VER-O-FATO: Balas de ódio, facadas de intolerância: a alma brasileira está doente

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Balas de ódio, facadas de intolerância: a alma brasileira está doente

Carlos Mendes - jornalista

A alma brasileira anda muito doente, em busca de cura. Faz tempo, aliás. É doença que se manifesta por meio de vários sintomas. A intolerância - irmã gêmea do ódio – é uma delas. Talvez a mais grave, porque se faz presente no antagonismo ideológico, racial, sexual, religioso e cultural. O adversário é o alvo. Seja uma pessoa, ou conceito.


O adversário é insuportável, justamente por ser adversário. Ele não se amolda ao pensamento único, o terror de qualquer democracia. É o que é. Com seus erros e acertos. Deveria ser tolerado - porque a convivência entre contrários é a base de uma sociedade civilizada e de respeito mútuo -, mas não é. Portanto, para uma alma doente, se faz necessário combatê-lo com todas as forças.

É o “nós” contra “eles” dessa sociedade doente, cujo vírus ataca a alma e oblitera a consciência, imunizando-a contra o pensamento contraditório, diferente. O “nós” não representa as maiorias sociais, mas age em seu nome, sem qualquer delegação. Aliás, essas maiorias não querem outra coisa senão viver, evoluir e produzir em paz.

O “nós” se traduz no modelo da perfeição, da fórmula pronta e acabada para resolver todos os problemas. Sequer admite erros. O “eles” é aquilo que ameaça nossos planos, o perigo a ser extirpado. Admiti-lo para contraditá-lo, num debate franco e inteligente, nem pensar. Isso significaria uma invasão à nossa zona de conforto. Quanto mais longe e isolado, melhor.

“Nós”, somos o bem, os santos, os anjos, agimos em nome de Deus. “Eles”, são o mal, a negatividade, o Diabo, porque querem nos destruir. Perceberam como “eles” discordam das nossas ideias e propostas para melhorar o Brasil, que aliás são as melhores, sem retoques? Não podemos aceitar isso. Precisamos destruí-los para que “eles” não nos destruam. Vale tudo nessa guerra.

Nossas armas, nesse Armagedom social, político e ideológico em que vivemos, estão dentro de “nós” e se não as usarmos “eles” as usarão para nos calar. A verdade está a nosso favor, sempre esteve. A mentira está com “eles”. “Se Deus é por nós, quem será contra nós”, é o nosso lema.

Em resumo, não admitimos que “eles” existam. Nesta sociedade sadia que representamos só existe o “nós”. Isso é o que importa. “Eles” não são nossos adversários, são inimigos. E assim devem ser tratados.

Está aí a alma doente, que se recusa a fazer tratamento, porque não se considera doente. “Nós”, doentes? Pára com isso, rapaz, doentes são “eles”. “Nós” apenas defendemos o que é certo, contra “eles”, que defendem o errado.

Alheia a esse embate entre o “nós” e o “eles” está a imensa maioria da população. Assustada, encurralada, violentada diariamente em seus mínimos direitos. Ela também é a vítima dessas balas perdidas de ódio e facadas de intolerância.

É a sociedade das maiorias que também precisa se fazer ouvir. Não apenas nas urnas, no próximo dia 7. Isso é muito pouco para curar seus males.

O silêncio dessas maiorias é ensurdecedor. 

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7 comentários:

  1. Jesus é a solução,abandonem o pecado e tenho vida!

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  2. O nós contra eles, o negro contra o branco, o pobre contra rico. Essa ideologia é característica da esquerda, que sabe muito bem falar mas não sabe ouvir, que acha feio o que não é espelho, viu-se ontem aquele marginal que acertou uma facada no Bolsonaro quase tirando-lhe a vida, esse é um clássico exemplo de intolerância a divergências ideológicas. Um dos pais dessa dicotomia é o ex-presidente Lula que sempre pregou no Brasil uma pseudo-democracia, ou seja, aquela que lhe favorece, a exemplo esta guerra judicial que o PT está travando para regulamentar a sua candidatura barrada pela lei da ficha limpa, esta por ironia do destino foi assinada pelo próprio Lula quando era presidente.

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  3. Carlos Mendes, recebe meus efusivos cumprimentos pela aula de Democracia, no post acima.
    Para mim, o conceito primeiro da uma Democracia verdadeira é a "convivência entre os contrários",

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  4. Essa intolerância deveria ter sido o dever de casa do candidato"facista"Bolsonaro.Ele e que está incitando o ódio e o
    rancor desses pessoas desequilibradas mentalmente.Ou você acha que um candidato que pega num fuzil e diz que vai metralhar os partidários do PT está correto?Franca Francamente nessa história não tem nenhum mocinho ou bandido e P F deveria encerrar o caso e chamar o marqueteiro dele para boldonaBo deixar de incitar violência!

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    1. Rapazzzz pelo seu neófito posicionamento, toma-se como "serto" com "s" mesmo, seu gargalo mental no entendimento de ações e omissões ao seu redor... e isso representa grande parte dos Brazukas e Cia.

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    2. Você sim é que é desequilibrado mental assim como teu candidato "facista".Mas o povo trabalhador e humilde vai lhe responder nas urnas .

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  5. Deve se preocupar com o Bolsonaro quem e bandido e corrupto, e a esses que são dirigidos os discursos de violência do Bolsonaro, discurso que eu apoio e assino embaixo como muitas pessoas de bem do nosso pais. Só se "revolta" com esse discurso quem e bandido ou se faz de LESO mesmo. Como não apoiar uma pessoa que propõe diminuir os ministérios de 37 para 15 e colocar só pessoas tecnicas no cargo? Só isso já economiza uns 10 bilhões por ano fora as "mamatas".

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