sábado, 15 de setembro de 2018

Haddad: um poste em curto-circuito

Haddad, no "Jornal Nacional": dificuldades para admitir erros


Não é que a Globo, no "Jornal Nacional",  seja ruim de entrevista e seus jornalistas falem mais do que o entrevistado. Isso aconteceu com Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmim, Henrique Meirelles e Jair Bolsonaro, além de outros. O problema de Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, é que ele é muito ruim de resposta.
Haddad se enrola todo, nada explica, não convence e ainda culpa os outros, até o povo, quando o PT é questionado a fazer a autocrítica que nunca fez sobre a desavergonhada corrupção patrocinada pelos presidentes Lula e Dilma, a dupla que levou o país ao descaminho que vivemos juntamente com o vice deles, Michel Temer.

Lula provou que é ruim de poste. Dilma e Haddad são a prova. Veja, abaixo, a íntegra da entrevista de Fernando Haddad ao "Jornal Nacional":

William Bonner: E vamos, então, receber o candidato do PT, Fernando Haddad, para essa que vai ser a última das nossas entrevistas com os candidatos à Presidência da República. 
 
Renata Vasconcellos: Por favor, candidato. Seja muito bem-vindo, boa noite. 

Fernando Haddad: Obrigado, boa noite. 

William Bonner: Bem-vindo, candidato. Boa noite para o senhor. Vou pedir que o senhor tome esse lugar. Sua cadeira já está aí reservada. E vamos começar então a entrevista. 

William Bonner: Bom, a gente começa sempre com uma introdução para explicar a situação para o público. O Jornal Nacional está iniciando agora esta, como eu disse, que é a última entrevista da nossa série com os principais candidatos à Presidência. Nesta sexta-feira (14), recebendo Fernando Haddad, do PT. Como nós já fizemos com Ciro Gomes, do PDT, Jair Bolsonaro, do PSL, Geraldo Alckmin, do PSDB, e Marina Silva, da Rede, dos dias 27 ao dia 30 de agosto. Haddad passou a ser o candidato do PT à Presidência da República na terça-feira (11) e, com 8% das intenções de votos na última pesquisa do Ibope, ele está entre os cinco primeiros colocados, que é um requisito para ser entrevistado, ao vivo, na bancada do JN. 

Renata Vasconcellos: Nas entrevistas, o JN aborda os temas que marcam cada uma das candidaturas, questiona assuntos polêmicos e trata da viabilidade de alguns pontos dos programas de governo. Na semana que vem, os candidatos mais bem pontuados pela pesquisa Datafolha mais recente, que nós vamos mostrar aqui, também daqui a pouco, também vão estar no Jornal da Globo. 
 
William Bonner: Bom, o tempo total desta entrevista é de 27 minutos e não pode ser ultrapassado porque foi esse o tempo dado a Ciro Gomes, a Jair Bolsonaro, a Geraldo Alckmin e a Marina Silva. Ao fim desse tempo, o candidato ainda vai ter mais um minuto para dizer que Brasil ele quer para o futuro. E o tempo começa a ser contado a partir de agora. Renata. 

Renata Vasconcellos: Candidato, boa noite novamente. 

Fernando Haddad: Boa noite. 

Renata Vasconcellos: O PT, nas duas vezes em que esteve à frente da Presidência da República, com Lula e depois com Dilma, protagonizou os maiores escândalos de corrupção da história recente do país, o Mensalão e o Petrolão, envolvendo R$ 12 bilhões em desvios. Nem Lula, nem Dilma, nem o PT jamais fizeram uma autocrítica. As pesquisas mostram que o eleitor quer um governo honesto. Como é que o senhor vai convencer o eleitor de que a corrupção não vai continuar no novo governo do PT, se não há uma autocrítica? Se não há um pedido de desculpas ao povo brasileiro pelos bilhões desviados por causa da corrupção?

Fernando Haddad: Bom, boa noite Renata, boa noite William, é, boa noite telespectador, boa noite presidente Lula, que milhões de brasileiros gostaríamos de ver nessa cadeira concorrendo à corrida presidencial. Eu divido essa questão da corrupção da seguinte maneira: eu acho que há dois governos possíveis em relação à corrupção. Um governo que fortalece as instituições que combatem a corrupção: Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Ministério Público e Poder Judiciário. E governos que enfraquecem essas instituições. Na minha opinião, os governos do PT foram os que mais fortaleceram as instituições que combatem a corrupção. 

Renata Vasconcellos: Mas de fato, candidato, independentemente… 

Fernando Haddad: E esses… 

Renata Vasconcellos: Desculpe, só com relação a isso... 

Fernando Haddad: Pois, não. 

Renata Vasconcellos: Independentemente de ter fortalecido ou não, o fato é que integrantes do governo do PT foram pegos em atos de corrupção pelos mecanismos de controle anticorrupção. Independentemente de quem os fortaleceu ou não. Isso é fato. Eu volto a repetir, será que uma autocrítica, um pedido de desculpas, um mea culpa mesmo ao povo brasileiro... 

Fernando Haddad: Deixa eu complementar a minha resposta. 

Renata Vasconcellos: Pois, não. 

