VER-O-FATO: Criança de 3 anos fica sozinha em lancha desgovernada no Rio Tapajós, no Pará

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Criança de 3 anos fica sozinha em lancha desgovernada no Rio Tapajós, no Pará

Era para ser apenas um passeio no rio, mas por pouco não aconteceu uma tragédia. Uma criança de 3 anos ficou sozinha dentro de uma lancha desgovernada após o piloto da embarcação cair no Rio Tapajós, próximo à Praia Maria José, em Santarém, no oeste do Pará. (Veja no vídeo acima a lancha desgovernada e o resgate da menina).
 
O incidente aconteceu por volta das 18h30 de terça-feira (1º) e a criança ficou dentro da embarcação cerca de 50 minutos até ser resgatada por pescadores e outras pessoas que passavam pelo local em outros barcos. 

A menina estava acompanhada de um adulto (piloto) e uma criança de 5 anos, além de outra pessoa que estava em uma boia rebocada pela lancha, no momento do incidente. Após uma manobra, o piloto perdeu o controle e caiu na água. Minutos depois a outra criança também caiu no rio. 

As vítimas que foram logo resgatadas foramo piloto e a criança de 5 anos. O adulto que ia na boia, logo após a lancha perder o controle, nadou cerca de 400 metros para a margem da praia. Para o professor e servidor federal Roberval Santos, a operação de resgate parecia que não teria fim tamanha a angústia que todos sentiam vendo a menina sozinha. Ele estava em um barco e passava pelo local. 

“Estávamos voltando para Santarém e nessa hora o nosso barco foi chegando próximo. A lancha já estava há alguns minutos girando. Ficamos jogando cordas no rio para ver se travava a hélice, daí chegou outro barco e tentou jogar cordas mais perto”, disse o servidor. 

Após acionarem a Capitania Fluvial de Santarém, outra lancha com bombeiros civis prestou auxílio à operação de resgate. As cordas prenderam e travaram o motor. “A criança ficou todo tempo segurando em um dos bancos, atracou e não soltou. Ela teve um instinto para ficar segurando, coisa que poucas crianças têm com essa noção de perigo. Tinha horas que a lancha parecia que ia virar, ela não soltou. Foi angustiante”, contou.
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Todas as pessoas que estavam na lancha usavam coletes salva-vidas. Roberval salientou que o uso do equipamento de segurança foi fundamental para não haver registro de feridos. Depois do resgate, todas as vítimas foram levadas para a cidade de Santarém. Nenhuma ficou com ferimentos graves. 

Em nota, a Capitania Fluvial de Santarém (CFS) informou que recebeu a informação de que uma lancha estava desgovernada no rio Tapajós e que uma pessoa havia caído na água. Após o chamado, uma equipe se deslocou para o local a fim de prestar apoio e ampliar as informações. A Marinha do Brasil disse que as duas crianças permaneceram na embarcação durante o incidente. 
Ainda conforme a nota, a lancha foi rebocada até a base de Inspeção Naval para perícia e verificar as causas do incidente. Não foi constatado indício de ingestão de bebidas alcoólicas no condutor. 

A Capitania Fluvial de Santarém recomenda aos condutores que façam a navegação em segurança, obedecendo as regras de uma condução consciente; sejam devidamente habilitados e a embarcação esteja inscrita junto a Capitania; façam uso efetivo dos coletes salva-vidas; e, principalmente, não ingiram bebidas alcoólicas ou passem a condução para pessoa não habilitada.

Veja outras recomendações para navegação segura:

  • Deixar avisado com familiares e nas marinas/iates clubes a sua singradura (seu local de destino);
  • Não trafegar próximo a banhista (distância segura de 200m);
  • Procurar saber a previsão do tempo e em caso de mau tempo não navegar ou procurar local abrigado;
  • Utilizar sempre o colete salva-vidas, principalmente em bajaras, lanchas, motoaquática;
  • Nunca cruzar a proa de outra embarcação, quando em rumos cruzados; e
  • Não soltar fogos de artifício a bordo de embarcações.

Recomendações aos passageiros de embarcações que fazem linha regular:

  • Solicitar a tripulação orientações de como vestir os coletes salva-vidas antes de iniciar a viagem;
  • Não viajar em embarcações que estejam com excesso de passageiros (comunicar imediatamente à Capitania);
  • Verificar se a embarcação possui coletes salva-vidas para todos, em condições de uso e de fácil acesso;
  • Verificar se na embarcação existe uma placa com a lotação e número de contato da Capitania dos Portos;
  • Não atar redes no corredor de circulação ou acima de outra rede;
  • Não permanecer junto com a carga, atando as redes neste local;
  • Se achar que a embarcação está com possível excesso de carga, comunicar imediatamente à Capitania. Existe uma marca no costado, a meio navio, que indica se há excesso, em forma circular com uma linha no meio. Se alinha estiver abaixo da água está com excesso. Fonte G1 Santarém.

Um comentário:

  1. Na sua opinião Carlos Mendes será que o paquidérmico MP do Estado do Pará não vai tomar uma providência acerca da crise do lixo em Belém?

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