VER-O-FATO: R$ 5,2 bilhões liberados pelo BNDES para levar energia do Pará ao Rio de Janeiro, mas aqui o preço da luz é um assalto

terça-feira, 20 de novembro de 2018

R$ 5,2 bilhões liberados pelo BNDES para levar energia do Pará ao Rio de Janeiro, mas aqui o preço da luz é um assalto

O Linhão do Pará ao Rio tem mais de 2,5 mil km de extensão


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a aprovação de crédito de R$ 5,2 bilhões para a construção do sistema de transmissão elétrica que vai conectar a Estação Conversora Xingu, em Altamira (PA), à Estação Conversora Terminal Rio, em Nova Iguaçu (RJ).
 

Prevista para ficar pronta em dezembro de 2019, essa é a segunda linha de transmissão para escoar a energia gerada pela Hidrelétrica de Belo Monte. A primeira, que também recebeu empréstimo de R$ 2,6 bilhões do BNDES, começou a operar em dezembro do ano passado. 

O segundo linhão está em construção pela Xingu Rio Transmissora de Energia S.A. (XRTE), empresa controlada pelo grupo chinês State Grid. A empresa que opera a primeira linha, a Belo Monte Transmissora de Energia, também tem participação do grupo chinês. Embora a XRTE ainda trabalhe com o prazo de conclusão previsto no edital, a construção do novo linhão precisa passar por terras da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, pertencente ao banqueiro Daniel Dantas que tem resistido a dar autorização de passagem. A questão foi parar no Judiciário. 

A segunda linha de Belo Monte terá 2,5 mil km, entre Altamira e Nova Iguaçu, mais do que os 2,1 mil km da primeira linha. O linhão atravessará 79 municípios de Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo o BNDES, o empréstimo anunciado ontem representa 61% dos investimentos totais do projeto, de R$ 8,5 bilhões. Fonte: O Estado de S. Paulo.

Nota do Ver-o-Fato

Essa notícia do Estadão remete os paraenses à seguinte reflexão: nós sustentamos o Brasil com energia limpa, produzida por duas imensas hidrelétricas - Tucuruí e Belo Monte, as maiores genuinamente nacionais -, mas pagamos a energia elétrica mais cara do país. Um verdadeiro assalto ao bolso de todos.

Ou somos muito burros, ou nossa classe política vive a comer abio, porque nos deixa sem uma política de compensação pelo que produzimos para sustentar os parques industriais e as residências dos brasileiros.

Quando isso vai mudar? 


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