Fernando Haddad: É. A corrupção na Petrobras, e isso no depoimento de vários delatores, testemunhas e colaboradores, ela data de tempos muito remotos, ela remonta a ditadura militar. E todos foram unânimes em dizer que é de muito tempo. Se você não fortalece os mecanismos de combate à corrupção, você não descobre a corrupção. O papel de um governo é, sem tomar partido, sem proteger amigos, sem perseguir adversários, é fortalecer esses mecanismos. E a própria Polícia Federal, o próprio Ministério Público, reconhecem que os governos petistas foram os que mais apoiaram essas instituições. 

Renata Vasconcellos: Bom, o senhor mencionou a Petrobras, mas é fato. Todas as investigações da Lava Jato apuraram isso e as nomeações de diretores da Petrobras passavam, sim, pelo presidente Lula, pelo então presidente Lula. A gente sabe, inclusive, que Renato Duque era, dentro da Petrobras, segundo a Lava Jato, responsável pela propina do PT. O presidente Lula se encontrou com o Renato Duque no aeroporto de Congonhas para falar sobre as denúncias de corrupção. 

William Bonner: Ele confessou isso, né. 

Fernando Haddad: Renata, deixa eu te explicar como é que funciona o Governo Federal. É muito importante o telespectador entender a complexidade do Governo Federal. O presidente da República, ele escolhe o presidente da empresa, ele escolhe os membros do conselho, a quem ele convida, com participação, inclusive, da iniciativa privada, mas é muito difícil para um presidente se imiscuir em assuntos assim, de cada diretoria. Tanto é, que os diretores da Petrobras não despacham com o presidente da República… 

Renata Vasconcellos: Por que que o presidente Lula se encontrou com Renato Duque no aeroporto de Congonhas? 

Fernando Haddad: Depois de deixar a presidência, em função de um rumor de que o…. 
 
Renata Vasconcellos: Dilma Rousseff era presidente do Conselho de Administração. 

Fernando Haddad: Sim, que afastou Renato Duque quando tomou posse, a partir de um rumor de que ele poderia estar envolvido num esquema de propina. Esses diretores todos já tinham sido afastados. Então, eu não estou aqui querendo dizer que não houve falha na fiscalização da Petrobras, porque o papel de um governo é também, não só… 

William Bonner: Falha de quem, candidato? Desculpe. Falha de quem, para essa corrupção (...) dentro da empresa. 

Fernando Haddad: Deixa eu te responder. A administração pública, ela avançou muito, a administração direta e indireta. As estatais, eu considero que ficaram mais desguarnecidas, mas o fortalecimento dessas instituições desbaratou uma quadrilha que foi posta na cadeia, inclusive os empresários que participaram da corrupção. Esses, infelizmente, já saíram. 

William Bonner: Mas candidato…

Fernando Haddad: Foram muito beneficiados... 

William Bonner: Me permita fazer uma observação importante. 

Fernando Haddad: Foram muito beneficiados pela lei que permitiu que, às vezes, uma delação acompanhada sem provas, pudesse gerar um benefício, a ponto de um corruptor confesso já estar gozando da liberdade e do seu patrimônio. 

William Bonner: Candidato, vamos colocar as coisas nos seus devidos lugares? O senhor já disse, em entrevistas anteriores, que o que aconteceu em relação à corrupção foram atos de indivíduos, e não do Partido dos Trabalhadores como organização. O Ministério Público tende a discordar dessa sua afirmação porque, no levantamento do próprio Ministério Público, quando a gente olha aqui a lista, a gente vê entre presos, condenados, investigados e réus na Lava Jato, o que é que tem do PT? Tem dois ex-presidentes da República, Lula e Dilma, tem 11 ex-ministros. Desses 11 ex-ministros, tem dois ex-ministros da Fazenda, Guido Mantega e Antonio Palocci. Tem quatro ex-presidentes do Partido dos Trabalhadores, eu posso nomeá-los, se o senhor preferir, e tem três tesoureiros. Ou seja, os procuradores, diante desses... dessa situação, eles dizem o seguinte: não havia ali atos isolados. O que havia ali era uma situação sistêmica, organizada. Eu gostaria de saber como é que o senhor se contrapõe a essa evidência? 

Fernando Haddad: Olha, na verdade, o financiamento empresarial de campanhas criou uma série de brechas que permitiram a pessoas, algumas tentarem ajudar o partido de forma irregular, e outras enriquecerem pessoalmente. Eu não condeno ninguém por antecipação. Você citou pessoas que já foram, inclusive, excluídas de processos penais. Várias delas. 

William Bonner: Eu citei pessoas que estão presas ou condenadas ou que são rés ou que foram investigadas, estão sob investigação. 

Fernando Haddad: Vamos falar de um nome conhecido. 

William Bonner: A ampla maioria, candidato. 

Fernando Haddad: A presidenta Dilma não é ré em nenhuma ação que eu tenha conhecimento. Você tem conhecimento de uma ação? 

William Bonner: Ela é investigada, candidato. Presos, condenados, investigados... 

Fernando Haddad: Não, mas espera aí. Investigados... A Rede Globo é investigada. 

William Bonner: Mas, não. Não é essa a questão, candidato. 

Fernando Haddad: Não, é essa a questão. 

William Bonner: O senhor se apresenta aos eleitores brasileiros como candidato do Partido dos Trabalhadores... 

Fernando Haddad: Mas você condena uma pessoa, uma instituição que é investigada... 

