VER-O-FATO: Nas asas da Esperança - por que nunca seguimos nossa vocação natural ?

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Nas asas da Esperança - por que nunca seguimos nossa vocação natural ?

O hidroavião Catalina, da Panair: serviços prestados à Amazônia

Francisco Sidou - jornalista

Quem nasceu nos anos 40/50 deve ter voado num Catalina da Panair do Brasil. Eram aviões egressos da Segunda Guerra Mundial mas que depois prestaram relevantes serviços em tempos de paz, sobretudo cruzando os céus da Amazônia. Parecia um grande pássaro metálico.


Era bonito e poético vê-lo pousando e decolando nos rios, quando então deslocava grandes cortinas de água. Transportava passageiros, cargas e malas dos Correios, prestando inestimáveis serviços às populações ribeirinhas mais distantes e aldeias indígenas quase isoladas na imensidão da floresta amazônica. 

Nos anos de chumbo da dita cuja militar homens sem visão, seguidores de velhas lições e com viés autoritário , "faliram" com a Panair do Brasil para dar lugar a "modernos aviões " de empresas favorecidas com as principais linhas exploradas pela pioneira. 

Mas os novos donos do espaço aéreo brasileiro só ficaram com o "filé". Como sempre acontece nesses processos de privatização, as "amargas não interessam". 

Quem mais perdeu foi a Amazônia , onde são raros os municípios com aeroportos em condições de pouso para aviões até mesmo de médio porte. 

O governo preferiu contemplar o voraz apetite das grandes voadoras do que abrir uma licitação para exploração de linhas regionais operadas com modernos aviões anfíbios, que hoje cruzam os céus e pousam nos rios de vários países, oferecendo conforto e maior segurança aos passageiros. 

Aviões que poderiam operar na Amazônia, caso houvesse visão e vontade política de governantes que só conseguem enxergar seu próprio umbigo e só "pensam naquilo", ou seja em manter o poder. 

Não possuem a visão de estadistas, que pensam nas próximas gerações. Eles só querem saber da próximas eleições. A China tem manifestado interesse em investir em Transportes na Amazônia. 

Por que não convidar os chineses para investir em linhas fluviais em Belém e em linhas aéreas regionais com modernos aviões anfíbios na Amazônia ?


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Um comentário:

  1. Precisa-se absorver investimentos e tecnologias asiáticas, no sentido de melhoria na desenvoltura da atividade, importante seria também, que os políticos desqualificados paraenses tivessem a capacidade funcional, intelectual e idoneidade dos políticos asiáticos. Pois ao observar o "cardápio" eleitoral as "iguarias" não são nada apetitosas.

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