segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Hydro e prefeitura de Barcarena retaliam famílias e suspendem água para líderes de comunidades doentes de câncer

Dona Socorro: sem água, ela denuncia perseguição


A distribuição de garrafões de água mineral pela prefeitura de Barcarena e pela mineradora norueguesa Hydro às famílias prejudicadas pela empresa - após o despejo de rejeitos de bauxita nos rios e poços da região, em fevereiro passado - foi inexplicavelmente suspensa desde o final da semana passada.

Na casa de dona Maria do Socorro Silva, a "Socorro do Burajuba", uma das líderes da entidade Cainquiama, a água deixou de ser entregue desde ontem. O mesmo ocorreu na residência de um filho dela. Eles estão desesperados.

Em contato com o Ver-o-Fato, dona Socorro foi taxativa: "isso é perseguição, retaliação, porque lutamos e denunciamos os crimes praticados pela Hydro nas comunidades". Ela relatou que na família há pessoas com câncer - Socorro e o marido padecem da doença -, além de diabetes e hipertensão. A maldade de quem mandou suspender a entrega dos garrafões chega às raias da desumanidade.

"Nós precisamos muito dessa água. Eu também tenho problema nos rins e necessito dessa água para beber", disse Socorro, acrescentando que tanto a Hydro quanto a prefeitura de Barcarena "estão de mãos dadas" na perseguição contra ela e seus familiares.

O Ver-o-Fato tentou contato com a Hydro e com a prefeitura para saber os motivos da suspensão do fornecimento dos garrafões - cada família tem direito a oito garrafões por mês -, mas não obteve resultado. A retaliação é criminosa, porque priva pessoas de ter acesso à água, que é essencial à própria sobrevivência humana.

As comunidades de Barcarena contaminadas pela Hydro e por outras multinacionais ainda terão de lutar muito para ver a justiça ser feita. Por enquanto, todas as forças estão unidas contra elas. E os órgãos públicos que deveriam fazer cumprir a lei, nada fazem.

Todos estão de joelhos para o poder econômico da Hydro.  

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9 comentários:

  1. Estou cansada de ler matérias onde só se aponta um lado da história. Sr. Carlos Menezes, gostaria muito de ler a resposta da prefeitura e da empresa a estas acusações. Vocês publicam uma foto sensacionalista dessas. Falam mal de meios de comunicação de massa, porém são igualmente tendenciosos.
    Por favor, façam a parte de vocês! Desta forma, praticam um desserviço !

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  2. Sra. Tatiana, an matéria está dito que os dois órgãos foram procurados, mas a resposta não foi obtida. A senhora quer o quê, quando esses órgãos devem explicações e não as fornecem, que se ponha a faca no pescoço dos dirigentes? Eles até agora não responderam à denúncia dos dirigtentes da Cainquiama. Se a senhora trabalha para um dos dois, diga para que informem porque deixaram de fornecer a água e respondam à acusação de perseguição contra dona Socorro e familiares.

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  3. Não Sr. Carlos Mendes, não trabalho para nenhum dos dois tampouco gostaria que colocassem faca no pescoço de alguém. Apenas espero que jornalistas façam sua parte e informem de maneira correta. É obrigação do informante informar, certo? Se foram atrás e não obtiveram resposta de nenhum dos dois, onde estão os nomes dessas pessoas com quem falaram?

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  4. A informação está correta, sra Tatiana, tanto que o outro lado, procurado, não se manifestou. A sra. está com sede de nomes de pessoas procuradas e quer os nomes delas na imprensa? Custa a crer que a senhora defenda esse tipo de exposição de pessoas, assessores ou simples servidores e funcionários que atendem ligações de jornalistas e tentam às vezes fazer o melhor possível, mas nem sempre conseguem, porque seus superiores, quando não querem responder ou ser encontrados, além mil desculpas. Aqui temos ética e preservamos pessoas e fontes, a menos que elas sejam parte da informação e não queiram ocultar seus nomes. Faça-me o favor, senhora...

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  5. Estou satisfeita. Era essa exatamente a resposta que eu esperava para esse tipo de matéria.
    A ética da preservação das fontes? Faça-me o favor o senhor!

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  6. Queria o quê? Delação de fontes? Nem sob tortura. Para quem viveu o período da ditadura militar, nem eles conseguiram isso de jornalistas que preservam suas fontes. Aliás, um direito constitucional.

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  7. só posso lhe dizer uma coisa - sua resposta para mim está clara: APELAÇÃO.
    Ver o fato: "entou contato com a Hydro e com a prefeitura para saber os motivos da suspensão do fornecimento dos garrafões - cada família tem direito a oito garrafões por mês -, mas não obteve resultado".
    O senhor já disse tudo em suas respostas. E é dessa maneira que certos meios de comunicação sempre fazem. Tenha uma boa tarde Sr. Carlos.

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  8. Entenda como quiser, senhora. Fatos são fatos. Se a senhora quer brigar contra os fatos, paciência. Boa tarde.

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  9. Custa-me acreditar que uma cidadã como a sra Tatiana seja neutra. Está na realidade defendendo os interesses dessa empresa que está matando gente! Simples assim.

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