William Bonner: Me permita. 

Fernando Haddad: Pois, não. 

William Bonner: O senhor se apresenta como candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. O Partido dos Trabalhadores tem esta lista imensa de integrantes envolvidos na Lava Jato de alguma maneira. Alguns estão presos, outros não estão, são réus, outros são investigados. Essa situação não é criada pela Rede Globo de televisão, nem pela mídia, nem pela imprensa, é uma situação dada. Eu estou oferecendo ao senhor a oportunidade de se contrapor a esta evidência, porque o senhor diz que petistas erraram, não o partido, e o Ministério Público diz que havia era uma organização, um sistema de corrupção que integrava essas pessoas. 

Fernando Haddad: Eu estou voltando à sua pergunta. Você citou a presidenta Dilma Rousseff. Ela não é ré em nenhuma ação. 

William Bonner: Investigada, candidato.

Fernando Haddad: Mas, conforme eu disse, hoje nós estamos num momento em que muitas pessoas são investigadas e muitas estão sendo absolvidas. 

William Bonner: Outras tantas, não. 

Fernando Haddad: Outras tantas, não. Então, você tem que individualizar e cada um pagar pelos seus atos. Você não pode, em função de um indício, condenar. E eu penso, Bonner, que a Rede Globo, muitas vezes, condena por antecipação. 

William Bonner: Não é fato, candidato. 

Fernando Haddad: Pela maneira como… Vocês não tratam os próprios… Vocês… 

William Bonner: Não é fato. Como jornalista, o que eu faço é jornalismo. Eu faço perguntas... 

Fernando Haddad: Vocês não tratariam... Vocês não tratariam os problemas da Rede Globo da maneira como vocês tratam os problemas do poder. Por exemplo…. 

William Bonner: Os problemas da República, candidato… Os problemas da República dizem respeito a uma nação de brasileiros, há milhões e milhões de eleitores que estão agora a dias… 

Fernando Haddad: Mas a Globo diz respeito a uma concessão pública. 

William Bonner: Não se trata disso. 

Fernando Haddad: Nós tivemos um problema na Receita Federal da Rede Globo... E eu não vou aqui ficar antecipando juízo sobre a Rede Globo… 

William Bonner: Candidato… 

Renata Vasconcellos: Até porque o senhor está tendo, nesse momento, a oportunidade de explicar para o eleitor brasileiro que está assistindo à entrevista ao vivo, o que... 

Fernando Haddad: Eu volto a repetir, eu entendo que a situação é muito diferente. Eu discordo da sua afirmação de tentar envolver, por exemplo, a presidenta Dilma, pelo fato de que… 

William Bonner: Ela é investigada, candidato. 

Fernando Haddad: Mas é natural. Qual é a pessoa... 

Renata Vasconcelos: E quanto aos demais citados? 

Fernando Haddad: Qual é a pessoa que hoje está na vida pública que não está investigada? Hoje, a delação virou uma indústria, Bonner, que todo mundo, para diminuir 80% da pena, fala o que quer sem apresentar provas. Você acha isso correto? Uma pessoa pega 20 anos de cadeia, faz uma delação, não apresenta nenhuma prova. A pena cai para quatro anos e a pessoa vai para prisão domiciliar gozar do seu patrimônio intacto, enquanto os trabalhadores da empresa estão demitidos? 

William Bonner: Candidato... Vamos lá, candidato. Além de criticar as delações... 

Fernando Haddad: Em nenhum no lugar do mundo funciona assim, nós precisamos… 

William Bonner: O Brasil melhorou muito a posição no ranking internacional de países que combatem a corrupção. 

Fernando Haddad: Graças à legislação aprovada pelo PT. Graças à legislação aprovada pelo PT. 

William Bonner: A mesma que colocou petistas nessa situação. 

Fernando Haddad: A mesma que colocou tucanos... 

William Bonner: Eu gostaria de mover a entrevista adiante. 

Fernando Haddad: A mesma que colocou tucanos, a mesma que colocou pmdbistas, a mesma que colocou pepistas. 

William Bonner: Sim... Vários integrantes de partidos aliados ao PT, enfim. 

Renata Vasconcellos: A maioria aliados ao PT. 

Fernando Haddad: E da oposição também. É fato.

William Bonner: Mas o senhor, além de fazer crítica às delações… 

Fernando Haddad: Da maneira como estão sendo processadas. 

William Bonner: O senhor e outros integrantes do seu partido criticam também o Judiciário. Muitos petistas já se referiram àquilo que seria uma conspiração do Judiciário. No entanto, quando a gente olha a lista de ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal, a gente observa o seguinte: nos dois governos de presidentes petistas, Dilma Rousseff e Lula, foram nomeados 13 ministros do Supremo Tribunal Federal. Dos atuais 11 integrantes da Casa, sete foram indicados ou por Lula ou por Dilma. No Superior Tribunal de Justiça, outro órgão superior, são 33 cadeiras. Vinte e oito foram indicadas por governos petistas, Lula ou Dilma. Dos 141 atuais desembargadores da Justiça Federal, 141, 92 foram indicados por Lula ou por Dilma. E mais, no TRF-4, ele é simbólico, porque o TRF-4, em segunda instância, condenou Lula. E ele tem quantos integrantes? Vinte e sete integrantes. Dos 27 integrantes do TRF- 4, 22 foram indicados por Lula ou por Dilma. Diante desses números, eu lhe pergunto: houve uma conspiração no Judiciário ou houve uma enorme prova de isenção da Justiça? 

