quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Time do Paysandu é a cara da diretoria: fraco e medíocre. Só a torcida pode evitar o pior


Torcedores do Paysandu, após mais uma derrota na Série B, postam nas redes sociais sua revolta contra a atual diretoria da clube, tida como fraca, que nada entende de futebol, e que faz uma das piores gestões dos últimos anos. 

De fato, desde quando importou um diretor de futebol ligado a empresários e deu a ele "carta branca" para contratar atletas ruins, "bichados", sem garra  ou qualquer identidade com a história vitoriosa do clube e sua fanática torcida, essa diretoria começou a cavar a sepultura do rebaixamento à Série C, onde já chafurda o maior rival.

Não é possível tamanha demonstração de falta de visão técnica nas contratações de 56 jogadores pelo tal diretor - que felizmente já saiu - sem que a diretoria tomasse qualquer providência para impedir a sucessão de derrotas e vexames, dentro e fora de casa.

O que se vê hoje, depois de mais uma derrota - para o São Bento, em Sorocaba - é um time sem nenhuma capacidade de reação, perdido em campo, transformado em saco de pancadas. Ainda faltam 13 rodadas, mas a cada nova partida o que se percebe é o Papão caminhando na direção do abismo, sempre disposto a dar mais um passo à frente. Parece compulsão para a desgraça.

A diretoria assiste a tudo com inacreditável passividade. Não contrata nenhum jogador que traga ânimo à Curuzu e aos torcedores. Por falar nisso, cabe a pergunta: a torcida deve ainda apoiar esse time? Para que esses atletas defendam pelo menos a honra do clube, seus próprios nomes e não saiam daqui mais desacreditados do que chegaram, a resposta é sim.

Um novo treinador foi contratado. Espera-se que na sexta-feira, contra o Avaí, na Curuzu, haja mudanças. Mas quais mudanças, se não temos qualidade, seja dentro de campo ou no banco de reservas? Não importa, alguma coisa para mexer com os brios desses jogadores precisa ser feita. Falta atitude e cobrança da diretoria, principalmente.

Vamos chamar o "Sobrenatural de Almeida", personagem do qual o escritor Nelson Rodrigues tanto falava quando algum fato imponderável acontecia em jogos do clube dele, o Fluminense, salvando-o de uma derrota iminente.

Quem sabe um chá de vergonha na cara desses atletas, para começar. E da própria diretoria, embevecida pelo torpor da mediocridade administrativa.

Avante, Papão. Tu és maior do que todos eles. 

Um comentário:

  1. Se essa equipe de dirigentes incompetentes do paysandú é chamada de "novos rumos" melhor seria voltar-mos aos "velhos rumos".

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