VER-O-FATO: Comissão de Saúde da Alepa orienta indígenas sobre atendimento diferenciado

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Comissão de Saúde da Alepa orienta indígenas sobre atendimento diferenciado

Os indígenas reclamam da longa demora na fila do SUS para atendimento

Indígenas das etnias Kaipó e Gavião das cidades de Ourilândia do Norte, Tucumã, Bom Jesus do Tocantins e Redenção, no Sul e Sudeste do Estado, participaram de uma reunião com o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), deputado estadual Dr. Jaques Neves, para receber orientações sobre demandas relacionadas ao atendimento diferenciado em média e alta complexidade, além da realização de exames especializados. 

A principal reclamação é a longa demora na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), para garantir atendimento. O encontro realizado nesta quarta, 3, em marabá, Sudeste do Estado, antecedeu a audiência em que os representantes dessas etnias foram recebidos pelo governador do Estado, Helder Barbalho. Os indígenas reclamam que são classificados sem distinção no processo de atendimento, o que torna os prazos longos e arriscados para quem busca atendimento nos centros urbanos dessas regiões. O médico e deputado estadual Dr. Galileu, outro integrante da Comissão de Saúde, também participou da reunião.


“Além dos problemas de saúde, é preciso entender que estas pessoas são naturalmente vulneráveis por conta de todas as particularidades que possui o indígena. É uma problema que precisa ser resolvido e que tem na regulação do Estado um dos caminhos para viabilizar a melhoria desse atendimento”, explicou o deputado estadual Dr. Jaques Neves. O governo do Estado cogita, por meio da Casa Civil, criar duas coordenadorias específicas para atender a demandas relacionadas aos povos quilombolas e às etnias indígenas.

Independentemente da criação dessas coordenadorias, o governador Helder Barbalho determinou a criação imediata de um grupo de trabalho para analisar esta e outras 21 demandas apresentadas pelos indígenas. A Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela Legislação que rege o tratamento para com esses povos, também será convidada para integrar o grupo de trabalho.

Um documento com essas demandas foi entregue ao governador Helder Barbalho pelo representantes do grupo, Ubirajara Sompré, da etnia Gavião. “A criação de uma Lei que criasse o Conselho Indigenista do Pará, a exemplo do que já existe no Maranhão e no Amazonas, também ajudar na conquista desses direitos”, complementou. De acordo com a Federação Indígena Paraense, o Estado conta atualmente com 77 etnias indígenas divididas em 55 cidades do território paraense. Reportagem: Pedro Paulo. Texto: Joice Ribeiro, da assessoria do dr. Jaques Neves.


Um comentário:

  1. NÓS PRECISAMOS TAMBÉM TER UM TRATAMENTO DIFERENCIADO,
    SÓ OS INDIOS??????

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