Fernando Haddad: Você está perguntando para o Fernando Haddad? 

William Bonner: Sim, candidato à presidência. 

Fernando Haddad: Candidato a presidente... Vou te dizer. O que você testemunha aqui com esses números é que nós nunca partidarizamos o Judiciário, nunca. O presidente Lula jamais indicou um ministro do Supremo, do STJ, pensando em como esse ministro ia votar, se ia votar a favor de A ou de B, se ia perseguir A ou perseguir B. 

William Bonner: Então não há conspiração, né, candidato. 

Fernando Haddad: Calma. O que você... Deixa eu responder. Você fez uma longa pergunta, eu quero fazer uma resposta à altura da sua pergunta. Então, o que a sua pergunta demonstra, em números, é que nós nunca partidarizando o Judiciário. Isso não significa que o Judiciário não possa errar e é em função dos erros do Judiciário... 

William Bonner: Errar ou conspirar, candidato? 

Fernando Haddad: Errar. Você está perguntando a minha opinião. Eu nunca usei a palavra conspirar. Eu sempre disse... 

William Bonner: Foram muitos os petistas que recorreram a essa expressão. 

Fernando Haddad: Você diga o nome... 

William Bonner: Não é necessário. 

Fernando Haddad: O que eu digo a você é que o Judiciário tanto pode errar que os recursos são previstos na nossa Constituição. Para corrigir os erros do Judiciário. Se ele fosse infalível, bastava juiz de primeira instância. 

Renata Vasconcellos: Agora, candidato... 

Fernando Haddad: Você não precisava de recurso. 

William Bonner: Candidato, o seu nome foi citado na delação da Odebrecht, o seu nome. O seu nome foi citado na delação também de Mônica Moura e da UTC… 

Fernando Haddad: De Ricardo Pessoa. 

William Bonner: De Ricardo Pessoa. Muito bem. O senhor acabou de ser denunciado pelo Ministério Público, nesta semana, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha. O senhor e mais quatro pessoas, entre elas, inclusive, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari. O senhor, portanto, é denunciado na Lava Jato. Isso não o constrange como candidato à Presidência da República? 

Fernando Haddad: Olha, se o que foi anunciado pela própria imprensa for verdade, a não ser que vocês tenham subvertido os fatos... 

William Bonner: Nós nunca fazemos isso, candidato. 

Fernando Haddad: A Odebrecht e a UTC... Teve o túnel da Avenida Roberto Marinho suspensa no meu segundo mês de mandato. Eu tinha exatos 44 dias à frente da prefeitura de São Paulo, quando eu suspendi uma obra por indícios de superfaturamento. Essas duas empresas resolveram me retaliar e, sem apresentar nenhuma prova, foram ao Ministério Público denunciar o que seria o pagamento de uma despesa de campanha que eles não provaram até hoje. 

William Bonner: R$ 2,6 milhões. 

Fernando Haddad: Esses promotores que me denunciaram, estão eles sendo investigados pelo conselho do Ministério Público, por terem entrado com uma ação faltando 30 dias para a eleição, isso é um fato inédito na história do Ministério Público. O próprio… 

Renata Vasconcellos: Candidato o senhor e outros candidatos... 

Fernando Haddad: Dá licença... 

Renata Vasconcellos: Também reclamam, fazem essa reclamação, mas o Ministério Público só… 

Fernando Haddad: Calma. É o Ministério Público, por meio do seu conselho nacional, abrindo expediente para entender por que esses membros do Ministério Público, que tiveram três anos para me chamar, para levar a documentação, que eu já anunciei, a 30 dias da eleição tomam uma medida como essa. 

Renata Vasconcellos: O Ministério Público se defende dizendo que a Justiça não pode se pautar pelo calendário eleitoral. 

Fernando Haddad: Lembrando que eu não conheço um único empreiteiro... 

William Bonner: É, candidato, é a argumentação deles. 

Fernando Haddad: Mas é o que ela faz. 

William Bonner: Mas candidato... 

Fernando Haddad: As ações que são promovidas contra prefeitos, por exemplo, nesse país, é sempre ano par, às vésperas de eleição. 

William Bonner: Candidato é fato, é fato… 

Fernando Haddad: Virou uma espécie de indústria, de uma indústria partidária. 

William Bonner: Bom, isso aí a Corregedoria do Ministério Público haverá de investigar. 

Fernando Haddad: Agora, o conselho nacional vai investigar. 

William Bonner: O senhor contou aqui… 

Fernando Haddad: Pois, não. 

William Bonner: Que o senhor cancelou a obra do túnel em São Paulo, uma obra que era de interesse da UTC, o senhor cancelou. 

Fernando Haddad: E da Odebrecht. 

William Bonner: E da Odebrecht. O senhor fez isso com 44 dias de governo. 

Fernando Haddad: Sim, porque havia... 

William Bonner: No entanto, dois meses depois, em abril, a prefeitura de São Paulo, o senhor Prefeito, assinou uma obra ou concedeu uma obra à Constran Camargo Corrêa, Constran, Constran pertence à UTC. O senhor fez isso dois meses depois. 

