VER-O-FATO: Carta de Belém finaliza debate sobre pediatria neonatal

domingo, 16 de dezembro de 2018

Carta de Belém finaliza debate sobre pediatria neonatal

Palestra de Vilma de Souza, reeleita na presidência da Sopape
Rita Silveira, da UFRGS, durante sua palestra no evento
 
Médicos, pesquisadores, estudiosos e acadêmicos da área da pediatria neonatal encerraram neste sábado em Belém, a Jornada de Pediatria: atenção hospitalar e ambulatorial e o II Simpósio multiprofissional em pediatria neonatal, organizados pela Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape). Todo o conteúdo critico construído nesse debate técnico-científico norteará à Carta de Belém traduzido na consolidação de proposições com o objetivo da melhoria e qualificação dos multiprofissionais da pediatria neonatal, vinculados às instituições públicas e privadas do estado do Pará.


Na análise dos eventos efetivados em Belém, a médica Vilma Hutim Souza observa que a próxima gestão da Sociedade paraense de pediatria (Sopape) terá em mãos um grande trunfo. "Todo o conteúdo técnico-científico resultante da discussão da jornada e no simpósio sobre pediatria e neonatal servirá para o fortalecimento de nossas ações na Sopape, enquanto instituição que congrega os multiprofissionais que atuam na área da neonatalogia.

Outro ponto fundamental é a nossa estratégia de agregar as entidades civis e públicas para unidos enfrentarmos o desafio para reduzirmos a mortalidade infantil", disse Vilma.

A médica Rita de Cássia Silveira, especialista em neonatologia, professora da UFRGS e coordenadora do ambulatório de prematuros de alto risco do Hospital de Clinicas de Porto Alegre, avalia que eventos dessa natureza "contribuem para o empoderamento do profissional e fortalecem as estratégias no combate a redução da mortalidade infantil".

Ela alerta para o fato de que o Brasil por ser um país de dimensão continental é de suma importância essa troca de experiências, tendo como base trabalhos de natureza técnico-cientifica para a diminuição das carências regionais

O debate com a apresentação de trabalhos técnico-científico, com foco na neonatologia é um fator imprescindível no processo de capacitação dos multiprofissionais, na sua avaliação.

Carências do Pará
Segundo a médica Silveira, o Pará, assim como a região norte de modo geral, tem carências nessa área da neonatologia, que podem ser supridas com a efetivação de eventos desse porte, destacando como o que ocorreu agora em Belém.

Silveira defende ainda o compartilhamento dessas informações entre os estados como suporte aos multiprofissionais na redução dos impactos gerados pela mortalidade infantil.

Na sua concepção, é fundamental o incremento de palestras, conferências entre outras estratégias, em busca de se obter junto ao público infantil o crescimento saudável com qualidade de vida e, por fim, atingir a fase adulta de forma saudável.

Por fim, conclama à união de entidades da rede pública e privada para o fortalecimento da atenção básica e da rede pública hospitalar na área da neonatologia e, sobretudo, dar suporte à família como estratégia de redução da mortalidade infantil em todo o país.


Dieta materna e parto normal

O médico Bruno Paes Barreto, que proferiu palestra sobre “o fator bifidogênico como interface de saúde nos primeiros 1000 dias” avalia o evento sobre pediatria neonatal e comenta sobre o tema de sua palestra. “A Sociedade Paraense de Pediatria está de parabéns pela iniciativa e proposição do tema central desta jornada".

Disse ele que falar do período neonatal é ponto fundamental para a saúde futura das nossas crianças e, sobretudo, debater de maneira multiprofissional, já que muitos são os atores que participam de maneira positiva neste cenário, objetivando um futuro pleno e saudável para as crianças brasileiras, principalmente aquelas com maior dificuldade de acesso à saúde, característica inerente às dimensões continentais da nossa região.

Por isso, também escolhemos um tema que fala da importância dos primeiros 1000 dias na vida destas crianças. Dando ênfase a formação da microbiota intestinal e todos os fatores que influenciam nesta formação, iniciando mesmo antes do nascimento, ainda na gestação.

Neste sentido, segundo Bruno, "o estímulo à dieta materna adequada, incentivo ao parto normal e o empenho no aleitamento materno exclusivo até o sexto mês, são pilares que jamais devem ser esquecidos por todos nós, pediatras brasileiros.”

O médico Renato Procianoy, professor de pediatria da UFRGS, Porto Alegre participou do evento e ministrou quatro palestras na área da neonatologia, com os temas: “Assistência baseada baseada em evidências do RN prematuro”, “Modos ventilatórios na UTI neonatal: prevenção da displasia broncopulmonar”, “Encefalopatia hipoxico isquêmica: manejo terapêutico” e “infecção fúngica invasiva”.

Na sua análise, o evento foi positivo quanto à temática e a participação dos assistentes. Todos se mostraram muito interessados, se estabelecendo uma grande interação entre palestrante e plateia. Os temas apresentados foram de grande relevância para os pediatras paraenses.

Posse da Sopape

Reeleitas para a presidência e vice-presidência da Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape) para o triênio 2019 – 2021, as médicas Vilma Francisca Hutim de Souza e Aurimery Gomes Chermont. Como secretários, Denis de Oliveira Gomes Cavalcante Júnior e Maurício Leonardi da Silva Dias.

Diretoras financeiras, Cristina Maria Figueiredo Alves da Silva e Adriane Wosny Guimaraes. Diretoras de cursos e eventos, Regina Celia Beltrão Duarte e Laélia Maria Barra Feio Brasil. Diretora de publicidade e comunicação, Marcileide de Jesus Lobato Gomes, e como diretora de integração regional, Kátia Edilene Soares Miranda. Texto: Edson Gillet.
 
Médicos, pesquisadores e interessados, durante o evento da Sopape 

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