VER-O-FATO: Na TV, Haddad culpa Bolsonaro por "onda de violência"; e Bolsonaro chama Haddad de "bonequinho do Lula"

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Na TV, Haddad culpa Bolsonaro por "onda de violência"; e Bolsonaro chama Haddad de "bonequinho do Lula"



Na estreia do horário eleitoral gratuito na televisão neste segundo turno, os candidatos à Presidência Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) atacaram um ao outro. O primeiro cita os casos de agressões e violência de eleitores do Bolsonaro; enquanto o segundo cita Cuba e Venezuela, insiste nas críticas ao PT, e, em determinado trecho, faz-se um paralelo entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, e “chefes do tráfico”.


Cada bloco de 10 minutos é dividido igualmente entre os dois presidenciáveis. O programa de Haddad começa com uma narradora anunciando que uma “onda de violência tomou conta do Brasil” e conta os casos que apareceram durante a semana, como o assassinato do mestre de capoeira na Bahia, eleitor petista. “Este é o Brasil de Bolsonaro. Se a violência já chegou neste nível, imagina se ele fosse presidente”, diz a narradora. Em seguida, aparece Haddad dizendo que quer “um País de paz” e que “a nossa luta (de sua campanha) é por democracia, que é e sempre será o melhor caminho”.  

O ex-ministro também tenta se descolar do sentimento antipetista, quando diz que “essa campanha não é de um partido, é de todos que querem mudar pra melhor nosso País”. O programa já incorporou as cores verde e amarelo e não se diz mais que “Haddad é Lula”.
 A figura do ex-presidente só aparece em discurso elogioso ao ex-prefeito, quando diz que  “em 500 anos de Brasil, nunca tivemos alguém com a capacidade do Haddad para fazer o que foi feito pra educação neste País”. 

O programa do PSL tenta capitalizar ao máximo o sentimento antipetista. Na narração, frases como “vermelho jamais foi a cor da esperança, é sinal de alerta para o que não queremos no País” e “PT nunca mais”.  

O programa compara ainda o Brasil com Venezuela e Cuba, e cita a criação do Foro de São Paulo como “a semente de um projeto de doutrinação” que, de acordo com ele, mostra suas consequências 20 anos depois.  

Em depoimentos de apoiadores, aparecerem são feitas duras críticas Haddad e a Lula, que é chamado de presidiário e chega a ser comparado com chefe de tráfico. "A maioria dos chefes do tráfico comanda o morro através da prisão. Haddad vai ser só um bonequinho e o Lula vai ser o cabeça de tudo", diz um apoiador. "Acho um absurdo um presidiário, que se está preso, é tão bandido quanto qualquer outro", afirma uma apoiadora. 

O vídeo também “apresenta” Bolsonaro, que teve cerca de dez segundos de tempo de televisão no primeiro turno. Fala de sua carreira militar, como congressista e também de sua vida pessoal.  

Com a filha

Criticado por já ter dito que sua única filha, de cinco, ter sido resultado de “uma fraquejada”, o candidato aparece no vídeo exaltando a menina. “Precisamos de políticos honestos e patriotas e de um governo que saia do cangote da classe produtora”, afirma Bolsonaro.  

Uma diferença entre os dois programas é que o de Bolsonaro não apresentou nenhuma proposta de seu programa de governo. No final do programa petista, foi prometido a retomada de obras e um ensino médio federal, entre outras coisas. Haddad também tenta dialogar com quem votou no primeiro turno em outros nomes, enquanto o candidato do PSL não.

“Este é o Brasil de Bolsonaro. Se a violência já chegou neste nível, imagina se ele fosse presidente”, diz a narradora. Em seguida, aparece Haddad dizendo que quer “um País de paz” e que “a nossa luta (de sua campanha) é por democracia, que é e sempre será o melhor caminho”.  Do Ver-o-Fato, com informações do Estadão e Folha.

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