Fernando Haddad: Sim, eu licitei uma obra, o terminal de Itaquera. 

William Bonner: Terminal de Itaquera, sim, da mesma UTC. O senhor está argumentando que não faria sentido, não faria o menor sentido o senhor se beneficiar de ter suas dívidas de campanha pagas pela UTC porque o senhor cancelou uma obra da UTC. Eu estou dizendo ao senhor que, depois de cancelar esta obra da UTC, dois meses depois, o senhor deu outra obra para a UTC. 

Fernando Haddad: Não, eu não dei outra obra para a UTC, porque a UTC não foi escolhida por mim, foi escolhida pelo secretário que licitou a obra, por meio de uma comissão de licitação. E essa obra que você se refere não tinha, na época, e não tem hoje, nenhum indício de superfaturamento. Você cancela a obra com indício de superfaturamento, o que só foi comprovado... 

William Bonner: Foi a UTC que tocou a obra, não o consórcio Camargo Corrêa... 

Fernando Haddad: Não, não, era de 70% e 30.

William Bonner: Constran, senhor. Constran, candidato. Constran, é o braço da UTC. 

Fernando Haddad: William, eu estou dizendo. O consórcio era 70, 30. Trinta Constran… 

William Bonner: Trinta de quem? 

Fernando Haddad: Trinta Constran, 70 Camargo. 

William Bonner: Constran é UTC. 

Fernando Haddad: Agora, detalhe, detalhe, na confissão, na confissão da UTC e da Odebrecht, eles só assumem o superfaturamento justamente na obra que eu cancelei. Sabe quantos milhões nós deixamos de gastar a mais nessa obra que foi suspensa e nunca retomada? R$ 300 milhões.

Renata Vasconcellos: Candidato, eu gostaria de… 

Fernando Haddad: Sabe quanto que nós economizamos desbaratando a máfia do ISS, que envolvia todas as construtoras de São Paulo, com os fiscais da prefeitura? Quinhentos milhões de reais. Você sabe quanto que nós poupamos com a inspeção veicular que a Controlar tinha na cidade de São Paulo? Em um ano, um ano, em um ano... 

Renata Vasconcellos: Candidato, eu acho que o Bonner já está satisfeito com a… O senhor já respondeu à pergunta dele. 

Fernando Haddad: Mas eu não estou, mas eu não estou, porque quando é a minha... 

William Bonner: Sim, mas é que a entrevista tem que andar, candidato, se não se o senhor ficar falando… 

Fernando Haddad: Mas quando é a sua honra que está em jogo, você decide, quando é a minha, eu decido. 

William Bonner: Não se trata disso, candidato. 

Fernando Haddad: No primeiro ano de gestão, foram três esquemas desbaratados na prefeitura de São Paulo pela Controladoria que eu criei e que o meu sucessor desmontou. 

Renata Vasconcellos: Então, vamos falar… 

Fernando Haddad: E, por fim... 

Renata Vasconcellos: Sim. 

Fernando Haddad: A gráfica paga deu depoimento de que não prestou serviços que a UTC pagou para a minha campanha, só isso. 

Renata Vasconcellos: Então, justamente sobre a prefeitura. O presidente Lula indicou, em várias eleições, para eleições, candidatos até então pouco conhecidos da imensa maioria do eleitorado. Os analistas costumam até ter um nome para esse tipo de candidato, é “candidato poste”. Indicou em 2012 o senhor para a prefeitura, para se candidatar à prefeitura de São Paulo, o senhor se elegeu. E quatro anos depois, o senhor, que tentou se reeleger, não mais como candidato desconhecido, mas como alguém que tinha administrado por quatro anos a maior cidade do país. E o senhor perdeu a eleição, aliás, o senhor foi o primeiro prefeito da história, o primeiro candidato à reeleição da história da cidade de São Paulo a perder uma reeleição ainda em primeiro turno. Ou seja, a maioria do eleitorado paulistano desaprovou a sua administração. Eu lhe pergunto: por que os eleitores devem acreditar que, agora, apenas dois anos depois, de novo, o presidente Lula o indica, foi um (...) do presidente Lula, como candidato à Presidência da República, e o senhor não vai ter de novo a administração reprovada pela maioria do eleitorado? 

Fernando Haddad: Bom, por que o presidente Lula me indicou como candidato a prefeito de São Paulo? Porque na visão dele, eu fui o melhor ministro do seu governo, tendo saído no dia 24 de janeiro de 2012, como o ministro mais bem avaliado do governo mais bem avaliado da história. O ProUni fomos nós que criamos, 126 cidades brasileiras receberam universidades federais... 

Renata Vasconcellos: Então, por que o senhor perdeu a eleição? 

Fernando Haddad: Perdão, 214 cidades receberam escolas técnicas. Nós construímos mais de 1.500 creches, compramos mais de 37 mil ônibus escolares com o programa que eu criei, chamado Caminho da Escola. Não existe um município do Brasil que não tenha recebido algum benefício do Ministério Educação. Foi por isso que ele me escolheu para prefeito de São Paulo e eu ganhei do candidato presidencial do PSDB. 

William Bonner: E perdeu na reeleição, candidato... 

