VER-O-FATO: Maioria das estatais é ineficiente e serve de cabide de emprego para políticos

sábado, 3 de novembro de 2018

Maioria das estatais é ineficiente e serve de cabide de emprego para políticos

É preciso repensar a existência de muitas empresas estatais que, no Brasil, servem de moeda política em troca de apoio ao governo. A maioria é ineficiente e abriga verdadeiros cabides de emprego, com altos salários. Falar em privatização, porém, é mexer em casa de marimbondos. Contudo, não está na hora de enxugar essa máquina paquidérmica, sustentada pelo dinheiro dos contribuintes?

Em relação aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), criada em 1961 para substituir a Organização Europeia, o Brasil é o que tem o maior número de estatais. São 418 empresas controladas direta ou indiretamente pela União, Estados e municípios. 

Juntas, segundo matéria do jornal "O Estado de São Paulo", essas companhias empregam mais de 800 mil pessoas — 500 mil apenas do governo federal. Nos últimos 5 anos, essas estatais geraram mais custos do que retorno financeiro para a União, segundo levantamento do Tesouro Nacional. Os gastos foram de R$ 122 bilhões e o retorno foi de R$ 89 bilhões. 


O Tesouro Nacional informou ainda que as cinco principais estatais federais (BB, BNDES, Caixa, Eletrobras e Petrobras) respondem, em média, por mais de 90% do resultado das estatais federais nos últimos cinco anos.

Segundo o relatório do Tesouro Nacional, 18 estatais, que empregam 73,5 mil funcionários, são dependentes de recursos do governo. Em 10 delas, a necessidade de recursos da União está acima de 90%. No total, a subvenção do Tesouro em 2017 para essas empresas foi de R$ 14,6 bilhões. 

Para especialistas, não há uma solução única para todas as empresas estatais. Algumas seriam cobiçadas pela iniciativa privada, como é o caso de Banco do Brasil, Caixa, Petrobrás e Eletrobrás. Mas há também uma série de companhias dependentes da União, que não geram receita suficiente para bancar a operação nem têm função social, com interesse coletivo ou imperativo de segurança nacional, afirma Holland. 

“Não faz sentido, por exemplo, privatizar a Conab, que faz política pública de distribuição e escoamento da safra”, diz ele. Por outro lado, completa o economista, há um leque enorme de empresas que poderiam ser vendidas e que não têm mais motivo para ficar sob o controle estatal. Os Correios e a Infraero estão entre elas.  

Para a economista e advogada Elena Landau, conhecida por ter coordenado o programa de privatizações do governo FHC nos anos 1990, há pouca coisa que não pode ser privatizada no País. Ela critica o discurso do governo de deixar de fora empresas estratégicas. 

“Não existe o que é ou não estratégico. Isso embute uma questão ideológica”, diz ela, que decretaria o fim de empresas como Telebrás, Valec e Casa da Moeda se estivesse no comando. 

Mas ela alerta: liquidar empresas também exige cuidado e custa dinheiro. “É preciso de uma lei específica para lidar com questões decorrentes dessa decisão, como a situação dos empregados. Como fica isso se eles não podem ser demitidos?” 

2 comentários:

  1. Esse é o plano da área econômica do presidente facista , privatizar todas as estatais, afinal foi a toa que eles apoiariam o facista, os Cirreios é uma empresa secular de relevantes serviços para nação,agora por absoluta incompetência do atual presidente da estatal, desse governo golpista.
    Mas o povo vai reagir contra essa política de privatização do facista.

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  2. tá 'revoltado', agora vá arrumar o seu quarto...

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