trabalho"
O Ver-o-Fato, mais uma vez, tentou contato com o secretário municipal de Finanças, desta vez não mais diretamente, mas por meio da Secretaria de Comunicação. Contudo, não obteve qualquer resposta sobre a situação enfrentada pela servidora municipal.

Abaixo, a íntegra do ofício da Defensoria Pública enviado à Sefin:






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