Fernando Haddad: Que perdeu a eleição. Em 2016… 

William Bonner: E na tentativa de reeleição. 

Fernando Haddad: Em 2016, entrando na sua pergunta, foi um ano muito atípico na cidade de São Paulo, o clima que se criou no Brasil, de antipetismo, porque se represou informações sobre os demais partidos, foi enorme. E o que aconteceu em 2016? O Temer assumiu a Presidência da República e o Tasso Jereissati, ex-presidente tucano, admitiu ontem em entrevista que o maior erro do PSDB foi ter contestado as eleições de 2014, foi ter aprovado pautas bombas contra o governo da Dilma e ter embarcado no governo Temer. 

Renata Vasconcellos: Então o senhor está dizendo que os eleitores não sabem votar? 

Fernando Haddad: Em 2016…

Renata Vasconcellos: Eles puniram o senhor com a não eleição. 

Fernando Haddad: Perdão. Em 2016, este país tirou uma presidenta legitimamente eleita do poder, colocou o Temer, que a traiu com um programa completamente diferente, e elegeu o João Doria na prefeitura de São Paulo.

William Bonner: O senhor atribui a isso a sua derrota eleitoral, candidato? 

Fernando Haddad: Pergunte hoje para os eleitores de São Paulo, o que eles acham do meu sucessor, pergunte aos brasileiros o que que eles acham do governo Michel Temer e aí você vai saber o que aconteceu em 2016. Aconteceu uma indução a erro. 

William Bonner: Candidato. O senhor… A Renata… Candidato... 

Renata Vasconcellos: O eleitor estava errado?

William Bonner: Então, essa indução ao erro… Foi um erro do eleitor? 

Fernando Haddad: O eleitor foi induzido a erro. 

William Bonner: Então, o senhor diz que o eleitor votou errado. Ele votou errado. Foi induzido a erro. 

Fernando Haddad: Não, ele votou pelas informações que ele tinha. 

William Bonner: Não, mas as informações que ele tinha… 

Fernando Haddad: As informações que ele tinha era que o PSDB era de santos, o PMDB era de santos e o PP era de santos e o demônio do país virou o PT. E isso se provou errado. 

William Bonner: E o petista Fernando Haddad... 

Fernando Haddad: Pois, não. 

William Bonner: Quando candidato à prefeitura de São Paulo, fez uma série de promessas e não as cumpriu. Eu lhe pergunto se as promessas que o senhor não cumpriu não teriam tido um peso grande nessa sua derrota eleitoral, em primeiro turno, na tentativa de reeleição? Vou exemplificar… O senhor prometeu construir 55 mil moradias e entregou 15 mil. O senhor prometeu construir 43 unidades básicas de saúde, o senhor entregou 12 de 43. No fim do seu mandato, havia quase meio milhão de paulistanos, 500 mil pessoas, esperando para fazer um exame médico. Essa fila era uma fila de meio milhão de paulistanos. Na área da segurança pública, o senhor prometeu contratar 2 mil guardas civis. O senhor entregou uma contratação de 600. Prometeu 2 mil, entregou 600. O senhor não cumpriu promessas como prefeito de São Paulo. Muito bem. Por que o eleitor haveria de imaginar que o senhor virá a cumprir as promessas que faz como candidato à Presidência da República? 
 Fernando Haddad: O meu plano de metas, William, tinha 123 metas. Eu cumpri a maioria delas. 

William Bonner: Mas o senhor deixou coisas em aberto em saúde. Em saúde e segurança pública… Moradia... 

Fernando Haddad: Mas você me fez uma pergunta e não está deixando eu responder. 

William Bonner: Não, candidato, eu só não quero que o senhor… 

Fernando Haddad: Eu viabilizei… 

William Bonner: O senhor pode se defender e responder só depois que eu fizer essa observação? 

Fernando Haddad: Pois, não. 

William Bonner: O senhor deixou em aberto promessas na área habitacional, na área da saúde e na área da segurança pública. 

Fernando Haddad: Os seus números não estão bem corretos… 
 William Bonner: Eles estão corretos. Checadíssimos. 

Fernando Haddad: Na área da moradia, não... 

William Bonner: Candidato, por favor, não vamos discutir números agora, porque eles estão corretos. 

Fernando Haddad: Bom, eu não vou entrar nessa polêmica. 

William Bonner: Isso, melhor. 

Renata Vasconcellos: Melhor, não. 

Fernando Haddad: Está publicado no Diário Oficial. No Diário Oficial dos Municípios estão os dados. Agora, são 123 itens. Nós cumprimos em mais de 50%, 100% das metas. E 85%, ou 100% ou mais de 50 % das metas. Detalhe, o PIB brasileiro entre 2015 e 2016 caiu 8%. Eu peguei a maior recessão da história de cidade de São Paulo e entreguei a cidade com grau de investimento. Com grau de investimento. Você sabe o que é o grau de investimento? 

William Bonner: Sim, senhor. 

Fernando Haddad: Então, você fique sabendo que, com a maior recessão da história da cidade, eu entreguei com R$ 5,5 bilhões em caixa, com dois e duzentos para pagar. Eu tive responsabilidade de manter a cidade de São Paulo sã num período de crise. Hoje, você tem estados atrasando salário, você tem municípios atrasando salário, você tem obras paradas no Brasil inteiro, você não tem nada disso na cidade de São Paulo, não por causa do prefeito atual, por causa do trabalho que eu fiz de saneamento das finanças. 

