VER-O-FATO: Corrupção em 10 prefeituras do Pará desviou R$ 40 milhões da saúde e educação: PF desbarata quadrilha

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Corrupção em 10 prefeituras do Pará desviou R$ 40 milhões da saúde e educação: PF desbarata quadrilha



Ladrões de merenda escolar que montam empresas "fantasmas" para desviar dinheiro público. Fraudes grotescas em licitações onde vencedores e perdedores combinam quem vai se dar bem hoje para, amanhã e depois, todos ganharem um bom dinheiro. Envolvimento até o pescoço de servidores públicos que ocupam cargos importantes não para servir ao público, mas para se servir do público.

No Brasil, especialmente no Pará, não faltam esses e outros ingredientes a movimentar poderosa máquina de corrupção que só traz infelicidade e desgraça a milhões de pessoas. Ainda bem que nem tudo são flores para esses criminosos. Sobretudo quando alcançados pela mão pesada da polícia e da Justiça.

Na manhã desta sexta-feira, por exemplo, a Polícia Federal realizou operação para combater uma quadrilha suspeita de envolvimento com fraudes de licitações em prefeituras do interior paraense. De acordo com a PF, o prejuízo pode chegar a R$ 40 milhões em recursos desviados do Sistema Único de Saúde (SUS) e de programas como o Fundo de Manutenção da Educação Básica. 

Os agentes cumpriram nove mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, sendo 20 em casas e empresas investigadas, e 10 nas prefeituras de Cachoeira do Piriá, São Caetano de Odivelas, Ipixuna do Pará, Mãe do Rio, Marituba, Ourém, Santa Maria do Pará, São Miguel do Guamá, Viseu e Marapanim. 

De acordo com as investigações, Felipe Barbalho, primo do governador eleito do Pará, Helder Barbalho, e o deputado federal eleito Cristiano Vale (PR-PA), irmão do vice-governador eleito Lúcio Vale, figuram entre os alvos. Os investigados responderão por associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, fraude ao caráter competitivo dos procedimentos licitatórios, dispensa ou inexigibilidade indevida de licitação e lavagem de dinheiro. 

Segundo as investigações, os suspeitos de participação no esquema criminoso usavam empresas de fachada para participar de processos de licitação, oferecendo produtos que não eram entregues às prefeituras.  

Quem tiver  roupa suja no quaradouro que se explique.  (Do Ver-o-Fato, com informações da Polícia Federal do Pará)

6 comentários:

  1. Carlos Mendes a solução é punir, de forma exemplar, rigorosa. Ri-go-ro-sa. Só isso! O resto é enganação, pura, genuína...

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  2. Tem que investigar outras prefeituras no Pará. Ex: Quatipuru, Primavera, entre outras.

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  3. Essas ações eram para terem sido feitas na prefeitura de Belém e no governo do Estado,se não tivéssemos um ministério público inoperante que finge que está tudo bem com o governador e o prefeito Tucanalha.

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  4. O roubo está apenas começando, com a chegada do Helder ao poder essas notícias serão frequentes.

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    1. É mesmo adorador de Tucanalha, ainda não aceitou a derrota do candidato fantoche do governador?Vai um cobsecon aceita que dói menos!

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