VER-O-FATO: Lixão de Marituba é só problemas: empresa vai fechá-lo até final de maio, mas deixa contaminação

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Lixão de Marituba é só problemas: empresa vai fechá-lo até final de maio, mas deixa contaminação

Promotoras de Justiça Ana Maria e Marcela: providências
O Ministério Público de Marituba realizou nesta sexta-feira uma nova reunião para tratar do aterro sanitário localizado no município e do destino futuro dos resíduos sólidos de Belém, Ananindeua e Marituba. As promotoras de Justiça Ana Maria Magalhães e Marcela Melo receberam representantes da comunidade e do “Fórum Permanente Fora Lixão” para uma atualização do caso. Também foi debatida possível contaminação do meio ambiente em razão de estudo feito pelo Instituto Evandro Chagas.

No final do ano passado, a empresa comunicou às prefeituras e órgãos púbicos que encerrará suas atividades no próximo dia 31 de maio. Com isso, toneladas de resíduos produzidos todos os dias pelos três municípios ficarão sem destinação. 

“Até o momento as três prefeituras não apresentaram um local alternativo para depositar os resíduos. A reunião teve um caráter informativo, para a população saber o posicionamento do Ministério Público nesse caso. A situação é muito grave e a população de Marituba tem sofrido com isso”.

Um dos temas da reunião foram as soluções de engenharia ainda necessárias atualmente, para evitar que as pessoas continuem sofrendo com as condições em que se encontra o aterro. Os moradores também ficaram cientes que o Ministério Público continuará a exigir que os prefeitos apontem um local para solução do problema.

“No momento esse é nosso principal foco. Quem tem de definir o novo local de deposição dos resíduos não é o Ministério Público, mas sim os três municípios. Belém é o maior gerador de resíduos e, em reunião recente com o prefeito Zenaldo, ele sinalizou que reuniria com os demais prefeitos e disse que já havia algumas empresas apontando soluções para o problema”, frisou a promotora Ana Magalhães.

Outro ponto importante do encontro foi o relatório do Instituto Evandro Chagas (IEC), que afirmou que já houve dano ao meio ambiente. “Na avaliação desse relatório do IEC é importante, primeiramente, verificar se esse dano ao meio ambiente já atingiu a saúde das pessoas, para que possamos cobrar as responsabilidades e as medidas necessárias para proteger os direitos das pessoas atingidas”, argumentou Ana Guimarães.

Segundo a promotoria, após tomar conhecimento desse relatório, a preocupação era retirar as pessoas do local por conta de uma possível contaminação. Ainda de acordo com a promotoria, é preciso que os estudos sejam finalizados, para que então sejam identificados os locais exatos dessa rota de contaminação. Fonte: MP

Fala a empresa


Em nota enviada ao Ver-o-Fato, a  empresa diz o seguinte: “A Guamá Tratamento de Resíduos utiliza critérios construtivos de engenharia de  modo a garantir a segurança ambiental e a qualidade das águas subterrâneas,  superficiais e solo, seguindo padrões da legislação e normas específicas.  

Periodicamente, a Guamá Tratamento de Resíduos realiza o monitoramento e  análise ambiental de água superficial e subterrânea em laboratórios acreditados  pelo Inmetro e reavaliados – anteriormente pela Universidade Federal do Pará e  pela Universidade Federal da Bahia – e não foi identificada qualquer alteração  de qualidade. 

Portanto, até o momento, não há nada que possa imputar à empresa danos à  saúde da população local. A empresa implementa um plano de monitoramento  sistemático para aferição frequente da qualidade dos recursos hídricos.  Periodicamente, é realizado o acompanhamento das flutuações do nível freático  do aquífero e medições da qualidade das águas subterrâneas no  empreendimento. 

A Guamá entende que as comunidades mencionadas como analisadas pelo  estudo não estão na área de influência do Aterro Sanitário nem de particulados  nem de água subterrânea. No caso dos particulados, a predominância dos  ventos é sudoeste, ou seja, no sentido contrário à comunidade. 

No caso das  águas, o mapa potenciométrico, o qual demonstra o fluxo das águas  subterrâneas no aquífero livre, ocorre para as direções sul e sudeste, ou seja,  sentido contrário às comunidades, pois elas estão à montante do fluxo das águas  subterrâneas em relação ao aterro  que comprovam as  informações.  
O monitoramento da água está previsto no licenciamento e a empresa realiza  com frequência trimestral e entrega anual para a Secretaria de Meio Ambiente e  Sustentabilidade (Semas), órgão fiscalizador”.


4 comentários:

  1. O prefeito de Belém, zenada, já está em tom de deboche em relação a promotora .Com certeza ele acha que ela não vai processa-lo . Além do mais Tucanalha em nosso Estado é imune a processos.

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  2. O maior problema é que o zenada, não fala com o governador Hélder,mas tenta colocar o problema para o Hélder resolver, querendo livrar a cara do maior responsável por esse lixão, que é o ex governador Tucanalha corrupto Jateve!

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  3. Essa tucanalha nunca respeitou o Mp do Pará!

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  4. Minha sugestão é que findado o prazo e o prefeito de Belém não propuser nenhuma solução, que o lixo de Belém seja colocado na frente da casa dele!

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