VER-O-FATO: Preso fazendeiro acusado de mandar matar Dilma, Claudionor e Milton, além de três empregados; executores estão foragidos

quarta-feira, 27 de março de 2019

Preso fazendeiro acusado de mandar matar Dilma, Claudionor e Milton, além de três empregados; executores estão foragidos

A polícia chega à fazenda para prender o mandante dos assassinatos brutais em Baião
A Polícia Civil do Pará prendeu, em cumprimento a mandado de prisão temporária, o fazendeiro Fernando Ferreira Rosa Filho, 43 anos, identificado por uma força-tarefa policial, como mandante dos dois triplos homicídios (seis mortes) ocorridos na zona rural do município de Baião, nordeste paraense. Ele é o dono da fazenda onde três funcionários da propriedade rural foram mortos - um casal de caseiros e um tratorista - e tiveram os corpos queimados. A fazenda fica a 14 km do assentamento Salvador Alhende, onde foram mortos o maranhense Claudionor Amaro Costa da Silva, 43 anos; a esposa Dilma Ferreira Silva, 45 anos, e Milton Lopes, 38 anos, no início da madrugada do último dia 22.

O fazendeiro foi preso ontem pela equipe policial enviada ao município após representação judicial. Quatro homens apontados como executores das seis mortes já estão com mandados de prisão decretados pela Justiça e permanecem foragidos. Os executores foram identificados como os irmãos Glaucimar Francisco Alves, Alan Alves, Marlon Alves e Cosme Francisco Alves. As investigações são resultados do trabalho realizado pela força-tarefa da Polícia Civil, sob comando do delegado-geral Alberto Teixeira, enviada à região de Baião para investigar as mortes ocorridas no assentamento e também em uma fazenda, onde três corpos carbonizados foram encontrados, no último domingo. Os dois locais de crimes ficam a 14 KM de distância um do outro. 

Criada por determinação do governador do Estado, Helder Barbalho, a força-tarefa é formada por policiais civis do Gabinete da Delegacia-Geral, do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), Diretoria de Polícia do Interior (DPI), Divisão de Homicídios (DH), Grupo de Pronto-Emprego (GPE), e policiais civis da Superintendência Regional de Tucuruí, Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Tucuruí e Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA), sob o comando do delegado-geral Alberto Teixeira. As investigações tiveram início logo após o crime ocorrido no Assentamento Salvador Alhende em Baião, a 60 KM de Tucuruí/PA. Dilma, Claudionor e Milton foram encontrados mortos em uma casa. As vítimas foram amarradas, amordaçadas e possivelmente esfaqueadas. O corpo de Dilma foi encontrado em uma cama no último cômodo do imóvel. 

A partir das informações coletadas inicialmente nos boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil de Tucuruí, com a chegada da força-tarefa na última segunda-feira à região, as investigações foram intensificadas. De início, explica o delegado-geral, não informações que pudessem ligar o triplo homicídio ocorrido no assentamento Salvador Alhende com as três mortos ocorridas na fazenda, nem se os fatos estavam relacionados a questões fundiárias. Nenhuma hipótese, no entanto, havia sido descartada. Durante as investigações, as equipes da força-tarefa realizaram a oitiva de duas testemunhas sobre as mortes de Dilma, Claudionor e Milton.

De imediato, com base nas provas, a Polícia Civil requereu à Justiça medidas cautelares de prisão temporária à Comarca de Baião. De posse dos mandados, os policiais civis deram início à chamada “Operação Fire” para cumprir mandado de prisão temporária do principal suspeito do triplo homicídio. Conhecido como Fernandinho, o fazendeiro Fernando Ferreira Rosa Filho foi identificado como o mandante das seis mortes ocorridas em Baião.

Ele também é acusado de diversos crimes na região Sudeste do Estado, como envolvimento com o tráfico de drogas, agiotagem, receptação, roubo a banco, homicídio, tentativa de homicídio e grilagem de terras. Com as provas coletadas, a equipe da Polícia Civil comprovou, nas investigações, que Fernandinho é responsável por atuar em grilagem de terras e fazer a contratação irregular de funcionários para a fazenda onde foram mortas as três pessoas e, após os assassinatos, os corpos foram incendiados. As investigações concluem, dessa forma, que as duas ocorrências de triplo homicídio ocorridas em áreas próximas à fazenda de Fernando foram cometidas pelo mesmo grupo a mando do fazendeiro. 

O delegado-geral detalha que Fernando mandou os executores matarem Dilma Ferreira, o esposo dela, Claudionor e o amigo do casal, Milton, para ocupar uma parte das terras onde os três viviam, e mandou matar os próprios funcionários da fazenda, para evitar uma ação na Justiça do Trabalho. As investigações mostraram ainda que "Fernandinho" é acusado de estar construindo uma pista de pouso de aviões clandestina em sua fazenda, motivo pelo qual não queria ser incomodado pelos vizinhos ligados a movimentos sociais nem pelos funcionários. "A pista seria usada para o pouso de aeronaves de traficantes de drogas ilícitas na região", explica o delegado-geral.

Executores - As investigações levantaram informações de que o mandante dos crimes teve contato pessoal com os executores antes, durante e depois dos assassinatos. Em relação aos executores, dois dos quatro irmãos já tinham passagem pela Polícia. Glaucimar Alves já tinha mandado de prisão preventiva decretado pela Comarca de Tucuruí por crime de homicídio cometido em 2015. Marlon Alves está como foragido do Sistema Penitenciário onde estava custodiado por Ação Penal de homicídio.

Os quatro executores são apontados como criminosos perigosos. As ordens de prisão deles pelas seis mortes foram expedidas pelo juiz de Direito Weber Lacerda Gonçalves, titular da Comarca do município. As equipes policiais irão continuar as investigações nos municípios de Tucuruí, Baião e Novo Repartimento à procura dos quatro foragidos. Os mandados de prisão temporária têm validade de até 30 dias para a conclusão final dos trabalhos da Polícia Judiciária. Fonte e foto: Polícia Civil do Pará, assessoria de imprensa.



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