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quinta-feira, 30 de maio de 2019

CORTES NA EDUCAÇÃO - Protesto foi menor que do dia 15, dizem "Folha de São Paulo" e "Estadão"

Manifestantes percorreram a Presidente Vargas até São Braz. Foto de Arthur Sobral, G1 Pará

Os jornais "Folha de São Paulo" e "O Estado de São", que cobriram por todo o país as manifestações desta quinta-feira contra o contingenciamento de verbas da educação pelo governo Bolsonaro, afirmam que os protestos foram "menores que os do último dia 15". Os dois jornais paulistas não falam em números, assim como o carioca "O Globo", mas em alguns estados os correspondentes atestam que o comparecimento foi abaixo do esperado.

A "Folha" disse que o Ministério da Educação, em nota disseminada em redes sociais, pediu à população que denunciasse professores, servidores, funcionários, alunos e pais de alunos que promovessem manifestações em horário escolar. Na véspera, o ministro Abraham Weintraub havia dito que estudantes estavam sendo coagidos por professores a protestar.

"Ainda que os atos tenham sido menores que os do dia 15 de maio, houve manifestações em ao menos 22 estados e no Distrito Federal. Segundo a UNE (União Nacional dos Estudantes), que centralizou a organização, foram registrados protestos em 208 cidades. As manifestações foram expressivas em cidades como São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém. Muitas faixas e palavras de ordem faziam referência aos cortes de bolsas de pesquisa e a bloqueios que afetam a ciência", acentua o jornal.

Ele observa que havia também críticas a Bolsonaro, além de alguns manifestantes que pediam a liberdade do ex-presidente Lula, o fim da reforma da previdência e justiça para a vereadora assassinada Marielle Franco. Em São Paulo, o ato começou no Largo da Batata, na zona oeste. De lá, seguiram em direção à avenida Paulista, em trajeto de cerca de 4 km.

O público era composto, em grande parte, por estudantes, professores e integrantes de movimentos sociais e de centrais sindicais. Carregavam cartazes com dizeres como "+ pesquisas, - milícias" e "a ciência destrói o mito". O pré-candidato à presidência Guilherme Boulos e a deputada federal Sâmia Bomfim, ambos do PSOL, foram alguns dos políticos da oposição que compareceram ao ato.

No Rio, o ato ganhou corpo a partir das 17h, ocupando duas faixas da avenida Rio Branco por vários quarteirões. A impressão, no entanto, era de que a manifestação foi menor que a do último dia 15.

O público, em grande parte de jovens, entoava gritos como "Que contradição, tem dinheiro para a milícia mas não tem para a educação" e "Quero estudar para ser inteligente, porque de burro já basta o presidente". A cor mais frequente nas camisetas e bandeiras era o vermelho.

Em BH, o ato reuniu 50 mil, segundo os organizadores. A PM não fez estimativa de público. O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também virou alvo dos estudantes, que portavam cartazes com dizeresm como "Fora Zema" e "Pare com os cortes na UEMG".

Alvo de ataques por parte dos apoiadores de Bolsonaro, o educador pernambucano Paulo Freire (1921-1997) foi homenageado no ato em Recife com um boneco gigante.

Em Curitiba, o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou que a instituição tem verba para se manter apenas até agosto, diante dos cortes anunciados pelo governo federal.

"Com público menor e mais segmentado em relação aos atos realizados no dia 15, os protestos contaram com o apoio de centrais sindicais, contrárias à reforma da Previdência", diz "O Estado de São Paulo", para quem os atos não contaram com a participação formal das legendas de oposição, embora em diversas capitais houvesse a participação de líderes políticos e a defesa de bandeiras como “Lula Livre”. Foram contabilizados protestos em cerca de 100 cidades do País.

“A gente avalia que a manifestação do dia 26 (pró-governo) foi significativa, mas não queremos comparar os dias 15, 26 e 30. São propostas diferentes. Não queremos briga de torcida”, disse a presidente da UNE, Marianna Dias, durante o ato no Largo da Batata, em São Paulo. 



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