VER-O-FATO: URGENTE - Líder de 3 assentamentos em Placas, na Transamazônica, é assassinado a tiros na porta de casa por dois pistoleiros

sábado, 15 de dezembro de 2018

URGENTE - Líder de 3 assentamentos em Placas, na Transamazônica, é assassinado a tiros na porta de casa por dois pistoleiros



A luta por um pedaço de terra no Pará - um estado que possui terra de sobra para todo mundo, mas que concentra grandes áreas nas mãos de poucos - acaba de fazer mais uma vítima fatal. Gilson Maria Temponi, presidente de três assentamentos em Placas, na região da Transamazônica, foi asssassinado a tiros, às 8 horas da manhã de hoje na casa dele, em Rurópolis, por dois pistoleiros que estavam em uma motocicleta.

 
A polícia local abriu inquérito para apurar o homicídio, que pelas características é de crime de encomenda. Os criminosos fugiram sem deixar pistas. Segundo boletim da ocorrência registrado na delegacia de Rurópolis por Elisandra Parintins de Sousa, esposa do líder camponês, os dois criminosos chegaram em uma motocicleta CG Titan e bateram na porta. Gilson, ao abrir o portão para perguntar o que os homens queriam, foi alvejado à queima roupa por três tiros.

Gilson ainda conseguiu fechar o portão e entrar na casa, caindo nos braços de Elisandra, dizendo " amor, me atiraram, cuida dos meninos". A mulher conta que pediu ajuda aos vizinhos para levar Gilson ao hospital, onde ele morreu ao dar entrada. De acordo com a descrição de Elisandra, um dos homens era adulto e tem pele clara. Ela não conseguiu ver o rosto do outro pistoleiro.

Perguntada pelo policial que a atendeu na delegacia se tinha suspeita de quem seriam os autores do crime, Elisandra respondeu que o marido, por ser presidente dos assentamentos "Avelino Ribeiro", " PDS Castanheiro" e "Artur Faleiro, todos localizados no município de Placas, vinha sofrendo ameaças dos homens conhecidos em Placas por "Mineiro Rico", "Henrique da HP" e "Zé do Lero".

A vítima iria completar em janeiro próximo um ano de residência com a família em Rurópolis. O mandato dele na presidência dos três assentamentos ainda não havia terminado, mas Gilson costumava dizer à esposa e amigos que deixaria essa vida de lado, assim que fosse substituído, por conta das ameaças que vinha recebendo.

Gilson deixou cinco filhos menores. Ele vinha lutando junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde 2008 pela regularização das terras, ocupadas por 600 famílias.

Veja, abaixo, o registro policial do crime, documento obtido pelo Ver-o-Fato:
   


2 comentários:

  1. Mais uma morte no campo que vai para conta do pior governador do Estado do Pará dos últimos tempos o corrupto e cassado Jateve!
    O ITERPA no governo do Jateve, foi usado de cabide político, o deputado tatuado usou e abusou do órgão fazendo politicagem e o povo sem conseguir nenhum palma de terra .
    Ainda bem que o povo elegeu Helder que já nomeou um profissional técnico para garantir acesso dis pequenos lavradores as terras do Pará.

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  2. O jateve e quadrilha liquidaram o Pará que precisa ser urgentemente reconstruído

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