VER-O-FATO: Saldo da fraude na prova do Detran para fiscal de trânsito: 4 mulheres presas e mais gente no rolo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Saldo da fraude na prova do Detran para fiscal de trânsito: 4 mulheres presas e mais gente no rolo

Polícia apura o envolvimento de outras pessoas na fraude, além das presas
Embora ainda não se saiba oficialmente qual a extensão do prejuízo - financeiro e moral - que a suspensão da prova para fiscal do Detran no Pará provocou, após o anúncio da Secretaria de Administração (Sead), na verdade as fraudes em concurso público resistem ao tempo e às medidas para evitá-las.

Quatro mulheres foram presas ontem durante a prova, enquanto a Sead diz que está apurando outra denúncia: a de alguns envelopes contendo as provas não terem sido abertos na presença de candidatos, como determina a norma do concurso para preservar sua lisura.

As mulheres presas responderão a inquérito por fraude em concurso público, falsidade ideológica e associação criminosa. O problema é saber quem facilitou esse tipo de crime dentro da organização do concurso, vazando o conteúdo da prova.

O concurso do Detran é para preenchimento de 100 vagas, sendo 66 para agente de Fiscalização de Trânsito e 34 para Agente de Educação de Trânsito. O salário é de R$ 2,1 mil.

Quem foi presa


Segundo informações da Polícia Civil enviadas ao Ver-o-Fato, duas das quatro mulheres presas envolvidas na fraude - Luna Bianca da Vera Cruz Nascimento e Dalilla Taiany Carvalho Coelho -, foram flagradas com telefones celulares escondidos na roupa durante as provas. A outra presa, Graziela Quaresma Mendes, fez prova com documento falso em nome de uma candidata regularmente inscrita no certame.

A outra acusada é Katia Chagas Neves, que foi flagrada por fiscais de sala com uma "cola eletrônica". Os procedimentos após os flagrantes foram realizados na Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE). Conforme o delegado Aurélio Paiva, as mulheres foram flagradas durante a realização do certame e presas assim que saíram das salas onde faziam as provas. Elas estavam em quatro locais diferentes na capital paraense.

Grasiele Mendes foi flagrada enquanto realizava as provas se passando por outra candidata. Ela estava com uma carteira de habilitação falsa em nome de uma candidata regularmente inscrita no concurso. Já as candidatas Dalilla e Luna foram pegas com dois pequenos telefones celulares escondidos em suas roupas. Os aparelhos funcionavam como receptores dos gabaritos das provas por meio de vibração, o que configura crime.

No momento em que os policiais civis abordaram a candidata Luna Bianca, do lado de fora do local de prova, uma pessoa que a aguardava fugiu em uma motocicleta. A outra candidata presa, Kátia Neves, foi flagrada com um equipamento que funcionava como "cola eletrônica". O delegado disse que o aparelho era formado por um cartão eletrônico e um fone de escuta, pelos quais, as respostas do gabarito eram repassadas por outra pessoa.

As investigações continuam, para identificar e prender outras pessoas envolvidas no crime. As presas estão recolhidas e passarão por audiência de custódia na Justiça. (Do Ver-o-Fato, com informações da Polícia Civil.)


2 comentários:

  1. Carlos Mendes o pessoal "desarruma" o certame e fica por isso mesmo é?

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    1. Fazer o quê? Enquanto as pessoas deixarem de dar aquele"jeitinho brasileiro", isso sempre acontecerá!

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