VER-O-FATO: HADDAD NO PARÁ - Procurador da República pede e MPF de Santarém analisa uso da UFOPA em evento pro-Lula

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

HADDAD NO PARÁ - Procurador da República pede e MPF de Santarém analisa uso da UFOPA em evento pro-Lula

O cartaz da caravana pelo Pará, organizada pelo deputado Airton Faleiro (PT)


A passagem pelo Pará de Fernando Haddad, candidato derrotado na eleição presidencial do ano passado, deixa um rastro de polêmica. A principal delas, levantada pelo procurador-chefe da República em Goiás, Ailton Benedito de Souza, é de uso de universidades públicas, pagas pelo contribuinte, como a Ufopa, de Santarém, e a UFPA, de Belém, para turbinar a campanha "Lula Livre", usando como pretexto a posição do PT e de aliados da esquerda contrários à reforma da Previdência e de contingenciamento de verbas da educação pelo governo Bolsonaro. 

"Estou encaminhando notícia desses fatos ao Ministério Público Federal do Pará (MPF), a fim de que adote a providências pertinentes", anunciou Souza em suas redes sociais. O procurador, que é apontado como "direitista" pelos petistas e aliados, diz "não ser filiado a nenhum partido político, nem posso ser" e alega ter direito a emitir opiniões sobre quaisquer assunto.

O Ver-o-Fato entrou em contato com o MPF para saber se o procurador, como havia divulgado, protocolou ou encaminhou alguma solicitação de investigação sobre o fato por ele denunciado. Em resposta, a assessoria de comunicação do fiscal da lei informou que o pedido "foi distribuído para análise por membro do MPF em Santarém".

Em recente entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo", Souza disse que sua preocupação é com o interesse da sociedade. Abertamente conservador, ao contrário de outros integrantes do MPF pelo país afora, que formam a chamada ala "progressista" da instituição, o procurador já encarou embates com os que divergem de suas opiniões. 

Chamado de "fascista" e "nazista" pelos que divergem dele, Sousa rebate, classificando seus acusadores de "esquerdopatas". Dentro do próprio MPF ele é visto como polêmico, embora colegas evitem confrontá-lo. 



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