Renata Vasconcellos: Candidato, para a entrevista então render mais, vamos continuar. Na eleição, para a eleição de 2010, o presidente Lula indicou a então candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. Exatamente como fez com o senhor em 2012 para a prefeitura de São Paulo. E, agora, com a sua candidatura à Presidência da República. Mas, ao sair do governo, ao ter que deixar o governo, a presidente Dilma deixou o Brasil na crise em que todos nós brasileiros estamos mergulhados hoje e quase 11 milhões de desempregados. Hoje esse número já são 13. Mais de 11 milhões de desempregados, hoje são 13 milhões. Por que que os eleitores devem acreditar que com o senhor, com partido que deixou mais de 11 milhões de desempregados não vai agravar a crise? 

Fernando Haddad: Olha, eu tenho todas as razões do mundo para imaginar que o PSDB não vai sabotar o governo eleito no próximo dia 7 de outubro, como fez em 2014. 

Renata Vasconcellos: A culpa é do partido? 

Fernando Haddad: Em 2014... Não, a culpa é do PSDB, porque o presidente do PSDB assumiu a culpa ontem, numa... 

William Bonner: Candidato… 

Fernando Haddad: Assumiu a culpa ontem, em um jornal de grande circulação. 
 William Bonner: Candidato, isso não se sustenta. Candidato, em 2014... 
 
Fernando Haddad: Dá licença, William, eu vou reproduzir a fala do Tasso Jereissati ontem na “Folha de São Paulo”. 

William Bonner: Candidato... 

Fernando Haddad: O Tasso Jereissati falou: Nós cometemos três erros. Nós, pela primeira vez, questionamos o resultado eleitoral no Brasil. Isso é um crime contra a democracia, não se faz. Segundo lugar, nós aprovamos uma pauta em que nós não acreditávamos, para prejudicar o PT. As palavras são dele, Tasso Jereissati. Três, nós embarcamos no governo Temer. E quatro, nós embarcamos em Aécio Neves. Esses quatro elementos é responsabilidade do PSDB, dito que o PSDB… 

William Bonner: Isso é o PSDB, candidato... 

Renata Vasconcellos: A crise é dos outros, então? O que dizer dos mais de 11 milhões de desempregados? Dilma Rousseff deixou o Brasil com mais de 11 milhões de desempregados. 

Fernando Haddad: Mas quando a recessão começa? Quando que a recessão começa? 

William Bonner: No governo Dilma, candidato. 

Fernando Haddad: Quando que a recessão começa? Depois da reeleição. 
 
William Bonner: Candidato, me pergunte…
 
Fernando Haddad: Depois da reeleição. Depois da reeleição. 

William Bonner: O senhor me fez uma pergunta, vou responder. Em 2014, durante a campanha eleitoral de 2014 o déficit público passava de R$ 17 bilhões, o PIB, o crescimento do PIB já tinha caído para 0,5%. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, dizia que estava tudo indo às mil maravilhas. Vamos relembrar a história. Não só isso. Ela dizia que ia manter, se reeleita, a política que estava implementando para a economia brasileira e ainda acusava, o senhor deve se lembrar disso, ela acusava os adversários, dizia que se eles ganhassem, ao assumirem o poder, eles iam mexer na economia e iam tirar, aspas, “tirar a comida na mesa do trabalhador”. Aí, ela ganhou a eleição. Ao ganhar a eleição, tomou posse imediatamente, tentou corrigir os rumos da economia, daquilo que o senhor mesmo chamou de cavalo de pau. Ela deu o cavalo de pau, tentando corrigir a economia, porque ela precisava ser corrigida, só que aí ela perdeu completamente a credibilidade. Os críticos imediatamente disseram que ela cometeu um estelionato eleitoral e nós mergulhamos numa crise de que, aliás, ainda não saímos até hoje. Qual é a dificuldade que o Partido dos Trabalhadores tem de fazer uma autocrítica, de reconhecer a sua culpa, a gestão da economia no ano de 2014? 

Fernando Haddad: Sabe qual é o problema? Você... Primeiro, você está citando uma entrevista minha em que eu digo os erros que foram cometidos no final do governo Dilma. Então, é contraditório o que você está dizendo, porque você está citando uma entrevista minha em que eu estou dizendo. Eu estou fazendo as críticas. Outra coisa é você dizer que a recessão de 2015 e 2016... 

William Bonner: O senhor estava culpando os outros partidos, candidato. 

Fernando Haddad: Eu estou dizendo que as pautas-bomba e a sabotagem que ela sofreu, reconhecida pelo presidente do PSDB, teve mais influência na crise do que os eventuais erros cometidos antes de 2014. Nós tínhamos a menor taxa de desemprego em 2014. Você está falando de desempregado. Pega a série histórica: 4,9 % de desemprego em dezembro de 2014. E aí começa o seu Eduardo Cunha, o seu Aécio Neves a aprovar despesa lá no Congresso Nacional. Despesa em cima de despesa para sabotar um governo que precisava fazer um ajuste, mas não para jogar a economia numa recessão, para recuperar a economia. Como já tinha acontecido em vários momentos. 
 William Bonner: Candidato, seu tempo… Como nós combinamos antes, infelizmente o seu tempo terminou. Mas enfim… Está registrada aqui a sua opinião a respeito. Eu pediria agora que o senhor se dirigisse ao público, para manifestar para ele qual o Brasil que o senhor quer para o futuro. O senhor tem um minuto. 

