VER-O-FATO: GUAMÁ PEDE PAZ - Enquanto isso, sete dos oito envolvidos no massacre já estão presos

domingo, 26 de maio de 2019

GUAMÁ PEDE PAZ - Enquanto isso, sete dos oito envolvidos no massacre já estão presos

Os moradores do Guamá cobram "respeito à vida". Foto de Ary Souza, de O Liberal
Centenas de moradores realizaram na manhã deste domingo a caminha "Guamá pela Paz", num protesto contra a matança de 11 pessoas no "Vanda's Bar", há uma semana. Com faixas e cartazes, eles denunciaram a violação do "direito à vida", além de criticar a falta de ações de saúde, educação, moradia e lazer no bairro mais populoso de Belém.

"Aqui falta o básico à maioria da população para uma vida decente. Os políticos só aparecem no bairro em época de eleição e depois viram as costas para o povo", disse ao Ver-o-Fato o estudante Heleno Amorim Santos, de 19 anos. Ele contou que a família e os vizinhos vivem apavorados, com medo da violência, e pouco saem de casa.

Durante a caminhada pelas ruas do bairro, era possível observar pessoas emocionadas, chorando. Algumas oravam, enquanto outras gritavam palavras de ordem, pedindo "basta" à onda de  violência que varre a capital, principalmente o Guamá.  Joseane Oliveira criticou a ação do tráfico de drogas e das milícias que, segundo ela, dominam o Guamá, produzem mortes e medo. "Chega, não dá para viver assim", resumiu.

Em frente ao bar onde 11 pessoas foram friamente assassinadas, os manifestantes fizeram orações, ostentando nas mãos cruzes que simbolizavam cada uma das vítimas. Uma 12ª cruz em poder de um manifestante se referia ao único sobrevivente do massacre e que se encontra em estado grave em um hospital. 

Cabo se entrega

Dos oito envolvidos nas mortes, sete já estão presos. O último deles é o cabo Leonardo Fernandes de Lima, que era considerado foragido, mas se apresentou em companhia de um advogado ainda durante a madrugada deste domingo. 

Apontado pela polícia como mentor intelectual da matança, o indivíduo conhecido até o momento pela alcunha "Diel" continua foragido e com a polícia em seu encalço. O cabo PM da reserva, José Maria da Silva Noronha, apresentou-se ontem na Divisão de Homicídios, delegacia que conduz o inquérito.

A polícia já tem o caso praticamente desvendado, sobretudo após a delação do segurança Edivaldo dos Santos Santana, que em longo depoimento relatou com riqueza de detalhes a participação de cada um dos envolvidos, seja na preparação, como na execução do plano macabro. 



3 comentários:

  1. Depois que saiu,a nota na midia dizendo: que caso eles não se entregassem ia cortar os salários deles,na hora começaram a se entregar.Como pode o ser humano ser tão cruel dessa forma.São pessoas que sem misericórdia e sem amor.Agora na hora do julgamento é bom passar a cena para o Juiz dá o veredito.

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  2. Deveriam protestar em frente à casa do Jatene, o “ pai das milícias “! Tucanalha nunca mais!

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  3. SAI TUCAN0. ENTRA ARARAS,DEPOIS VEM AS COBRAS, NEM TODA A FAUNA DARÁ JEITO NA SITUAÇÃO SE NÃO EXISTIR HONESTIDADE NA CONDUÇÃO DO DINHEIRO PUBLICO, NA APLICAÇÃO CORRETA VOLTADA PARA O ENSINO, OPORTUNIDADES DE EMPREGOS, INCENTIVO AS INDUSTRIAS, COMERCIO,INTELIGENCIA POLICIAL PARA ESTAR A FRENTE DA SITUAÇÃO, TER O QUE FAZER, POIS UMA SOCIEDADE OCIOSA SÓ PRODUZ PREJUIZO. A CHACINA É UM TRISTE EXEMPLO DE MÁ FORMAÇÃO DO CIDADÃO.

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