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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

“Segui orientação de técnicos e esse negócio deu no que deu”, diz presidente da Vale; advogado nega responsabilidade

Fábio Schvartsman: " não funcionou 100% dentro das normas"

Fábio Schvartsman, o presidente da Vale, disse neste domingo à GloboNews que é preciso aumentar as normas de segurança para a operação de barragens de minas. “Não sei se é do conhecimento de vocês, mas eu me juntei à Vale um ano e meio atrás. Ou seja, um ano e meio depois do acidente da Samarco. Existia uma série de ações [de segurança] em andamento, que foram não de invenção da Vale, foram feitas por especialistas internacionais de renome, e nós seguimos à risca tudo, porque essa foi a orientação dos técnicos e eu não sou técnico de mineração.

Então, segui a orientação dos técnicos e esse negócio deu no que deu. Quer dizer, não funcionou 100% dentro de todas as normas e não houve solução. Qual é a solução então? Me parece que só tem uma. Nós temos de ir além de toda e qualquer norma internacional. Além e acima. Vamos criar um colchão de segurança bastante superior ao que a gente tem hoje para garantir que nunca mais aconteça um negócio desse.”
Advogado nega responsabilidade 

A Vale "não enxerga razões determinantes de sua responsabilidade" no acidente da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. E por isso a diretoria da empresa não se afastará de seu comando "em hipótese alguma". A frase é de um dos principais advogados da companhia, Sergio Bermudes. Ele reagiu à sugestão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que defendeu no domingo (27) o "afastamento cautelar" e "urgente" de toda a diretoria da empresa.

"A Vale não enxerga razões determinantes de sua responsabilidade. Não houve negligência, imprudência, imperícia", afirma o defensor. "Por que uma barragem se rompe? São vários os fatores, e eles agora vão ser objeto de considerações de ordem técnica". Bermudes afirma ainda que o que está caracterizado, até agora, é "um caso fortuito cujas causas ainda não foram identificadas".

Ele segue: "Só uma assembleia geral [dos acionistas da empresa] poderia afastar seus diretores. E eles não vão renunciar. A renúncia não ajudaria a companhia, perturbaria a continuidade das medidas que ela, do modo mais louvável, está tomando". Para ele, "não cabe renúncia pois não se identificou dolo e muito menos culpa" dos executivos da Vale.

O advogado critica o senador alagoano. "Falando agora em nome próprio, e não da empresa: eu lamento muito as declarações do senador Renan Calheiros. Vejo como uma tentativa pecaminosa de capitalizar, com declarações levianas, em cima da tragédia", diz.

Ele afirma também que a declaração da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de que "certamente há um culpado" pelo acidente e que os executivos da empresa podem ser responsabilizados é precipitada.

"Não é só a procuradora que quer apurar o que ocorreu. Todos nós queremos. Mas não há necessariamente um culpado, não há necessariamente culpa. Ou não haveria casos fortuitos ou ocasionados por motivos de força maior." Fontes: O Antagonista e Mônica Bérgamo, da FSP.


2 comentários:

  1. Queria só ver se fosse no Japão.

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  2. Gostaria de perguntar a esse presidente se ele colocaria a sua casa junto com a família nos pés da barragem assim como o refeitório. Mesmos com roda a papelada "técnica" dizendo que está ok. Estão colocando a culpa até no aquecimento global.

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