sábado, 6 de outubro de 2018

Ibama autoriza Hydro a usar filtro prensa em bacia: acabou desculpa para fechar planta industrial

A autorização foi concedida ontem pelo Ibama à empresa
Acabou a desculpa da Norks Hydro para paralisar suas atividades, a menos que esteja, como se desconfia, tentando fazer chantagem sobre o judiciário paraense, que mantém o embargo de metade da produção de alumina da empresa. 

Enquanto os empregados faziam manifestação, ontem, pelas ruas de Barcarena, temerosos de demissões em massa, como antecipou a empresa, a refinaria de  alumina Alunorte, da Hydro, foi autorizada, em caráter excepcional, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a utilizar sua moderna tecnologia de filtro prensa no processamento de resíduos de bauxita, o que estenderá a vida útil da área de disposição de resíduos de bauxita DRS1 e permitirá que a Alunorte continue suas operações de forma segura.


Em nota no site da empresa, a Hydro diz que após a decisão do Ibama, a Alunorte trabalhará com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), para obter autorização para uso do filtro prensa no DRS1. Este filtro gera resíduos empilháveis com consideravelmente menos conteúdo de água do que o filtro de tambor. Depois de receber essa autorização, a Alunorte poderá reiniciar a operação com 50% da capacidade.

“Estamos prontos para voltar a operar e agradecemos todo o apoio que temos recebido das autoridades e da sociedade. Estamos fazendo todos os esforços para retomar a operação, enquanto mantemos nosso diálogo com as autoridades para retomar a produção total”, disse John Thuestad, vice-presidente executivo da área de negócios de Bauxita e Alumina da Hydro.

Thuestad acrescentou que a retomada de 50% da produção da Alunorte também permitirá que a mina de bauxita de Paragominas e que a fábrica de alumínio primário Albras continuem operando com metade da capacidade, em vez serem totalmente desligadas em consequência da desativação da Alunorte.

Chega de crimes

O Ver-o-Fato chama a atenção para uma declaração reiterada de diretores noruegueses da Hydro: "viemos para ficar no Pará". Essa declaração seria bem-vinda, como instrumento de geração de progresso e desenvolvimento para o Pará, se na prática não soasse como ameaça, diante dos reiterados crimes ambientais e sociais praticados contra nosso estado e seu povo.

A Hydro não engana a ninguém por aqui. Ou ela corrige seus erros, deixa de subestimar as autoridades, pintar o sete em cima de governo fraco, ou não terá vida longa por essas bandas.

Estamos de olho !


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