VER-O-FATO: MONOPÓLIO - Transporte de passageiros em lanchas entre Belém e Barcarena virou um inferno

segunda-feira, 6 de maio de 2019

MONOPÓLIO - Transporte de passageiros em lanchas entre Belém e Barcarena virou um inferno



As multinacionais que atuam em Barcarena, como a mineradora Hydro e suas empresas Alunorte e Albrás, dominam o volume de passagens diárias nas 12 lanchas que fazem o transporte entre Belém e aquele município, desde a derrubada da ponte sobre o Rio Moju. Sobrou para os passageiros comuns que necessitam cuidar de seus afazeres entre as duas cidades. 

Na verdade, é um inferno o sufoco nos portos de embarque e desembarque - São Francisco, em Barcarena, e Ver-o-Peso, em Belém, só para citar esses dois, pois há outros -, gerando reclamações e, às vezes, até brigas. O dia da semana mais agitado é sempre a segunda-feira, relata um passageiro ao Ver-o-Fato.

O porto do Ver-o-Peso, administrado pela prefeitura de Belém, é um deles. "Isso aqui é um lugar totalmente inadequado para embarque e desembarque de passageiros. É pequeno e sem a mínima estrutura. As pessoas ficam no sol, no calorão, passando mal", desabafa o jornalista "The Otaciano".

Cada lancha, em média, possui capacidade para transportar até 120 passageiros e, segundo outro usuário, multinacionais como a Hydro adquirem cerca de 80% das passagens. A fiscalização feita pela Arcon teria que contar com mais servidores para evitar as confusões diárias.


O porto do Ver-o-Peso não tem condições de funcionamento


Eles fazem o que podem para impedir que, diante das pressões e queixas de atraso, passageiros viajem em pé nas lanchas, o que comprometeria a segurança deles e dos demais usuários que adquirem suas passagens para viajar sentados. 

No terminal do Ver-o-Peso, por exemplo, apenas dois fiscais da Arcon se desdobram, desde a madrugada, na tarefa estafante de controlar a saída e chegada das lanchas. "O Estado não dá as mínimas condições para a Arcon cumprir seu papel, porque falta gente", conclui o passageiro. 

A Arcon, para quem não sabe, possui pouco mais de 100 fiscais para atuar em todo o Pará. 

Está igual ou pior que o Ibama.

O repórter "The Otaciano" não pôde embarcar, assim como outros passageiros




5 comentários:

  1. As empresas ainda dizem que empregam moradores....
    Estes, se quiserem, tem que ir pra outros Estados para trabalharem, e o povo de Belém que vem pra cá pra trabalhar, causando este transtorno

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  2. A vergonha contínua a humilhação também kd o governador Elder bárbaro e seus ...




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  3. E a FAMIGERADA LEI DA OFERTA E DA PROCURA.MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM NÃO TEM DINHEIRO. OS DESMANDOS ESTÃO ÀS ESCANCARAS E AS "AUTORIDADES" ESTÃO REFENS DE SUA PROPRIA IGNORÂNCIA E AMBIÇÃO.PODERIAM IR PARA A PONTE QUE PARTIU.

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  4. Por muito menos o bode velho do jateve passou um ano com a ponte interditada. Quem lucrou? A tucana Ana Cunha, e ninguém reclamava, era tudo uma maravilha no estado do jateve. FORA TUCANALHA.

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  5. RECLAMAR É PRECISO.INDEPENDE DE QUEM GOVERNE.OS QUE SOFREM PEDEM SOCORRO.MAS DEMONSTRAR APENAS PAIXÃO PARTIDARIA É BURRICE MESMO.

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