VER-O-FATO: EXCLUSIVO - Em desespero, Pró-Saúde decide peitar governo de Helder: funcionários e prestadores serão usados no ataque

segunda-feira, 11 de março de 2019

EXCLUSIVO - Em desespero, Pró-Saúde decide peitar governo de Helder: funcionários e prestadores serão usados no ataque

A estratégia da Pró-Saúde é emparedar o governador usando salários atrasados 
Os padres e a diretoria executiva da Pró-Saúde, em São Paulo, entraram em desespero e decidiram partir para o contra-ataque depois da matéria exclusiva do Ver-o-Fato, publicada na sexta-feira,8, sobre a probabilidade de o governador Helder Barbalho cancelar os contratos vigentes desde o governo de Simão Jatene com a organização social na gestão de oito hospitais públicos espalhados pelo Pará. 


Helder não aceita algumas regras contidas nesses contratos pois as considera lesivas ao interesse do Estado - como a simples declaração de serviços prestados, sem qualquer fiscalização, como vinha ocorrendo -, mandou suspender os pagamentos e determinou uma rigorosa auditoria cujas primeiras informações apontam diversas irregularidades. Além disso, o governador se recusa a receber os diretores da Pró-Saúde e brecou todas as iniciativas nesse sentido, inclusive de pessoas próximas a ele, até mesmo políticos. 

A estratégia da Pró-Saúde, decidida ainda na sexta-feira à noite, não é recuar diante da posição tomada pelo governador, mas avançar e tentar superar a muralha de adversidades. A montagem da reação será conduzida pelo advogado Sérgio Bermudes, tido como um dos melhores do país por "gostar de briga", como costuma dizer a amigos.

Bermudes comanda o time jurídico da Pró-Saúde e é defensor, entre outros conglomerados empresariais, de construtoras enroladas na Lava Jato, como Odebrecht, Queiroz Galvão, a administradora das sondas do pré-sal, Sete Brasil, além da gigante Vale, dos super-bancos Bradesco e Citibank, e da mãe das cervejarias, a Ambev.

O Ver-o-Fato apurou que em vez de partir para o confronto contra o governo de Helder no campo judicial - e o advogado paraense Paulo Meira, por telefone, de Belém para São Paulo, chegou a desestimular essa iniciativa, opinando que a chance de insucesso seria muito maior que eventual vitória -, a Pró-Saúde deverá intensificar a política de não pagamento integral dos salários dos 5,1 mil empregados. 

Isso começou já no final de fevereiro passado, quando apenas metade dos salários foi paga, provocando grande insatisfação dentro de três hospitais atingidos pela medida. As empresas terceirizadas contratadas também sentiram o golpe e nada receberam. A chiadeira é enorme. Há ameaça de boicote ao fornecimento de medicamentos aos hospitais, além de outros insumos.

A diretoria executiva, de comum acordo com os padres que comandam a organização, também decidiu que serão honrados apenas os contratos com as empresas que são “parceiras nacionais” - todas de Goiânia e São Paulo. Nesse caso, quem presta serviços no Pará à Pró-Saúde está fora. A estratégia, pelo que se vê, é forçar os empresários e funcionários a pressionarem o governador, enquanto a organização respira. Risco calculado ou tiro no pé?

Dom Orani fora

Uma outra tentativa, de colocar no circuito o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta - sobretudo por suas ligações afetivas e religiosas com o Pará, onde já presidiu a Igreja Católica como arcebispo de Belém - não passou de retumbante fracasso. Para surpresa da diretoria, dom Orani foi enfático ao dizer que pretende "ficar afastado de qualquer assunto" referente à Pró-Saúde.

Já bastou, em fevereiro passado, o estrago feito na delação à Lava Jato do corrupto confesso, condenado e preso ex-governador carioca Sérgio Cabral, e do ex-padre Wagner Portugal, que era pessoa de confiança de dom Orani e hoje é visto na Igreja Católica como um autêntico "judas".

O Ver-o-Fato tentou ouvir o governador Helder Barbalho, mas todas as tentativas nesse sentido foram infrutíferas. Uma fonte, porém, garantiu que o governador continua firme no propósito de rescindir o contrato com a organização de saúde. 

A enxaqueca da Pró-Saúde continua intensa.


25 comentários:

  1. Ao meu ver, muito correta a postura do governador.

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  2. Te prepara para ir para a cadeia Jatene!

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  3. O Governador,Tem que fazer concurso Publico urgente,e encerrar esse contrato de políticagem,e corrupção e colocar o exonerados na cadeia,e não tem esse negocio de prisão domiciliar,é presídio mesmo,esse negocio de dominar é pra gay...

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    1. Concurso público para virar bagunça como tudo é no estado

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    2. Concordo. Os concursados na maioria não respeitam ninguém ! PSS seria o caso.

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  4. Muita calma nesta hora gente! Sabemos que o atual governador é orientado por pai e mae corruptos.Outra: se ele quebrar o convenio é multa milionaria. Outra: como ficam os funcionamento dos hospitais?

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  5. Verdade anônimo 15:04,nessa briga entre pró Saúde e governo só vai sobrar para os funcionários que não tem nada haver com a história,ate porque houve outra situação com outra os que começou com essa mesma história de o Estado não repassar verba,e quem ficou no prejuízo foram os colaboradores que nao receberam suas revisões corretamente conheço que pessoas que trabalham lae são honestas,...

