sábado, 29 de setembro de 2018

Servidores fazem lavagem simbólica da calçada do Detran e cobram ações para 22 denúncias de corrupção feitas ao MP


Haja sabão e detergente para lavar a corrupção que impera no órgão


Os servidores do Detran mandaram ontem mais um alerta à sociedade sobre a situação do órgão público, verdadeira máquina de corrupção - e não é de hoje, sejamos claros e justos, embora seus efeitos tenham sido mais perversos nas gestões do PSDB. Com vassouras, água e detergente, cerca de 100 trabalhadores, em mais um protesto por melhores condições salariais e de trabalho, promoveram a lavagem da calçada da sede central da autarquia, na avenida Augusto Montenegro.


A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Trânsito do Estado do Pará (Sindtran-Pa), fez parte de um dia de paralisação das atividades administrativas do órgão, que envolveu 400 trabalhadores em todo o estado, dos mais de 1.300 que fazem parte do quadro. A maioria não aderiu à paralisação por entender que isso iria prejudicar os serviços prestados ao público, que em última análise não tem culpa pelo descaso com o qual a direção do Detran trata as reivindicações da categoria.  

O ato de protesto decretou o encerramento da campanha salarial que começou em fevereiro. O ponto mais importante, durante todo esse período, foi uma greve que durou 29 dias, além de outras paralisações de advertência e três tentativas de conciliação na justiça estadual. 

Segundo o presidente do Sindtran, Élison Oliveira, a greve só não foi retomada porque o governo de Simão Jatene está no fim: "entendemos que (nova greve) seria dar murro em ponta de faca, pois o governo permanece intransigente e insensível à crescente violência que atinge o povo do nosso estado devido ao baixo investimento em melhorias no Detran, especialmente em educação para o trânsito, fiscalização e infraestrutura pública", declarou Oliveira.

A luta é centralizada na busca de avanços salariais, incluindo a reposição de perdas históricas. Mas não foi só isso: o movimento coordenado pelo Sindtran buscou infraestrutura para o Detran na capital e no interior do estado, bem como cobrou o fim da terceirização de serviços, que consomem R$ 400 milhões do orçamento do Detran, e a realização de concurso público para o preenchimento de 800 cargos vagos na autarquia. 

No caso da corrupção que varre o órgão, o Sindtran formalizou junto ao Ministério Público do Estado do Pará o total de 22 pedidos de investigação de irregularidades e improbidades administrativas no Detran, além de ter realizado quatro atos públicos para cobrar a agilidade nas investigações.

Dinheiro pelo ralo

Enquanto o Detran desperdiça recursos com contratos de terceirização de serviços, esse que é o segundo maior órgão arrecadador do estado, sofre a precariedade dos serviços prestados à população. Sem investimentos, a violência no trânsito no Estado do Pará cresce.

De acordo com Oliveira, de janeiro a junho deste ano foram registradas 852 mortes e 4.621 casos de invalidez permanente resultantes de acidentes de trânsito, de acordo com dados oficiais da Seguradora Líder, responsável pela administração do seguro Dpvat. "Esse número de mortes é 45% superior ao registrado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária no mesmo período em 2015, sendo que houve 1.060 mortes nos 12 meses daquele ano", destaca o líder sindical.

Por fim, ele enfatiza que a categoria continua unida e convencida que só com organização e luta é possível reverter o quadro negativo em nosso estado. "Entre os maiores prejuízos sociais causados ao estado pela má gestão no Detran está a elevada inadimplência de veículos, que atinge mais da metade da frota do estado. Toda a sociedade perde com isso", resume.

4 comentários:

  1. Duvido que o inoperante Mp paraense fará algo para apurar essas 22 denúncias! O jateve manda e desmanda lá infelizmente!

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    1. Concordo com você anônimo!Como um procurador geral que é escolhido pelo governador,voce ainda confia Carlos Mendes, que ele vai autorizar dessas 22 denúncias contra o seu criador?Ora bolas enquanto não mudar o processo de seleção do procurador-geral do Pará,essas atitudes sempre acontecerão.

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  2. É o mesmo tipo de gente que vota no PT e nos Barbalhos.

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  3. Falta de ter o que fazer, deveriam estar trabalhando, limpando suas mesas, onde descansam inúmeros processos para atender bem ao povo que paga impostos sem jamais ter sido indagado se concorda ou não e se vê obrigado a pagar seus salários todo fim de mês. Trabalhem bem para que eu e a população reconheçamos como justas suas reivindicações.

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