domingo, 30 de setembro de 2018

Segundo turno é outra eleição, mas institutos insistem em tentar manipular o eleitor

Uma das maiores manipulações que se faz na vontade do eleitor, induzindo-o a cair no chamado voto útil, é projetar um possível vencedor de eleição no segundo turno, quando a eleição no primeiro turno sequer ainda foi realizada.


Grandes institutos de pesquisa, como Ibope e Datafolha, fazem isso até com certa desfaçatez. Pior é que ninguém os questiona. Jornalistas experientes caem nessa ratoeira e danam-se a divagar a toda hora sobre números apresentados por esses e outros institutos sem que observem que essa manipulação remete para candidatos com mais chances na corrida eleitoral.

Ora, segundo turno, como demonstram inúmeros exemplos de viradas de candidatos que chegaram sem chances e acabaram por sair vitoriosos, é outra eleição, inclusive na equidade de tempo para campanha na televisão e no rádio.

As coligações se desfazem, as cúpulas dos partidos perdedores declaram quem apoiam - ordem nem sempre seguida pelos seus eleitores - ou liberam os simpatizantes para votar como bem entender. É nessa hora que a polarização se torna contundente e definitiva.

Para o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, em entrevista à revista Época desta semana, os levantamentos feitos com grande antecedência "estimulam o voto nos candidatos mais competitivos – e não necessariamente nos melhores". Além disso, observa, o resultado da primeira pesquisa sobre o segundo turno, divulgada assim que acaba o primeiro, costuma ser diferente daquelas divulgadas até o primeiro turno.

"Quem arranca melhor no finalzinho do primeiro turno costuma sair na frente nas pesquisas do segundo. Isso ocorreu na eleição passada. Em 2014, Aécio Neves (PSDB) teve uma arrancada importante. Passou a Marina Silva (então PSB), chegou ao segundo turno e, na sequência, ficou na frente nas primeiras pesquisas", explica Hidalgo.

Só que as simulações de segundo turno – feitas ainda no período do primeiro turno – apontavam Dilma Rousseff na frente. Dessa forma, entende o pesquisador, deveria haver restrições na divulgação de simulações de segundo turno. "Defendo que a primeira divulgação só ocorra a poucas horas da realização do primeiro turno", diz ele.

Os candidatos usam as simulações de segundo para tentar conquistar o voto com base nessas projeções. Por que isso acontece? Hidalgo salienta que os candidatos lançam mão dessas pesquisas como instrumento de marketing para a campanha. Um determinado candidato tenta induzir o voto nele para eliminar os candidatos que talvez o eleitor não queira ver eleito. Vira uma eleição de exclusão. Dessa forma, a qualidade da candidatura fica em segundo plano.

Perguntado se acredita que a medição feita nas pesquisas sobre quem deverá ganhar a eleição também tem peso sobre o eleitor, Hidalgo respondeu que isso influencia no voto útil, assim como as simulações de segundo turno. "Infelizmente ainda há uma pequena parcela da população que vota em quem acha que ganhará as eleições.

Sobre quem ganhará as eleições presidenciais deste ano, ele disse que será aquele que tiver a menor rejeição. E citou o segundo turno de 2014. A rejeição a Dilma Rousseff era alta. Mas a do Aécio cresceu muito no segundo turno. Até o primeiro turno ele não era favorito.

"Falando dessas eleições, a rejeição a Jairo Bolsonaro (candidato do PSL) é grande. A rejeição a Fernando Haddad (PT) é menor. Mas a do Haddad crescerá com certeza. O fato de ele ser candidato há pouco tempo o poupou de uma rejeição maior".

8 comentários:

  1. Esse nedme episódio está acontecendo aqui no Pará,onde os Tucanalhas,com a ajuda do grupo Marajora do puxa saco do do pior governador do Estado do Pará dos últimos tempos chamado Jateve,o tal do amigo do povo,Carlos Santos, que tenta usar o Tal do instituto Doxa, que já foi denunciado por leitores desse blog, que manipulam as informações, para beneficiar o Grupo Marajoara que paga todas as pesquisas desse instituto Doxa.Tentando desacreditar o IBOPE, que vejam bem é contratado pela Tv liberal que nas suas pesquisas feitas ate o momento apontam que HeldeH vencerá no primeiro turno.Sr fosse contratado pela RBA, a mídia parcial do Pará, pediria até prender o dono do Ibope e da RBA.O povo sabe que a maioria da imprensa da capital, além de jornalistas e blogueiros nan querem que Hélder vença essas eleições,mas o povo vai elegê-lo se nan for no primeiro turno será com ampla maioria no segundo turno.

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  2. A doxa é o único instituto de pesquisa que vem acertando os últimos resultados das eleições no Pará. Já o IBOPE que tem como dono Carlos Augusto Montenegro ex-presidente do Botafogo do Rio de Janeiro é um flp, sanguessuga, corrupto que vende até a mãe por dinheiro.
    O IBOPE e o DATAFOLHA vendem pesquisas e manipulam as eleições induzindo eleitores a votar no mais bem posicionado.
    Se a pesquisa do IBOPE for verídica, Helder Barbalho ganha no primeiro turno.
    Vamos conferir.

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  3. Kkkk...se o Barbalho filhote não ganhar no 1° turno, tá fora! Em outras palavras: vai levar farelo, ou sal! Kķkk....
    Eleição no Pará é circo...

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    1. Não adianta confiar ma máfia do teu pai Jateve, rucamimho de bico quebrado. A peia agora vai ser de gamgo de cuieira!

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  4. 2° turno Paulo Rocha e Helder Barbalho perde por 3% de diferencia

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  5. 1° Turno Marcio Miranda,fica na lanterna,perdendo para Carneiro do Psol

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  6. Indubitavelmente,a rejeição de Hadad aumentará, mas é um equívoco ou parcialidade achar que a de Bolsonaro não e, como esta já está beirando os 50% apenas no 1o turno, o bicho pega.Com seu vice falando um monte de baboseiras e, em vitude do protagonismo dos vices no Brasil, isso será explorado no 2o turno. Ademais, no 2o turno pesará também a questão do estupro.

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  7. Uma coisa é certa haverá 2o turno para presidente do país. E o Haddad só não ganhará no 2o turno, se o Bolsonaro renunciar. Quanto a vcs aí no Pará , os eleitores sempre deixam para decidir o governo no 2o tempo. Se não falha a memória, desde a adoção dos dois turnos, o paraense sempre levou o jogo pro 2o turno, não é mesmo?

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