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  6. E muito facil falar, mas quem vive a rotina do hospital, e usa os serviços do hospital sabe que melhorou muito, quem e o barbalho pra falar em honestidade , pai corrupto a familia tambem ta na lava jato
    E fora escandalos anteriores , e notável a melhora e a qualidade do servico prestado

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    1. Esse ai deve ser alguem do comando da OS pra se expressar dessa maneira, querendo cobrir a falta de carater de cada um que está na direção de OS fraudulenta.

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  7. Na verdade nessa briga entre pró Saúde governo só vai sobrar para os colaboradores do hospital que não tem nada haver com isso,como a própria pro saude já anunciou acima que se não houver o repasse os colaboradores iram sofre com atrasos nos salários

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  8. Jatene e gestores da pro saude, preparem-se para ir para a cadeia! Parabéns governador Hélder pela sua postura!

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    1. É isso mesmo, Jatene e essa OS uma organização fraudulenta e derespeitosa. Só pra lembra o governador não disse e nem publicou no Diario Oficial para não pagar os colaboradores pelo contrário, a OS que queria peitar o Governador usando os colaboradores, uma vez que não conseguiu envolver o Helder com seus argumentos fraudulosos.

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  9. O Governador tem que vê que tem pessoas que dependem da pro saúe para pagar suas contas minha filha foi contratada pela pro saude e agora tem que pagar o preço de nāo receber seu salario isso é injusto ja que a pro saude que administra o hospital materno infantil de barcarena exerce bem o seu papel o atendimento é de primeiro mundo injustiça é que o governo Helder Barbalho esta fazendo

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    1. O Governador está corretissimo. Quem tem o vinculo empregaticio com os colaboradores e a OS PRÓ SAÚDE e não o Estado. E se isso aconteceu do governador suspender a verba foi por culpa unicamente dessa OS. E agora fica colocando a culpa no governadir que não repassou. É ser muito cara de pau. Larga o osso, ja deu, volta pro teu destino.

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    2. O Governador está corretissimo. Quem tem o vinculo empregaticio com os colaboradores e a OS PRÓ SAÚDE e não o Estado. E se isso aconteceu do governador suspender a verba foi por culpa unicamente dessa OS. E agora fica colocando a culpa no governadir que não repassou. É ser muito cara de pau. Larga o osso, ja deu, volta pro teu destino.

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  10. Isso tudo é canalise,empresa que se prese não envolve seus funcionários em podridoes. Atos como esses não estão na CLT.

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    1. Infelizmente, essa OS só trabalha desse jeito, só com propina, armações, derespeito. Qualquer outra que vier, Será bem vinda. O que essa OS faz, outra tbm ira fazer e com fiscalização.

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  11. Isso tudo é canalise,empresa que se prese não envolve seus funcionários em podridoes. Atos como esses não estão na CLT.

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  12. O atual governador fez o correto, ele não está lhe dando com padres, e sim com empresários; o que aliás, fica claro que não estão tão preocupados com a ajuda ao próximo, eles passaram anos atuando sem fiscalização devida (inclusive isto é bem relatado na postagem) de modo que é importante que se faça uma análise da atuação deste segmento.

    Friso, estamos lhe dando com empresários (lucro) e não padres (caridade). Don Orani quer distância do Pará por saber os caminhos que o levaram de retorno ao Rio de Janeiro.
    Boa Reportagem.

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    1. Uma coisa é certa, esse negocio de padre, bispo ou coisa parecida é só camuflagem. Só para jogar pano quente nas malandragens. Bastante palhacada e roubalheira.

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  13. O sujo falando do mal lavado, todo mundo sabe que o que ele quer é colocar a OS do Seffer, aliado politico dele. Nao interessa pra ele se a Pro fez ou faz uma boa gestão, o importante e cumprir as promessas e conchavos de campanha. O metropolitano que foi entregue pela ACEPA,antiga OS do Seffer,estava mergulhado no caos, funcionarios ate hoje ainda tem valores trabalhista a receber. O hospital desabastecido, e a Pro restabeleceu a dignidade do atendimento. Agora o governador quer voltar ao que era antes? Ah e a OS do Seffer ja mudou inclusive de nome pra.poder participar do processo de licitação, pq como ACEPA nao pode pq esta enrolada ate o pescoço.

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    1. Anônimo 08.31,voce tá mal informado acepa era uma o.s do cesupa e não do seffer como vc descreveu,essa deu canelada nos funcionários,idesma era do seffer que honrou seus compromissos trabalhistas com os funcionários da época que administrou o metropolitano,agora concordo com vc que cada governo queira botar seu peixe....

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    2. Gente desinformada é uma merda mesmo, não sabe nem por onde anda a bosta do cavalo e nem enxerga um palmo diante do nariz.

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  14. Agente trabalhadores não temos nada a ver so isso o governador tem mais e q pagar nós pq tenhos nossas casas
    Para sustenta nossos compromissos a resolve,apenas fazemos o nosso trabalho como colaborador q somos so queremos os nossos direitos trabalhistas.

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