VER-O-FATO: Ananindeua terá projeto nacional de combate a crimes violentos também com políticas públicas

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Ananindeua terá projeto nacional de combate a crimes violentos também com políticas públicas

Ananindeua foi escolhida pelo Ministério da Justiça por ter altos índices de criminalidade


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou ontem que a cidade de Ananindeua, que ostenta o triste índice de ser uma das mais violentas do Brasil e do mundo, com taxa anual - segundo o Mapa da Violência de 2018 - de 84,6 homicídios para cada 100 mil habitantes - será uma das primeiras, entre cinco escolhidas no país, para implantação do projeto-piloto do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta.

Além de Ananindeua, onde o número de assassinato de mulheres é também o maior do país, o projeto de Moro pretende, inicialmente, reduzir os crimes violentos também nas cidades de Goiânia (GO), Paulista (PE), Cariacica (ES) e São José dos Pinhais (PR). Moro, antes de anunciar os nomes das primeiras e mais violentas cidades onde o projeto será implantado, esteve reunido com representantes dos estados, dos municípios e com integrantes da força tarefa que atuaram no projeto.

“Foram escolhidos cinco municípios. O critério principal adotado foram os altos índices de crimes violentos, no caso, assassinatos nesses municípios, aliados a outros fatores específicos relacionados especialmente à questão de ser um projeto-piloto. Portanto, trata-se ainda de uma experiência em desenvolvimento. Se bem-sucedido, o projeto será expandido a outros municípios”, explicou o ministro.

Ananindeua apresentou, em 2017, uma taxa de homicídio de 68,20 mortes por 100 mil habitantes, que disparou em 2018 para 84,6 por 100 mil. Em Goiânia, no ano de 2017, o índice estava em 33,62, enquanto Paulista apresentava 47,40 homicídios por 100 mil pessoas. Em São José dos Pinhais, estava em 40,18; e em Cariacica, 42,35.

Segundo Moro, as negociações com estados e municípios visam o planejamento de ações conjugadas dos agentes públicos federais (polícias Federal e Rodoviária Federal, além da Força Nacional), estaduais (por meio das polícias civil e militar), e municipais (polícias municipais).

Políticas públicas

“Paralelamente, além das ações dos agentes de segurança, serão realizadas ações políticas de outra natureza, no caso, urbanísticas, sociais, de educação e saúde. Tudo focalizado na diminuição da violência”, disse o ministro.

Segundo ele, não há como apresentar metas nem fazer prognósticos sobre os resultados pretendidos pelo governo com o programa. “Essa questão do mundo do crime é algo que não pode ter um prognóstico absoluto. Serão realizadas medidas tendentes a diminuir de forma significativa essa criminalidade. É impossível fazer prognóstico de quanto essa criminalidade será diminuída”.

Perguntado se essas ações visando a diminuição do número de homicídios não poderiam ser prejudicadas pela política de facilitação do acesso às armas, defendida pelo próprio governo, Moro disse que “não é possível fazer uma correlação tão clara entre uma coisa e outra”.

“Foi uma promessa de campanha do presidente, atendendo compreensão de que havia o desejo de parte da população em ter o acesso facilitado à armas de fogo”, disse o ministro.

É bom não esquecer que o Pará, apesar da anunciada redução da criminalidade pelo governo de Helder Barbalho, ainda ostenta índices elevados de homicídios, tendo Belém entre as cidades mais violentas do mundo. Em todo o estado, além da capital e Ananindeua, cidades como Altamira, Marabá, Marituba e Castanhal ostentam índices altíssimos de criminalidade.  (Do Ver-o-Fato, com informações do Ministério da Justiça).

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