VER-O-FATO: Justiça Federal revoga último embargo de produção da Hydro-Alunorte

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Justiça Federal revoga último embargo de produção da Hydro-Alunorte

Juiz Arthur Chaves removeu os embargos à Hydro

O embargo de produção da refinaria de alumina Alunorte, desta vez na área criminal, foi suspenso nesta segunda-feira, 20, por decisão do juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, o mesmo que na quarta-feira passada, 15, havia revogado o embargo no processo civil. Com a decisão de hoje, a Alunorte, do grupo Norks Hydro, deverá retomar a totalidade de sua produção, que funcionava pela metade desde fevereiro do ano passado. O Depósito de Resíduos de Bauxita (DRS2), onde são armazenados os rejeitos da alumina, porém, continua sob embargo.

A produção na mina de bauxita da Hydro em Paragominas, segundo nota enviada pela empresa ao Ver-o-Fato, será ampliada conforme a velocidade da retomada de produção na Alunorte. A decisão de aumentar também a produção na planta de alumínio primário Albras, da qual a Hydro é acionista, é esperada em breve.

“Estou satisfeita e encorajada por ver os grandes esforços de nossos empregados na Alunorte, na Albras e em Paragominas, em cooperação com as comunidades e autoridades locais. A retomada da produção na Alunorte é um passo importante para a produção normal em nossas operações estrategicamente importantes no Pará e uma base para nossa agenda para fortalecer a robustez e a lucratividade em toda a cadeia de valor”, afirma a presidente e CEO Hilde Merete Aasheim.

De acordo com John Thuestad, vice-presidente executivo da área de negócios de Bauxita e Alumina, a decisão federal "é muito importante para nossos empregados, comunidades locais, contratados e clientes. É a confirmação final de que a Alunorte pode operar com segurança e significa que reiniciaremos toda a cadeia de valor do alumínio, o que é positivo tanto para nós quanto para o estado do Pará". 

Ele disse ainda que a empresa vai se concentrar em elevar a produção de forma segura, após vários meses de operações interrompidas, bem como continuar trabalhando para também retirar os embargos da nova área de depósito de resíduos de bauxita, o DRS-2”.

Aumento de capacidade

A Alunorte, que tem capacidade de produção anual de 6,3 milhões de toneladas, deverá atingir 75-85% da capacidade dentro de dois meses. A previsão é que um filtro prensa adicional entre em operação no terceiro trimestre de 2019, aumentando ainda mais a capacidade.

Com o embargo da Justiça Federal que impede a Alunorte de usar sua nova área de Depósito de Resíduos de Sólidos - DRS2 permanece em vigor, a Alunorte continua a utilizar o depósito DRS1com a moderna tecnologia do filtro prensa.



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