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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lava Jato: engenheiro de confiança da Odebrecht confirma à Justiça que setor de propinas pagou reforma do "sítio de Lula"

Emyr Júnior: "Odebrecht não deveria aparecer na obra"


O engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior, homem de confiança da direção do Grupo Odebrecht, confirmou à Justiça Federal, ontem, que a empreiteira executou a reforma do sítio de Atibaia (SP), que a Operação Lava Jato diz ser propriedade oculta de Luiz Inácio Lula da Silva, e que os recursos saíram do caixa do Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propinas da empresa.

Emyr é um dos 77 delatores da Odebrecht, que teve o maior acordo de colaboração da Lava Jato, homologado em janeiro de 2017. Ele já havia confessado ter sido escalado com engenheiro de confiança da empresa para executar a reforma do “sítio de Lula” e indicou como foi operacionalizada a obra, com pagamentos feitos via ex-segurança de Lula, Rogério Pimentel, com valores recebidos do setor de propinas.

O engenheiro foi o primeiro réu do processo do sítio de Atibaia a ser ouvido pela juíza federal Gabriela Hardt, que substitui o titular da 13.ª Vara Federal, Sérgio Moro, que está de saída para assumir o Ministério da Justiça, no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O ex-presidente será ouvido na próxima semana, no dia 14 – o petista está preso desde o dia 7 de abril, condenado a 12 anos e um mês no caso do triplex do Guarujá (SP).

Emyr detalhou à juíza da Lava Jato um suposto encontro que teve com o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, três meses após o término da obra do sítio para que a reforma fosse regularizada formalmente. A Odebrecht não deveria aparecer no negócio.

“Fui lá instruído para poder encontrar uma forma de regularizar a obra para que não parecesse que a Odebrecht tinha feito a obra e que constasse que o senhor (Fernando) Bittar tivesse feito”, afirmou o engenheiro.

Nesse processo, Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusado de ter recebido mais de R$ 1 milhão em propinas da Odebrecht, OAS e da Schahin na reforma da propriedade – que está registrada em nome de dois sócios e amigos dos filhos do ex-presidente.

Emyr explicou que a Odebrecht construiu uma casa para os seguranças do ex-presidente, terminou quatro suítes do imóvel, reformou a piscina, que tinha vazamento, fez uma sauna, um alambrado do gramado do campo de futebol do sítio, e ainda ficou se fazer uma ampliação do lago e uma quadra de tênis que seria posteriormente executada.

O engenheiro disse que recebeu dinheiro do Setor de Operações Estruturadas e entregava em envelopes para o funcionário Frederico Barbosa que fazia o repasse para o segurança de Lula, que era quem ia até os fornecedores de materiais para a construção pagar.

O engenheiro disse que o esquema era para ocultar a Odebrecht nas obras, que deveria ser entregues rapidamente para que o ex-presidente pudesse usar o sítio assim que deixasse a Presidência – Lula foi presidente até dezembro de 2010, ano em que o sítio foi comprado. Fontes: Estadão e O Globo.

2 comentários:

  1. blogueiro fala também do filho do Simão Jatene,do Zenaldo e principalmente desse Judiciário mergulhado na impunidade.

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  2. Certa vez li que temos a justiça,que considerada uma das mais carad do mundo, porém de péssima e eficiência e de baixíssima reputação

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