VER-O-FATO: "É um dia triste", disse Helder sobre ponte derrubada por balsa no Moju: trabalho de reconstrução custa R$ 100 milhões e dura um ano

sábado, 6 de abril de 2019

"É um dia triste", disse Helder sobre ponte derrubada por balsa no Moju: trabalho de reconstrução custa R$ 100 milhões e dura um ano

Helder disse que os responsáveis pela derrubada da ponte serão acionados judicialmentes

Carlos Mendes - da editoria do Ver-o-Fato

"É um dia triste após esse episódio lamentável. Neste momento, a nossa prioridade é agilizar as buscas pelas vítimas e dar total apoio às suas famílias", disse o governador Helder Barbalho durante conversa com jornalistas, no final da manhã de hoje, referindo-se à derrubada da ponte da Alça Viária, no rio Moju, por uma balsa que transportava dendê. A ponte, prometeu Helder, "será reconstruída em um ano e custará R$ 100 milhões". Ele vai cobrar esse valor do responsável pelos danos.  

O governador ouviu de uma testemunha que a balsa perdeu o controle quando tentava frear. Na segunda tentativa, o motor da balsa paralisou. A partir daí, ela, à deriva, colidiu com a ponte. “Este horário é de cheia da maré – entre meia-noite e uma hora da manhã – e isto deve ter impulsionado a velocidade da balsa e, por conseguinte, o tamanho da colisão”, comentou Helder. 

A colisão atingiu a parte central da ponte, estimando o governador que 200 metros tenham desabado no rio, de um total de 860 metros. “Portanto, esse é o tamanho do problema, o resultado do sinistro”, ponderou. Ele informou que o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves já começou a fazer o levantamento para elaboração do laudo sobre as causas da derrubada da ponte, enquanto a Polícia Civil faz a investigação para apurar as responsabilidades pelo ocorrido. 

Quem fez isso?

Helder disse que ainda está sendo investigada a origem da empresa que transportava o dendê, assim como a informação de que haveria problemas na documentação da balsa. “Estou aguardando as informações da Capitania dos Portos”, acrescentou. Cinco tripulantes da balsa responsável pela colisão devem ser apresentados à polícia por um advogado, segundo informações repassadas ao governador. 

Uma testemunha relatou ter visto quando dois veículos que transitavam pela ponte caírem no rio Moju na hora da colisão. O Corpo de Bombeiros começou desde a manhã as buscas no local para encontrar os veículos e seus ocupantes.  A Capitania dos Portos deslocou para área uma lancha dotada com radar para rastrear qualquer sinal que leve à localização dos veículos ou mesmo de seus condutores e eventuais acompanhantes. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros também fazem parte das equipes de buscas de corpos ou possíveis sobreviventes. 

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) deslocou-se para a área a fim de apurar possíveis danos ambientais ao rio Moju em razão de ter sido encontrado nas águas resíduos do dendê que era transportado pela balsa. “Vamos trabalhar para responsabilizar a tripulação e o proprietário da balsa, assim como identificar quem é o detentor da carga e saber se ela estava licenciada para esse tipo de operação”, prometeu o chefe do executivo estadual. 

Oito balsas em 3 portos

Enquanto a rodovia estiver interditada no trecho do acidente, oito balsas da empresa Arapari farão o transporte de veículos, leves, pesados e ônibus que normalmente trafegam pela Alça Viária, de acordo com entendimento de Helder com os proprietários da empresa de navegação fluvial. 

As oito balsas irão operar em dois portos, fazendo o transporte de veículos durante 24 horas. Em dez dias, três portos, na avenida Bernardo Sayão, estarão em funcionamento. As áreas dos portos que estejam deterioradas serão recuperadas pelo governo estadual para que possam fazer a retenção de cargas transportadas. 

Nas cabeceiras do rio Moju também serão colocadas rampas para que balsas e barcos façam transporte de pessoas, cargas e veículos até os trechos da ponte em condições de tráfego para que possam seguir rumo a seus destinos, seja de quem sai de Belém para Moju, ou de quem deixa Moju para alcançar a capital. Esse transporte será gratuito, bancado pelo governo. 

Reforço das defensas

“Nós, quando estivemos no local e identificamos problemas, determinamos o reforço das defensas das pontes. O trabalho de recomposição dos danos já havia sido iniciado, tanto que o rapaz que testemunhou o acidente é da empresa contratada. Também havíamos iniciado a licitação para as defensas, mas não iremos mais fazer essa licitação e sim fazer as obras pelo processo de emergência”. 

O trecho do rio onde a ponte foi derrubada será interditado pela Capitania dos Portos, mas sem prejudicar a navegabilidade para barcos que estejam trafegando pelo local. Em vista disso, os escombros da ponte serão removidos. Por ordem do governador, o projeto se reconstrução do trecho destruído será elaborado, embora ainda não se saiba qual o nível de comprometimento das bases da ponte ao longo do rio Moju. Aparentemente, elas estão intactas. 

Vão pagar pelo prejuízo

Contudo, só um laudo técnico é que poderá tirar qualquer dúvida. A estimativa é de que serão gastos R$ 100 milhões para que a ponte volte a ser trafegável dentro de um ano.  “O Estado vai ter que arcar com esse valor, mas vamos pedir judicialmente o ressarcimento àqueles que deram causa a este evento”, enfatizou Helder. 

O governador anunciou que o governo federal será procurado para “dar uma ajuda” à recuperação da ponte. Mas o Estado, garantiu ele, fará o "dever de casa".



6 comentários:

  1. Helder Barbalho, você tem a oportunidade de mostrar para o povo do seu estado como você sabe e é ágil na solução deste tipo de problema. Creio que 180 dias dá para fazer o serviço.

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  2. 1. Agropalma tem que pagar o prejuÍzo. 2.Tem que fazer duas rampas de cada lado e colocar quatro balsas para fazer o transbordo.

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  3. Não é Agropalma, é a Biopalma, da Vale, a responsável pelo dendê da balsa que derrubou a ponte.

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  4. Que seja Agropalma ou Biopalma,tudo rima.Então,vamos pra frente,primeiro as vitimas e familiares,e depois começar as obras em caráter de urgência,já a questão da reparação de danos a justiça se encarrega...

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  5. Enquanto não tiver proteção dos pilares de concerto esse problema vai vontinuar

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  6. Enquanto não tiver proteção dos pilares de concerto esse problema vai vontinuar

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