VER-O-FATO: Dona do lixão de Marituba cobra R$ 12 milhões de prefeituras e anuncia que vai encerrar atividades

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Dona do lixão de Marituba cobra R$ 12 milhões de prefeituras e anuncia que vai encerrar atividades

Esse lixão envenenou Marituba e empresa agora diz que vai embora


A empresa Guamá Resíduos Sólidos, responsável pelo aterro sanitário de Marituba, anunciou nesta quinta-feira (29), que vai encerrar as atividades em maio de 2019. Um documento foi protocolo junto no Ministério Público do Estado (MPPA), informando sobre a inadimplência das prefeituras de Belém e Ananindeua que totalizariam valores que chegam a R$ 12,5 milhões.


A empresa explica que em junho de 2015, devido a situação emergencial que fechou o Lixão do Aurá, um contrato foi firmado pelo período de apenas seis meses, com preço provisório de R$ 60,00 por tonelada de lixo recolhida, para atender a restrição orçamentária da prefeitura municipal de Belém naquele exercício. O mesmo ocorreu com Ananindeua. Além dos contratos com as Prefeituras de Belém e de Ananindeua, foi também firmado contrato com a prefeitura de Marituba, que concedeu gratuidade para disposição de resíduos durante um determinado período.

Ao longo do segundo semestre de 2015, foram desenvolvidas tratativas com as prefeituras de buscando contratos de longo prazo. O valor abaixo do que foi solicitado se manteve até o primeiro semestre de 2016. Desde então, foram realizadas diversas reuniões entre técnicos e gestores da Guamá e das prefeituras sem acordo sobre o reajuste na remuneração dos serviços.

Atualmente a empresa é remunerada com um valor de R$ 65,33 por tonelada o que, segundo ela, não cobre os custos da atividade. A Guamá informou que o valor pago pelas prefeituras deveria ser de R$ 114,20 por tonelada.

Reunião para análise de pedido

Em nota, o Ministério Público do Pará (MPPA) disse que está analisando o documento protocolado e que fará uma reunião na próxima segunda-feira (3) , com as prefeituras da região metropolitana de Belém para tratar do assunto.

A prefeitura de Ananindeua informou que tomou conhecimento hoje da decisão da empresa sobre o possível rompimento de contrato, e disse que vai continuar honrando com todos os compromissos até que o valor total seja liquidado. A prefeitura de Ananindeua informou também que a empresa Guamá resíduos sólidos solicitou um aumento não justificável, que considerou abusivo e ilegal, por isso, a prefeitura ajuizou uma ação na Justiça e aguarda um posicionamento para que ambas as partes possam dialogar e entrarem num acordo.

A prefeitura de Marituba disse que o prefeito e o secretário municipal de meio ambiente estão em reunião discutindo a situação.

A prefeitura de Belém disse que, até o momento, não foi comunicada oficialmente sobre encerramento das atividades do aterro sanitário de Marituba. Fonte: G1 Pará.

2 comentários:

  1. Tanto o Pioneiro quanto o zenada estão dando um de joao sem braço,devem e querem pagar quando puderem, são esses assuntos que tanto o Ministério Público Estadual quanto a imprensa deveriam cobrar desses prefeitos caloteiros.Criticar a forma de como o aterro sanitário foi colocado a imprensa tem sim que criticar ,mas esse ministério público do Pará é simplesmente uma piada!

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  2. Lixeira vai aparecer se o Helder não ceder as pressões da tucanalha prá nomear um Cel. amigo do superintendente atual e do colega de farda André Luíz, primo da mulher do governador. Aí voces vão ver o rombo. FORA TUCANALHA.

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