sexta-feira, 3 de agosto de 2018

PF e Ibama encontram garimpo ilegal e destroem equipamentos em terras dos kaiapó

Devastação florestal e mineração na terra dos xicrin, do grupo kaiapó

Grileiros de terras e madeireiras ilegais sofreram um duro golpe - embora, certamente, retornem com mais forças a novas empreitadas criminosas - na quarta-feira, durante operação da Polícia Federal de Altamira e Redenção, além do apoio do Ibama. O objetivo foi conter a exploração ilegal de ouro na área indígena Trincheira-Bacajá.


A reserva indígena fica localizada entre os municípios de Altamira, Anapu, Senador José Porfírio e São Félix do Xingu. Ao chegar no local, a equipe se deparou com um enorme garimpo em meio à Terra Indígena. Maquinários e equipamentos de garimpagem foram destruídos no local pelo Ibama.

Ano passado, na mesma reserva, a PF fechou o garimpo do Manelão, onde foi descoberta enorme área devastada pelos garimpeiros. Esse tipo de exploração, na verdade, envolve a Trincheira Bacajá desde os anos 1980, antes mesmo da definição da terra indígena.


Por outro lado, foi registrado um grande desmatamento, meses atrás, na área do povo Mebengokre Kayapo, também na Trincheira-Bacajá. Foram mais de 350 hectares abertos por um grupo vindo do município de Pacajá. Eram madeireiros conhecidos na região. 

As áreas com potencial mineral ocorrem em grandes extensões na Bacia do rio Xingu, especialmente no Estado do Pará, muitas vezes em áreas protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas). Na faixa entre o rio Amazonas e a Rodovia Transamazônica há grandes reservas de alumínios, abrangendo a maioria dos municípios da Área de Abrangência Regional, ainda no Pará.
A PF e o Ibama destruíram máquinário dos mireradores
Nos municípios de Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Tucumã, destacam-se o ouro e cobre. Dados do Instituto Socioambiental, apontam para a existência de 7.203 processos minerários na Amazônia Legal, na grande maioria com incidência em Terras Indígenas, sendo esta a situação encontrada na TI Trincheira Bacajá.
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