VER-O-FATO: Hydro diz que sua produção de alumina foi liberada no processo civil, mas continua embargada no criminal

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Hydro diz que sua produção de alumina foi liberada no processo civil, mas continua embargada no criminal

A planta de alumina continua só com 50% da produção
A Justiça Federal em Belém suspendeu o embargo de produção de alumina da  Alunorte, em Barcarena, apenas no âmbito do processo civil. Em nota enviada ao Ver-o-Fato, a norueguesa Norks Hydro, dona da Alunorte, explica que a Alunorte ainda está sujeita a um embargo de produção imposto pelo mesmo tribunal em uma ação penal que corre em paralelo. 


"A empresa espera, porém, que a decisão civil seja estendida ao processo criminal em breve. Nenhuma decisão foi tomada sobre os embargos à nova área de disposição de resíduos de bauxita (DRS2). A Alunorte continuará a operar a 50% da capacidade até que o embargo de produção seja suspenso no processo criminal", diz a empresa.

Segundo a nota, a decisão de suspender o embargo de produção no processo civil contra a Alunorte ocorreu após uma audiência conciliatória em 12 de abril, quando o Ministério Público e a Alunorte entraram com uma petição conjunta no Tribunal Federal para suspender os embargos de produção.

“Estou satisfeito com o apoio que temos recebido dos nossos stakeholders (público estratégico) e de nossos empregados. Esperamos poder retomar as operações da Alunorte e as atividades da cadeia de valor da alumina, o que é positivo para nós e para o Estado do Pará”, afirma John Thuestad, vice-presidente executivo da área de negócios de bauxita e alumina", prossegue o comunicado da empresa. 

E mais: "como o embargo da Justiça Federal que impede a Alunorte de usar sua nova área de Depósito de Resíduos de Sólidos -DRS2 permanece em vigor, a Alunorte continua a utilizar o depósito DRS1. O material depositado no local é proveniente do filtro de prensa, tecnologia de última geração implantada pela refinaria".

 A Alunorte estima uma vida útil remanescente do DRS1 de 8 a 18 meses, considerando a retomada da produção. "Outros estudos geotécnicos serão realizados, com o objetivo de verificar alternativas para prolongar a vida útil do DRS1", conclui a nota. 



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