quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Ciro afirma que general Mourão é "jumento de carga" e diz que Lula vive "cercado de puxa-sacos e perdeu visão da realidade"

Ciro desceu o malho nos militares e no PT, em entrevista à Globo

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) fez duras declarações nesta quarta-feira voltado às Forças Armadas. Ele afirmou que o comandante do Exército, general Villas Bôas, "provavelmente pegaria uma cana" por afirmar que o próximo presidente eleito poderá ter a "legitimidade questionada". E classificou o general Antônio Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), como um "jumento de carga".

"No meu governo, militar não fala em política. Ele estaria demitido e provavelmente pegaria uma cana. Ele está fazendo isso para tentar calar a voz das cadelas no cio que estão se animando. Esse lado fascista do povo brasileiro", afirmou o pedetista. 

Ele afirmou que a relação com as Forças Armadas num eventual governo seu será: "Eu mando e eles obedecem". Ele fez críticas pesadas ao vice de Bolsonaro. 

"General Mourão é um jumento de carga. Acha que tem o poder. Disse que são os profissionais em violência. Olha para quem estamos ameaçando entregar nosso país", declarou o pedetista.  

Ataques a Lula e ao PT

Sobre Lula, a opinião de Ciro Gomes é esta: o ex-presidente está isolado na cadeia e perdeu a visão adequada da realidade porque está "cercado por puxa-sacos". A declaração foi dada ao comentar na insistência do PT em manter o pedido de candidatura do ex-presidente até esta terça (11), quando foi oficializada a substituição por Fernando Haddad (PT). 

"O PT só pensa em si. Lula temos que relativizar porque ele está isolado. Lula está com problema. Ele perdeu os grandes amigos: Marcio Thomaz Basto, [Luiz] Gushiken, dona Marisa [Letícia], [José] Dirceu, [Antônio] Palocci. Lula está cercado de puxa-saco e perdeu um pouco da visão genial que ele tem da realidade", disse ele, em sabatina do jornal O Globo. 

Ele voltou a dizer que foi sondado para assumir a vice na chapa de Lula nas mesmas condições que Haddad. Afirmou que foi abordado por Dilma Rousseff e Roberto Requião a fim de convencê-lo a abandonar a candidatura próprio pelo projeto do PT. 

"Fui cercado por 48 horas para ir a Curitiba, conversar com Lula. Dilma, Requião, intermediando essa conversa. A proposta era que eu aceitasse ser o vice do Lula Agradeci a honra, mas acho que não é a forma de construir uma liderança para o país", disse ele. 

Ciro disse que vai "evitar intriga" com Haddad. Pesquisas apontam que parte do eleitorado de ambos tem o mesmo perfil, o que indica que os dois disputaram a mesma fatia de votos. 

Sobre Hadad: "presidente por procuração"

"Vai ser um intrigalhada infernal. Vou evitar essa intriga. Acho que o Haddad é um boa pessoa. Tenho por ele afeição, respeito e carinho. Sou um pouco mais largo que ele. Falo à centro esquerda. Negando o PT, quero que o Brasil saia dessa contradição odienta que está partindo para a violência", afirmou, em sabatina do jornal O Globo. 

Apesar da deferência, Ciro disse que a insistência do PT em manter a candidatura de Lula torna Haddad um "presidente por procuração", se eleito. 

"Não é a forma de construir uma liderança para o país. Brasil não precisa de um presidente por procuração. Por mais que seja um respeitável outorgante. Brasil não aguenta mais uma outra Dilma. Não é por nenhum demérito do Haddad. Ele não conhece o Brasil", declarou o pedetista. Fonte: Folha de S. Paulo.

2 comentários:

  1. O Ciro Gomes tem algumas propostas interessantes como refinanciamento do débito de 63 milhões de brasileiros que estão com o nome inserido na lista do spc e serasa, projeto este de extrema importância visando destravar a economia, promover o consumo e movimentar a moeda, mas precisa controlar o temperamento e deixar de proferir estas frases de "coroné cabra da peste".

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  2. Esse Ciro, gosta de desfazer das pessoas, então não será um bom presidente, imagina chamar um General de jumento de carga é porque não tem ética, imagina um operador de Direito afirmando taia palavras de assédio moral, é o fim da moralidade. .

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