VER-O-FATO: A morte e o ódio como instrumento de diálogo

sábado, 2 de março de 2019

A morte e o ódio como instrumento de diálogo



A existência humana é torpe e vazia quando faz do ódio um instrumento de diálogo. Ou mesmo quando esse ódio manifesta-se por meio de opinião, ignorando o fato. Seja no calor da divergência política ou de natureza moral.


Ao desejar ou comemorar a morte de alguém, seja de criança, jovem ou idoso, isso torna-se torna ainda mais grave. Alcança um patamar de intolerância que suplanta o nível da doença mental, pois afeta a alma.

Nas redes sociais, o ódio se situa à esquerda e à direita, buscando sempre as extremidades da vertente ideológica. O disfarce é a suposta liberdade de expressão.
Há gente que comemora a morte do neto do ex-presidente Lula, deseja a morte do próprio Lula, assim como há quem tenha aplaudido a facada no presidente Bolsonaro e lamentado que este não tenha morrido.

Isto é assustador. Pior, cresce como bola de neve. A cegueira ideológica e o efeito manada andam de mãos dadas. Basta alguém digitar um curto discurso de ódio para logo surgir quem o compartilhe ou simplesmente curta.

E o que odeia é o mesmo que, quando odiado, se defende com o escudo da hipocrisia, dizendo-se vítima de ataque. A barbárie virou estado de ser. 
Não importa quem seja o alvo. Tanto faz que seja autoridade pública ou pessoa comum. O que vale é odiar. De maneira insana.

É a elegia da própria infelicidade.

Um comentário:

  1. Meu caro,vivemos em tempos de grande cegueira.E, sem dúvida, pagaremos caro !

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