domingo, 23 de setembro de 2018

A idiotizada - e colonizada - consciência política do paraense





A disputa pela presidência da República parece ter contaminado e ao mesmo tempo anestesiado o debate político sobre as eleições no Pará. Da campanha para o governo do Estado a de deputados, federal e estadual, ou Senado, os candidatos estão nas ruas e carreatas. Dentro de casa, e sobretudo nas redes sociais, contudo, só se fala em Haddad, Bolsonaro, Ciro, Marina, Alckimim e outros menos citados. Pouco se fala das campanhas paraenses. O Pará, ou pelo menos boa parte dele, é Brasil. Mas será que o Brasil é Pará?


A facada em Bolsonaro, o que ele diz ou deixa de dizer, virou febre em todo lugar. A campanha do “poste” Haddad, o homem de Lula na eleição, é endeusada por uns e atacada por outros. As andanças conturbadas de Ciro Gomes, o desânimo e o descrédito de Alckmim, ou a desidratação da candidatura de Marina Silva, tudo repercute com intensidade pelo Pará.

Poucos se preocupam em saber, por outro lado, qual o programa de Helder Barbalho, de Márcio Miranda, Paulo Rocha e Fernando Carneiro para governar o estado. Ignoramos nossos problemas, embora eles sejam a causa de nosso sofrimento.

Paz de cemitério

Esse era o momento de buscar informações sobre os homens que se apresentam para ocupar a cadeira de Simão Jatene no governo estadual, saber o que eles pensam sobre saúde, educação, segurança, só para ficar nos temas que atormentam todos os dias a população.

De posse dessas informações, teríamos condições de questionar esses candidatos, até mesmo discordar de suas propostas, enriquecê-las, quem sabe desmascará-las. Nem a imprensa, tão atenta a outros fatos de menos importância, se interessa pelo debate. Notícia contra, nem pensar. Só a favor.

Vive-se a paz dos cemitérios. Ou, quem sabe, à espera da revolução dos mortos. Porque os vivos - muito vivos, aliás - não dormem de touca.

Nossos ancestrais cabanos, a esta altura do campeonato, devem estar a milhões de anos-luz daqui.

É muita vergonha para suportar.

Um comentário:

  1. Grande parte dessa culpa foi a minireforma eleitoral,onde diminui o tempo de propaganda no radrá e TV.
    Mas candidatos como Hélder,pouco prejudicou sua campanha.Pois o mesmo está em campanha desde a última eleição na qual foi roubado pelo governador cassado e corrupto Jateve, diferente do seu adversário que ezta mais perdido do que cego em tiroteio!

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