sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Por uma nova política



Paulo Eduardo Fonseca - procurador *

O cenário político para as próximas eleições está posto e, como regra, se tem a nítida percepção de que o previsível se sedimentou. O discurso é o mesmo já ouvido em outros pleitos e, aparentemente, inexiste qualquer componente que possa impulsionar novas lideranças.


O modelo polarizado pela “velha política” dificulta a entrada de novos cidadãos na política e, de algum modo, transforma-se em descrença em nós mesmos, como povo e sociedade.

Lamentavelmente, desafiando o princípio democrático do irrestrito respeito ao estado de direito, em prol do resguardo de interesses nem sempre lícitos, não raro, atitudes ilegais são justificadas na lei, o que acaba por ensejar que a crise vivida em nosso país, antes de ser política, econômica ou social, seja moral.

Essa situação gera preocupações, enfraquece a estabilidade das instituições republicanas e o pacto social, especialmente quanto às realidades políticas, sociais e culturais, bem como contribui para que prospere o perigoso desencanto pela falta de perspectiva.

Desde a redemocratização do país, que teve como marco a promulgação da Constituição de 1988 que assegurou, em linhas gerais, o funcionamento do Estado e a garantia dos direitos fundamentais à população, inegavelmente, as eleições deste ano são as que trazem as maiores incertezas. Há uma evidente crise sociopolítica que gera um o clima de desilusão e de insatisfação com a “política”.

Ante o ceticismo que se instalou, é comum se ouvir dizer: ‘em quem devo votar?’; ‘qual deles tem uma visão e um projeto que atenda aos interesses da coletividade, posto que todos são iguais perante a lei, e não de grupos que segmentam a sociedade?’; ou ‘qual candidato é confiável?’.

Mas nas democracias, onde deve imperar o irrestrito respeito às leis e aos direitos fundamentais, ou seja, o estado de direito, as eleições favorecem a reflexão e o debate em torno das previsões de futuro, sobretudo porque todo cidadão, por meio do voto, tem o poder-dever - enquanto capacidade e competência - de exercer a cidadania e, portanto, interferir no desenvolvimento de uma estrutura sociopolítica estável que possa refletir melhor a vontade da população.

A política é um instrumento que ajuda a traduzir esse sentimento e, filosoficamente, como o homem é um ser político, espera-se que todo cidadão brasileiro busque escolher e eleger pessoas comprometidas com a ética e a moral para que, quando investidas no mandato popular, exerçam aquela atividade com dignidade e honestidade, ajudando na melhoria da sociedade.

Assim, para aqueles que buscam contribuir para o bem comum, agora é a hora do basta para os postulantes que se apresentam como vestais, mas, quando investidos em seus mandatos, enganam o povo ao utilizarem os instrumentos da corrupção, da fraude e da mentira para fazer prevalecer seus interesses pessoais ou de grupos que representam.

Na minha avaliação pessoal, analiso os candidatos na busca daquele cujo discurso se coaduna com suas atitudes e que cujo passado demonstra bom comportamento como membro de família e na atividade profissional que desempenha, bem como que em suas ações mostra ter conduta de vida cristã e envolvimento com a comunidade.

Neste momento significativo da cidadania e para o país, ao se exercer com responsabilidade o poder-dever de cidadão e buscar mecanismos de aperfeiçoamento do modelo do Estado, potencializamos o surgimento de lideranças políticas que privilegiem o bem comum, valorizem a integridade e ajudem no ajuste do equilíbrio entre liberdade e igualdade dos seres humanos.

É com base nessas premissas que, criteriosa e conscientemente, confiarei meu voto ao candidato que possa trabalhar por uma nova política e, sobretudo, pela construção de um Brasil mais justo e perfeito.

* Paulo Eduardo de Barros Fonseca é vice-presidente do Conselho Curador da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, presidente da APAESP - Associação dos Procuradores Autárquicos do Estado de São Paulo e sócio do escritório Sheldon Barros Fonseca Advogados.                                                                                            Gostou da matéria?

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3 comentários:

  1. Fazer nova politica, significa não eleger as mesmas figuras, investigar a vida pregressa do candidato tem fundamental importancia pois o mesmo lidará com a máquina e o dinheiro público. Aqui no Pará, nova politica também pode representar não eleger corruptos, famílias que enriqueceram na vida pública e cujo patrimônio não se explica a origem e ainda tem sede de poder, talvez objetivando se beneficiar do foro privilegiado, esse pode ser o diferencial, não votar em certas figuras como os Barbalhos que ficaram milionários com o dinheiro do povo e na maior cara de pau, esse ano, querem eleger de uma vez só, a Mãe, o pai, o filho,
    o sobrinho, só faltam querer eleger o cachorrinho da casa deles.

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  2. O certo mesmo, era fazer concurso publico e acabar com essa politicagem.Só assim o Brasil,o Pará e Belém passaria ter de fato e verdade pessoas competentes e com responsabilidade para gerenciar a nação e concerta os desvios de dinheiro publico iria estagnar

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  3. O certo mesmo e acabar com o reinado do governador Tucanalha, cassado e corrupto Jateve!

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