VER-O-FATO: Presos em operação da PF na UFRA já estão livres; fundação envolvida nas fraudes está falida

segunda-feira, 4 de março de 2019

Presos em operação da PF na UFRA já estão livres; fundação envolvida nas fraudes está falida

A documentação apreendida  passará pelo crivo da perícia da PF


Com os seis envolvidos nas fraudes e desvio de dinheiro público já soltos - a prisão temporária tinha prazo de validade de 5 dias e expirou nesta segunda-feira, 4 -, o trabalho da Polícia Federal, CGU e Ministério Público Federal (MPF) agora é analisar o material apreendido durante a operação na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), semana passada. Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia da PF.


Além de Jardel Rodrigues da Silva, que chefiou a Casa Civil do governo do Estado por dois dias e atuava naquele setor, do qual foi demitido no final da semana passada, a PF cumpriu ordens de prisão dos diretores da Funpea e servidores da UFRA, Ildenir do Carmo Vaz Vasques Silva, Carlos Albino de Figueiredo de Magalhães, Benedito Gomes dos Santos Filho, Wilson José de Melo e Silva, Jandira Pires Bessa e Joely Patrícia Machado de Oliveira.

A operação expôs um esquema de corrupção patrocinado pela Fundação de Apoio à Pesquisa, Extensão e Ensino em Ciências Agrárias (Funpea). O dinheiro público para projetos e pesquisas era transferido pela UFRA à Funpea e desviado. As fraudes foram descobertas em extratos bancários. R$ 25 milhões foram parar em contas pessoais, de acordo com as investigações.

A Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu, após auditoria, que esse dinheiro era utilizado num esquema do qual nenhum dos objetos previstos em 16 projetos examinados, entre 2014 e 2018, foi concluído. Pior que isso, sequer foi iniciado.

O dinheiro foi parar nas contas de quem deveria zelar pela moralidade pública. Insolvente e prestes a fechar as portas, a Funpea não possui recursos para tocar os projetos que não real
izou.

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