VER-O-FATO: Helder não cumpriu acordo com trabalhadores da educação para pagar piso nacional, diz Sintepp

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Helder não cumpriu acordo com trabalhadores da educação para pagar piso nacional, diz Sintepp

Os professores já paralisaram e prometem entrar em greve se promessa não for cumprida
Integrante da coordenação estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), o professor Márcio Pinto critica a postura do governador Helder Barbalho, que até agora não conseguiu apresentar uma proposta concreta de como o Estado vai pagar o piso nacional da categoria. Ele disse que a classe está insatisfeita com Helder por ele não ter cumprido a promessa feita durante a campanha eleitoral. E adiantou que poderá haver nova paralisação.

Em entrevista ao jornal "O Impacto", de Santarém, Márcio Pinto  salienta que a reivindicação é uma aspiração nacional antiga da categoria. No caso do Pará, nos últimos três anos,  o Estado tem criado problemas para  para assegurar o reajuste anual dos valores. "Nós tivemos um processo eleitoral aqui no nosso Estado e o atual governador se comprometeu com a efetivação, ou seja, disse que se fosse eleito".

Pinto lembra que Helder Barbalho inclusive esteve no Sindicato e assinou uma carta-compromisso, que garantiria esse direito da questão do piso salarial profissional nacional. "Infelizmente, o governo do Estado completou recentemente 100 dias de gestão e ainda não tivemos uma resposta. Isso tem gerado um descontentamento da categoria, por conta dessa falta de cumprimento, do que foi acordado e automaticamente tem feito com que a categoria também reaja, faça pressão no governo para que isso se concretize”, enfatizou o sindicalista


Pautas e cobranças

Sobre a paralisação a nível estadual, que aconteceu na semana passada, ele explicou: “desde o início do ano tem-se instituído mesa de negociação com o governo, porque a educação é muito ampla e a gente não discute só a questão financeira. As mesas de negociações são com diferentes temáticas, como reforma de escolas, que é uma questão muito séria hoje. Infelizmente nós temos escolas que estão muito precarizadas do ponto de vista da infraestrutura, inclusive aqui em Santarém nós temos muitas escolas que funcionam de forma muito precária".

Ele também abordou a questão do plano de carreira e remuneração para os servidores que não são docentes, que também é uma promessa antiga, inclusive caminhou um pouco no governo anterior, mas parou. "É uma falta que esse novo governo tem feito, debater com relação a isso", disse. E acrescentou outros problemas, como a questão da violência nas escolas e educação no campo. 

Pinto lembrou que nas rodadas de negociação há mesas permanentes de debate, na perspectiva de cobrar exatamente do governo soluções políticas e públicas para a resolução desses problemas. Isso obviamente tem se intensificado e tem ganhado destaque. Essa questão do piso, explica,  não é por conta de que foi uma promessa que foi amplamente difundida pelo próprio governo, e até o momento o governo não conseguiu apresentar uma proposta concreta de como vai pagar, haja vista que disse que vai pagar, que vai honrar esse compromisso, mas até o momento ainda não diz efetivamente como é que vai fazer isso. 

Na penúltima mesa de negociação, o Estado fez a proposta de pagar efetivamente o abono para cada docente no valor de R$ 1.000 no mês de abril, entretanto, a proposta ficou apenas nesse abono no mês de abril. A pergunta é, depois desse ‘cala boca’, qual é a intenção dessa proposta? Essa proposta foi apresentada pelo governo à categoria e a categoria não concordou. Na verdade, a categoria quer algo mais concreto em relação a isso. "Se vai pagar, deve apresentar um cronograma que a gente possa materialmente dizer o que vai acontecer. Então, está tudo muito incerto e por conta disso, na última assembleia da categoria em Belém, foi deflagrado estado de greve e no dia 10 aconteceu uma paralisação estadual quando se discutiu essa questão da educação". 

Nessa paralisação em Belém houve uma caminhada que finalizou na própria SEAD, e ali o governo recebeu os representantes da categoria, e a partir daí abriu-se mais uma mesa de negociação para o dia 16, onde o Estado se dispôs a apresentar uma proposta mais consistente em relação a isso, até porque no dia 26 de abril já está marcado em Belém para decidir essa tomada de decisão. "Nesse dia o governo assumiu o compromisso de apresentar algo mais concreto em relação a isso. Aqui em Santarém nós estivemos reunidos em assembleia e também aprovamos o estado de greve, acompanhando Belém, sendo que no dia 26 nós também faremos uma assembleia geral para verificar o desdobramento dessas negociações”. Fonte: O Impacto, de Santarém.



9 comentários:

  1. Até agora, nada de posição sobre aumento dos Militares do Estado...

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  2. O governador Hélder pegou um Estado falido devido a má gestão do pior governador do Estado do Pará, o corrupto Jateve, que em 2 mandatos não pagou o piso e agora que o governo completou 100 dias, e obrigado a cumprir?
    Quando ainda tem mais de 3 anos para cumprir?
    Francamente o que penso e que o governador está correto nesse momento em não pagar o piso,pois se assim o fizer cairá na Lei de responsabilidade fiscal e você bligublog sabe disso,pois o Estado não aumentou suas receitas,sem falar que vai ter gastar na recuperação da ponte mal feita pelis Tucanalha.
    Enfim vejo que a derrota na eleição de outubro,ainda não acalmou os viuvas do Jateve!

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  3. Carlos Mendes, como chamam aquelas pessoas que acreditam em político em época pré-eleitoral?
    a) ingênuo
    b) ludibriado
    c) sonhador
    d) crente em papai noel e coelho da páscoa
    e) todas as alternativas anteriores

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    1. E você, também deve ser mais um das muitas viúvas do Tucanalha corrupto Jateve.Mesmo que o teu candidato ferrotado MM fake, também se comprometeu a pagar o piso,mas assim como o atual governador,nunca pagaria nessa situação que se encontra nosso Estado.

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    2. quiáquiáquiáquiáquiáquiá...
      vamos lá. político, em minha modestíssima opinião, repito, em minha modestíssima opinião, é tudo igual, independentemente de qual partido seja, sacou? vide a história...
      grande abraço "rê".
      pô, aproveita e responde ai minha pergunta vai: a, b, c, d ou e?

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  4. O anônimo das 22:38 sabe que o então candidato ao governo prometeu pagar, mas não disse quando. O Sintepp se acha no direito de cobrar a promessa não cumprida. Se você entende que as viúvas do Jatene estão no Sintepp, então dirija-se ao sindicato.

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  5. Carlos, trabalhei um período como Coordenadora na SEDUC e convivi com escolas sucateadas, merenda de qualidade duvidosa e infelizmente alguns profissionais descompromissados. Hoje, apesar de não ter sido eleitora do Bolsonaro, torço para que ele implante o sistema de voucher, ocasionando uma disputa entre o ensino público e privado, isso dará a família a responsabilidade e escolha de que educação quer para os filhos, os profissionais públicos da educação se empenharam no trabalho e o governo disporá de mais recursos para investir nas camadas mais desprovidas da sociedade.

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    1. Esse teu apoio a forma de educação do facista não prosperará! Você pensa somente em voce e esquece o governo independente quem for têm sim que fortalecer a educação!

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  6. Promessas, promessas, promessas. Povo otário e pusilânime!

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