VER-O-FATO: MASSACRE NO GUAMÁ - Encapuzados chegaram atirando, mataram e saíram tranquilamente

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domingo, 19 de maio de 2019

MASSACRE NO GUAMÁ - Encapuzados chegaram atirando, mataram e saíram tranquilamente


O local do massacre. A proprietária está entre os mortos  da tarde sangrenta  
Cinco dos onze  mortos já foram identificados na chacina praticada por um grupo de encapuzados que em motocicletas e carros chegaram atirando nas pessoas que estavam no "Vanda's Bar", localizado na Passagem Jambu, atrás do cemitério de Santa Isabel, no bairro do Guamá. 


São eles: a dona do bar, identificada como Maria Ivanilza Pinheiro. Outras duas vítimas : Paulo Henrique e o DJ Leandro Brendo Tavares da Silva, 21 anos. A quarta é  Samyra Tavares Cavalcante, 36 anos, além de Raquel da Silva Franco, 33 anos. As informações são da página Boletim de Ocorrências do Pará, uma das páginas policiais no Facebook de maior acesso no estado.

O homem de iniciais A.G.S - o Ver-o-Fato não divulgará o nome completo dele para preservar sua segurança e de familiares - foi baleado durante a matança, socorrido e levado para Unidade de Pronto Atendimento da Terra Firme. A testemunha, que estava no bar, foi escoltada por policiais militares e agora é mantida sob proteção, pois seu depoimento pode ser de grande importância para identificação dos criminosos, apesar de estes estarem encapuzados.



Segundo informações obtidas pela Polícia Militar no local da chacina, sete homens encapuzados chegaram ao bar em uma moto e três carros e dispararam contra as vítimas sem que nenhuma delas tivesse qualquer chance de defesa. Os matadores usaram o fator surpresa e precisão nos tiros.

Quase todas foram baleadas na cabeça, segundo o secretário de segurança pública do Pará, Ualame Machado. Não há informações sobre a motivação do crime. O inquérito policial foi aberto e as primeiras pistas sobre os criminosos já estão sendo levantadas.

Diz a página Boletim de Ocorrências do Pará que um vídeo - repassado ao Ver-o-Fato, mas cuja divulgação não será feita no site por contrariar nossa linha editorial -, feito logo após o massacre, mostra as vítimas baleadas e caídas pelo estabelecimento. Uma mulher estava deitada em cima do balcão do bar. Havia mais pessoas no local, mas elas conseguiram fugir, segundo Machado.

E a Força Nacional?

O Guamá é o bairro mais populoso de Belém e um dos sete da região metropolitana da capital paraense que receberam, em março, o reforço no policiamento por parte da Força Nacional. O Guamá é um dos mais violentos da cidade em razão do intenso tráfico de drogas, assaltos e atuação de milícias.

O massacre desta tarde de domingo ocorre no momento em que os primeiros números da gestão do governador  Helder Barbalho anunciaram uma queda de homicídios. De meados de abril para cá, porém, as mortes de policiais militares e de jovens em vários bairros, culminando nas 11 mortes de hoje, apontam para um recrudescimento dos homicídios. E também na atuação desafiadora de milícias, que parecem indiferentes às medidas do governo para contê-las. 

Outras chacinas

A última chacina registrada na Região Metropolitana de Belém havia ocorrido em 1º de janeiro passado, quando 5 pessoas foram mortas no bairro da Cremação por homens encapuzados que chegaram em dois carros. Nenhum deles até agora foi preso.


Em 2018, durante o final do governo de Simão Jatene, houve duas chacinas. Em abril, 9 pessoas foram mortas em Belém e Ananindeua. Em outubro, oito foram assinados no bairro do Tapanã, na capital.

A maior onda de assassinatos ocorrida no estado foi em janeiro de 2017, quando 28 pessoas foram mortas num intervalo de 24 horas, após o assassinato de um policial militar.

Nota do Psol

Em nota enviada ao Ver-o-Fato, o Psol cobrou "providências imediatas do governo para que o Estado ponha fim a este banho de sangue e rompa com o perverso ciclo vicioso da impunidade". Eis a nota, na íntegra: "Belém foi abalada mais uma vez, nesta tarde de domingo (19), com mais um crime bárbaro.

De acordo com informações divulgadas até o momento, homens encapuzados em veículos chegaram em um bar localizado na Passagem Jambu, no bairro do Guamá, o mais populoso de Belém, executando friamente 11 pessoas, a maioria com tiros na cabeça. Ao todo, cinco mulheres e seis homens morreram.

A situação é de extrema gravidade e requer que providências imediatas e efetivas sejam tomadas pelos órgãos de segurança e pelo governo do Pará, com rigorosa investigação, identificação e punição dos envolvidos, para que o Estado ponha fim a este banho de sangue e rompa com o perverso ciclo vicioso da impunidade, há tantos anos vitimando a população paraense.

Neste momento de profunda dor e revolta, expressamos total solidariedade aos familiares das pessoas executadas. Deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). Deputada estadual Marinor Brito (PSOL-PA). Vereadora de Belém Nazaré Lima (PSOL-PA)". (Do Ver-o-Fato, com informações do do Boletim de Ocorrências do Pará e G1 Pará).


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