Fernando Haddad: Eu tenho certeza que todos que estão me ouvindo se lembram dos 12 anos de normalidade democrática que nós vivemos no país. Era luz para todos, era universidade para todos, era ProUni, eram universidades no interior, eram escolas técnicas no interior, era transposição do São Francisco, era Transnordestina. Geramos 20 milhões de empregos em 12 anos, na iniciativa privada e no serviço público. Doze anos de normalidade democrática. A partir do momento que a oposição passou a contestar o resultado das urnas, nós passamos a enfrentar essa crise da qual nós podemos sair em outubro deste ano se nós recuperarmos o projeto que vinha dando certo. Desenvolvimento econômico com inclusão. O povo é parte da solução, o povo não é problema. Vamos fazer o Brasil ser feliz de novo. Vote 13. 

William Bonner: Candidato Fernando Haddad, muito obrigado pela sua presença aqui. 

Renata Vasconcellos: Muito obrigada. 

William Bonner: Por enfrentar as perguntas nessa entrevista na bancada.

8 comentários:

  1. Não concordo com suas assertivas.Como é que vou explicar minhas posições se sou cortado toda hora? Grande parte da imprensa é tendenciosa contra o PT. Isso é fato! O que o Tasso disse agora muita gente da imprensa negou: houve de fato um golpe contra Dilma que foi inábil em lidar com um congresso viciado e corrompido!A crise que o Brasil passou em seu governo foi política, crise essa causada pela oposição em busca de seus próprios interesses. O busílis da questão é que a equação do PSDB e seus comparsas deu errado como deu errada a compra da reeleição pelo "ornesto" FHC.

    ResponderExcluir
  2. No tempo do Governo Lula quando aumentava o salário mínimo aumentava o salário do servidor publico,hoje estão só diminuindo o salário do servidor mesmo os mesmo tendo previdência própria,devido os maus gestores do PSDB e MDB

    ResponderExcluir
  3. É verdade,esperamos que novamente o Brasil passe ter paz,com o novo presidente Haddad.

    ResponderExcluir
  4. O jeito do Ciro é de tucano caso ele vá para o segundo turno os partidos da Elite(PSDB.DEM.MDB.PP e outros) vão migrar para PT do Ciro...e a escravidão vai continuar caso ele seja eleito

    ResponderExcluir
  5. Bom,eu não confiou nesse PSL que também é liberal ou neoliberal pertence a elite em especial a maçonaria do TEMER

    ResponderExcluir
  6. Esse PSL,no Pará em especial da cidade de Belém,onde um vereadorque foi preso pela federal envolvido sobre desvio de verba do ministério da pesca.Gente vamos ficar atentos,


    ResponderExcluir
  7. E impressionante como o pt e os petistas tem dificuldades de falar a verdade dos fatos e fazer uma alto crítica e pedir no mimíni desculpas ao povo, vamos la aos fatos: e fato que a relação promíscua entre pt e pmdb causaram toda essa crise antes do impitimam da Dilma era fato o brasil com 12 milhões de desempregados, era faro o defidéf das contas públicas, era fato o auto nível de corrupção sistêmica na petrobras e outros órgãos era fato o plano do poder pelo poder do PT, era fato o populismo irresponsável, era fato o aparelhamento dos órgãos e o toma la da ca com propinas etc, ora com todos esses fatos quer dizer que o PT e seus cupinchos são isentos de culpa, ora reconheço sim todos os ganhos do governo lula, principalmente pra classe mais desfavorecidas mais os erros a corrupção do PT superou todos os seus acertos, ou seja ficou um déficit politico moral e ético.

    ResponderExcluir
  8. Também entendo que o candidato do PT é muito fraco num debate do gênero, não obstante seu preparo intelectual na academia. Faltou jogo de cintura e conhecimento da política econômica dos últimos tempos, ou se os têm, não soube usá-los. No intróito da matéria que comentou a entrevista do referido político no canal da Globo, esse jornalista repisa o tema de que o PT (Lula/Dilma) são os responsáveis pela situação de desmando da economia brasileira atual. Acho que está faltando alguma informação: os governos petistas foram os que mais criaram emprego/renda; o Brasil esteve no centro de cenário mundial “... com inflação controlada, criação de emprego e o país crescendo...” e criando programas sociais de grandes impactos; deixaram um “colchão” de reservas estimadas hoje em UU$382 bilhões, sendo o principal esteio na sustentação da disparada do dollar. Se não fossem as reservas internacionais a crise cambial já teria nos abatido. O mais importante é que a economia sofreu e está sofrendo o impacto da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco americano de investimento, o Lehaman Brothers, no ano de 2008. A economia americana continua cambaleando, ainda não se recuperou do grande susto. O mesmo acontecendo com economias de países da vanguarda. As medidas adotadas no governo Dilma (renúncias tributárias e subsídios a determinados setores) foram conseqüência da crise internacional. Havia de se tomar alguma providência, que infelizmente não deu certo.

    ResponderExcluir