VER-O-FATO: 30 que trabalharam na campanha de Paulo Rocha ao governo tomaram calote: senador diz que divida é do PT

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

30 que trabalharam na campanha de Paulo Rocha ao governo tomaram calote: senador diz que divida é do PT


A dívida de campanha não trará paz enquanto não for paga


O senador Paulo Rocha, que ficou em terceiro lugar nas últimas eleições ao governo do Pará, não pagou a última parcela aos cerca de 30 profissionais, entre jornalistas, publicitários e técnicos, que trabalharam nos programas eleitorais de rádio, TV, rede social e mídia impressa do candidato. 


Com recursos do Fundo Partidário, que deveriam ser utilizados para honrar esses compromissos de campanha, o candidato pagou 80% do valor total, que chega a aproximadamente R$ 1 milhão. Esse pagamento foi feito semanalmente em parcelas. Mas não pagou os 20% restantes, que chegam a quase R$ 200 mil.

“Temos contas para pagar, como aluguel, conta de luz e despesas básicas como alimentação e locomoção diária e contávamos com esse dinheiro, mas agora não nos resta senão denunciar porque não é fácil você se dedicar, trabalhar o dia inteiro, abrindo mão da família e da própria vida para no final ficar sem receber”, desabafa uma das profissionais que trabalharam no programa de TV do candidato Paulo Rocha, que não quis se identificar para não sofrer retaliações.

“Nossa dedicação foi muito grande e trabalhamos para receber tudo. Deixamos nossos filhos e nossa casa pra mergulhar nessa campanha. Estamos decepcionados com o candidato que sempre prega a ética e a honestidade”, reclamou outra profissional.

Caso não recebam pelas vias normais, os profissionais vão ajuizar ação no Tribunal Regional do Trabalho e vão cobrar juros e multas do Partido dos Trabalhadores e do candidato Paulo Rocha. 


Fala o senador

Segundo a assessoria de Paulo Rocha, a informação sobre a dívida de campanha não chegou ao conhecimento dele, menos ainda de seus assessores. E mais: os assuntos relacionados a contratos trabalhistas é de competência do Partido dos Trabalhadores (PT) e não do candidato.

O PT ainda não se manifestou sobre o débito de campanha.
 

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